Imagino que vida de árbitro de futebol não seja fácil. O cara tem que ter um mínimo de coragem (e uma mãe muito tranqüila, porque ela sempre ?paga o pato?) para entrar em campo e apitar um jogo. Ele está sujeito às reclamações dos jogadores, à ira dos técnicos, às críticas da imprensa e, lógico, às manifestações ? quase nunca muito amistosas ? das torcidas.
E cada vez mais, a vida dos juízes vem se complicando… É câmera para lá, câmera para cá, tira-teimas intermináveis e replays em ângulos que devem surpreender até os mais célebres matemáticos do mundo. A tecnologia em campo não deixa mais erros passarem despercebidos e aí, coitada da mãe do árbrito…
Já ouvi muitos dizerem que a graça do futebol mora justamente aí, nesta margem que o jogo que abre a interpretações. Mas será que alguém achou graça na partida de ontem, entre Atlético Paranaense e Corinthians?
Certamente, foram muitos os insatisfeitos com o desempenho de Jailson Macedo Freitas, que apitou na Arena da Baixada e errou, errou feio, nos dois pênaltis que marcou.
No primeiro, a favor do Corinthians, mesmo sem replay nenhum, acho que dava para perceber que o jogador do Atlético-PR utilizou o braço para se defender de uma bolada no rosto. O juiz não percebeu. Marcou a penalidade, convertida por Ronaldo (que desde 9 de maio não balançava as redes).
No segundo, foi pior ainda. Leandro Castán nem chegou a tocar no jogador Wagner Diniz, que se atirou no chão dentro da área corinthiana. Ao invés de um amarelo pela medonha simulação, o juizão deu foi um pênalti para o Atlético, que também converteu.
Placar do jogo: 1 x 1. O nome da partida: Jailson Macedo Freitas. Imagino que ele não deve ter tido uma boa noite de sono. Mas vamos deixar a mãe dele fora disso.
Os duvidosos lances do jogo:
Fonte: Lugar de Mulher é no Estádio