Caso Montillo revela temor do poderio corinthiano e incoerências da lei Pelé e mídia esportiva!!

Nação,

Fim de temporada e sem futebol os noticiários esportivos são tomados por especulações de todos os lados.

Times que foram mal precisam correr mais forte atrás de reforços, enquanto os que foram bem tem que se preocupar em manter a base e qualificar o grupo pontualmente.

E nesse segundo grupo que se encaixa o nosso Corinthians. Penta campeão brasileiro, com uma base formada há pelo menos três anos, só para a mídia alucinada é que precisariamos sair que nem loucos contratando Deus e o mundo. Não precisamos. E não vamos fazer isso.

Temos que qualificar o time buscando jogadores de alto nível e que podem realmente apresentar algo diferenciado. E aí nossa diretoria mirou um único alvo, e sobre esse descarregou todos os esforços, abrindo o cofre, oferecendo uma fortuna incomum para os padrões tupiniquins.

Aí muitas coisas foram se revelando. Primeiro, o poderio corinthiano, demonstrando de vez que nosso gigantismo é o temor que vai atormentar a vida dos nossos adversários daqui em diante. A reação mambembe do timinho das Minas Gerais, impondo um valor absurdo para liberação de um jogador, ao mesmo tempo que lhe paga um salário totalmente incompatível com essa pseudo valorização, deixa claro que o que apavora o timeco é a constatação cada vez mais clara de quanto é pequeno em relação a nós.

Revela também aquilo que todas as pessoas de bem e com um mínimo de discernimento já sabem há varios anos: a lei Pelé é absurda e a mídia é canalha. E por consequência, ambas são totalmente incoerentes.

A Lei Pelé, a pior praga do futebol brasileiro, foi promulgada no fim dos anos 90 sobre o pretexto de moralização e de fim da escravidão do passe. Para quem não lembra, o passe era o instrumento que garantia o vínculo dos atletas aos clubes. Essa garantia dava tamanha segurança que tornava a relação em alguns momentos injusta e cruel, pois o poder delegado aos clubes os faziam sentir donos dos jogadores, impedindo-os muitas vezes de progredir na carreira por pura vaidade e incompetência administrativa.

Era algo bom na sistemática do futebol, garantia estabilidade de elenco, e para os jogadores também era vantajoso, pois possibilitavam bons ganhos quando eram negociados, com percentual de 15% em cada transação, aumentando gradativamente ao longo dos anos, fazendo com que por volta dos 28, 29 anos o passe já era livre, o que lhes davam ganho total.

Mas, como frisei, o poder dos clubes eram quase absoluto, e um dos grandes males da humanidade é o poder. O poder cega, transforma, corrompe. Os maiores fascinonras da nossa história eram pessoas até consideradas boas, até que o poder os transformou.

Um caso emblemático e que desencadeou a tal malfadada lei foi o jogador Cláudinho, meia habilidoso que surgiu na Ponte Preta nos anos 90. Cobiçado por vários clubes grandes do país, mas considerado uma jóia pelos campineiros, usaram da garantia do passe para impedir uma transferência nacional, já cobiçando o milionário mercado europeu. O Presidente da Ponte na época fixou o passe em algo nos dias de hoje na casa dos R$ 100 milhões.

Bom, já que pedia um valor desses, era de se esperar que o clube pagasse um salário milionário para um atleta tão valioso. Mas não, os vencimentos do jogador na época ainda eram do seu tempo de juvenil. Um absurdo que não poderia mais continuar.

Assim nasceu a Lei Pelé. Sob a áurea de impedir tais injustiças. Bom, não foi isso que se viu nos anos seguintes. O futebol brasileiro só enfraqueceu depois dessa lei. Mas o pior de tudo é casos como o que estamos vendo agora.

Montillo é um jogador de 27 anos, que chegou ao Cruzeiro há menos de 2 anos, custando cerca de 6 milhões de reais. Dentro das regras de mercado, o Corinthians faz uma oferta de mais de três vezes esse valor, e recebe como resposta do time mineiro uma afronta, um pedido absurdo de 15 milhões de euros, aproximadamente R$ 35 mlhões. A pergunta que fica é a seguinte: um jogador tão valioso deveria ter um salário milíonário, entre os maiores do futebol brasileiro. O que se fala é que ele ganha cerca de R$ 150 mil, cifra que nem de longe justifica a pedida na sua liberação.

Aí que identificamos mais uma incoerência da Lei Pelé. A idéia era impedir que um clube usasse desse artifício, de pedir uma multa totalmente desproporcional ao valor que dá ao seu próprio atleta. Pelo salário atual do Montillo, e considerando os cerca de 30 meses que ele tem de contrato, a multa deveria ser no máximo de uns R$ 5 milhões, salário que custaria ao clube mineiro até o final. Vá lá se aceitar o dobro disso. Agora pedir mais de sete vezes é um absurdo, um crime, que remete ao pior que tínhamos na época do passe.

Para completar, como sempre, vem ela, a podre, despreparada e incoerente mídia esportiva. Defenderam a Lei Pelé na época justamente para acabar com a 'escravidão' dos jogadores. Não acabou coisa nenhuma, pelo contrário, agora eles tem vários donos, os empresários e fundos de investimentos, que os mandam para onde bem entendem, e quando não convém, agem como o timinho azul, estipulando um valor astronômico, impedindo qualquer negociação. Porque não estão criticando o Cruzeiro? Porque mão criticam essas aberrações dessa lei maldita?

Bom, na verdade eles estão sendo coerentes sim. Coerentes com sua eterna incoerência, com o despreparo, com o a defesa de interesses escusos que muitos jornalistas tem, e principalmente, coerentes com a perseguição ao Todo Poderoso. Não importa quem esteja certo, pois para a mídia, sempre que envolver o Corinthians, a ordem é nos atacar e desqualificar, transformando os outros sempre em anjinhos.

Para que fique claro, não estou defendendo o desrespeito a contratos. Eles existem e devem ser cumpridos, e se quebrados, dentro das regras estabelecidas no mesmo. A questão é justamente essas regras. As cláusulas de multa contratual não podem ser incompatíveis com o valor do atleta..

Enfim, o Timão está agindo de forma legitima, profissional e transparente. O outro lado tem direito de não aceitar, mas vai ficar complicado manter um salário de pereba para um jogador que está se pedindo um valor de super astro mundial. Vamos ver as cenas dos próximos capítulos.

De qualquer forma, o que fica de fato é a prova inconteste do nosso gigantismo e de como isso já se tornou um fator de medo constante de todos os outros times.

Aqui é Corinthians, e vamos dominar tudo, não tem mais volta.

Valeu!

Fonte: Samuel Oliveira

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Por Samuel Oliveira

39 anos, contador, paulistano radicado no Rio de Janeiro. Corinthiano de corpo e alma do bando, junto com meu filhão, outro louco.

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