Tem coisas, que só pelo Corinthians

Eu costumo dizer que minha relação com as multidões se resume apenas aos jogos do Corinthians no Pacaembu.

Não fui a nenhuma edição da Parada Gay, nunca me atrevi a passear pelo centro de São Paulo durante a Virada Cultural, não sou frequentadora da rua 25 de Março e, acreditem, eu não conheço a Praia Grande.

Mas ontem, eu estava lá, no Vale do Anhangabaú, no meio de 130 mil torcedores corinthianos para comemorar o centenário do clube.

Era um mar de gente. Parecia Réveillon em Copacabana, mas ao invés do tradicional branco da virada do ano, a noite de 31 de agosto foi marcada por camisas pretas, pretas e brancas, uma roxa aqui e outra lá, além do bege, resgatado da história corinthiana.

Foi muito bacana ver craques de todos os tempos no palco da comemoração. Neto, como mestre de cerimônia, o ex-goleiro Ronaldo cantando rock, Tobias, Geraldão, Marcelinho Carioca, Ronaldo, William, Dentinho e todos do atual elenco.

Só que ouvir o grupo Nuance, a dupla Maria Cecília e Rodolfo?! Que me desculpem os fãs, e eles eram muitos (!!!), mas só pelo Corinthians mesmo!

Mas quando deu a meia noite, quando os fogos de artifício iluminaram o céu de São Paulo e aquela multidão emocionada entoou o hino do Corinthians, emendando um ?Parabéns pra Você?, eu me esqueci de onde estava, quanto tempo passei ali de pé, até que músicas tinha ouvido até aquele momento.

Eu só conseguia me lembrar de qual era a única coisa que me conectava a todas aquelas 130 mil pessoas: a paixão pelo agora secular Corinthians.


Fonte: Lugar de Mulher é no Estádio

Blog do Renata Martins

Por Renata Martins

Renata Martins, 30 anos, paulistana, assessora de imprensa e corinthiana. Gosta de falar de tudo, inclusive, futebol.

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