Entramos com um posicionamento tático bem confuso, de tal sorte que não se sabia exatamente a função do Elias em campo. Fato é que ele não fez nada mesmo. Do lado de lá, viamos, mais uma vez, o infindável Paulo Baier correndo como se fora a partida de sua vida.
Corinthians tinha uma saída de bola sofrível que durou o 1º tempo inteiro e era, putz, a principal jogada ofensiva paranaense.
Do nosso lado, nada. Bruno Cesar completamente isolado, não relava na bola. (Provavelmente, será taxado de sumido por quem não olha o todo, mas só as partes).
Num jogo em que não armamos nada inteligente, Ronaldo recebe, chuta mal e, pior que o seu chute, foi o juizão que inventa um penal. Tudo o que eu temia e tudo o que a anti-corinthianada mais queria nessa altura do campeonato, com Kia & Cia tomando champanhe no Jd. América: 0 x 1 R9.
O gol apareceu assim, intruso, um bicão num jogo para 0×0. GASOLINA para a anti-corinthianada.
Lembra da saída de bola? Pois é… Continuou sofrível no 2º tempo. Iarlei entrou no lugar de R9, o que não significou muita coisa, afinal, o problema era tático e bem conhecido. Bruno continuou isolado e Elias sem função. Mais a frente, RC sai para a entrada de… PAULINHO!
Oha o breque: claramente, o juizão soube do esculacho que o Arnaldo deu nele durante a transmissão da Globo e, imbecil que é, sacou a regra FIFA nº 14: ?DAS COMPENSAÇÕES?.
E, AINDA BEM, juizão marca um penal pró Atlético INEXISTENTE! Ainda bem, pois o nosso, não existente, ainda pode ter algum maluco que ache que foi, o deles foi uma vergonha. E o incapaz ainda fez uma panfletagem de amarelos contra o Timão (e o Bruno Cesar ainda foi pegar o dele).
Bruno Cesar isolado não funfa, então ele dá lugar para o Danilo. Adiantou? Sim, chutamos uma bola a gol.
Pelo menos, o resultado foi bom (só não entendo esse gosto de derrota na boca…)
…
Fato é botequenses, que entramos, definitivamente, na era do treinador mais MOTIVADOR do que tático. Se com o Mano o time nunca entrava desorganizado, agora zorra é a definição. Não se negue, contudo, que o time entra mais motivado e veloz em direção a lugar nenhum.
O prof. Adilson deve eleger em definitivo um MODELO DE JOGO único (que não é esse) e mantê-lo jogo a jogo. Futebol não é basquete.
Para mim não há jogos em casa e jogos fora. Há jogos para ganhar e penso que a maior dificuldade que existe em ganhar jogos fora tem muito a ver com o aspecto psicológico. As equipas que jogam em casa jogam mais desinibidas e atacam mais; as equipas que jogam fora defendem mais. Mas, analisando as coisas de uma forma muito pragmática, são 11 contra 11, o rectangulo tem mais ou menos as mesmas dimensões e tem que se jogar o jogo. J. Mourinho.
Em tempo: para quem não sabe, campeão brasileiro (tirando 2009) precisa de 73 pts ou 64% de aproveitamento. Faltam 35 pts (1,8 pts/jogo ou, a cada 4 jogos: 2 vitórias, 1 empate e 1 derrota).
Fonte: Blogue do Timão