Sheik é punido pelo STJD e está fora de jogo decisivo contra Palmeiras
Atacante corintiano foi julgado por dar um pisão no rosto do jogador Daniel, do Avaí, em partida realizada no dia 11 de outubro, no Pacaembu
Emerson Sheik está fora do jogo decisivo do Corinthians contra o Palmeiras, domingo, no Pacaembu. Em julgamento nesta quinta-feira, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro, o atacante foi punido com uma partida de suspensão.
O advogado do clube paulista, João Zanforlin, iniciou pedindo novo adiamento do caso. O presidente do Tribunal Pleno, Rubens Approbato (que é conselheiro vitalício do Corinthians), porém, indeferiu o pedido. O julgamento foi realizado normalmente.
Recordar é viver...
STJD nega efeito suspensivo e Finazzi continua fora
Jogador não atuará nas partidas contra Vasco e Grêmio e pode não vestir mais a camisa do clube
27 de novembro de 2007 | 15h 48
O Corinthians não terá Finazzi para a última partida do Campeonato Brasileiro, contra o Grêmio. Nesta terça-feira, o presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Rubens Approbato Machado, indeferiu o pedido de efeito suspensivo realizado pelo clube.
Comentários
Nação, tem coisas que não carecem de muita explicação. É sacanagem pura, vista a olhos nú, e pronto.
Tirar um jogador importante do principal jogo do campeonato não há argumentos que convençam de que foi feito na base da justiça. Porra nenhuma. É sujeira pura, programada, desenhada e friamente executada.
Mas esse tipo de artimanha infelizmente é algo esperado, pela palhaçada que é o nosso futebol, e principalmente pela consolidação do anticorinthianismo nacional. Tudo que for possível ser feito contra o Corinthians será feito, e ninguém será condenado por isso.
Esse tipo de atitude partindo dos desesperados e mediocres abutres é compreensível. O que é foda de aceitar é que um corinthiano, conselheiro vitalício do clube, seja o principal mentor nessas ações que nos são altamente prejudiciais.
Aprobatto tirou o Finazzi dos últimos jogos do campeonato que decretou o nosso rebaixamento. Naquele time medíocre, ele era um oásis no deserto. Com ele em campo teríamos alguma chance. Mas o 'isento' presidente do STJD negou o efeito suspensivo, e colaborou de forma decisiva para a nossa queda. Detalhe: naquele mesmo campeonato ele concedeu diversos efeitos suspensivos para vários clubes.
Agora repete a dose. Acolhe uma denúncia vazia, infundada, que partiu de um procurador imbecil e que adora aparecer. Após um efeito suspensivo, coloca na pauta novamente um julgamento nas vésperas do jogo decisivo. Teria argumentos suficientes para adiar, uma vez que a pena aplicada agora, nessa situação, passa a ser muito maior do que aparenta. Ou seja, um jogo que pode decidir o campeonato não é a mesma coisa que um jogo no meio do campeonato. Baseado nisso poderia aceitar o adiamento, sob pena do prejuízo ser muito maior do que a pena se propõe. Mas, por ser 'conselheiro' do Corinthians não seria perdoado se agisse com correção. Para qualquer outro clube teria ocorrido o adiamento.
Vão dizer então: ele não tinha escolha. Aí que se enganam. Tinha sim. E justamente pelos mesmos argumentos acima. Por não poder julgar a favor do clube que é conselheiro, então ele não poderia julgar nada, e o correto seria se abster de qualquer julgamento que envolva o clube. O certo seria passar para outro, que teria a isenção necessária para julgar com correção, e não para dar uma 'satisfação', como ele tem feito sempre que o réu é o Corinthians.
E detalhe importante, ele faz parte da oposição dentro do clube, e não tem como dissociar uma coisa da outra. Agiu de forma má intencionada em 2007, e repetiu a dose agora.
Que não tenha efeito. Que sejamos campeões assim mesmo, e seremos. Mas que cada corinthiano tenha a noção de que o inimigo normalmente está mais perto do que se imagina.
Sem valeu!
Fonte: Samuel Oliveira