Dia 04.09.2010 - Democracia Corinthiana - Museu do Futebol na Semana de Cultura do Corinthians
Meu dia 04.09.2010 começou bem, com sol e a ansiedade de ver nosso ídolo, Sócrates. Me arrumei correndo. Parecia mais um menino colocando o uniforme pra ir jogar bola. Meu São Jorge, que desespero. Cheguei e consegui minha senha, número 165 (que no final do debate fui sorteada com o livro ?Maluquinho por Futebol?, de Ziraldo) sentei e enquanto fiquei esperando a hora de entrar, lia e rabiscava uma revista da Abril, muito boa, que traz um paralelo da história do Brasil e do Corinthians. Minutos depois ouço uma bagunça, o Doutor chegou. Vinte minutos até ele conseguir entrar, muitos autógrafos e fotos. Inclusive eu. Ele autografou meu Código de Conduta dos Gaviões da Fiel - Movimento Rua São Jorge, que eu levava na bolsa. Gente, eu fiz umas anotações básicas numa cadernetinha velha que levei. Delas vou tentar lembrar das melhores partes, mas confesso que não vou conseguir contar tudo.
O que Sócrates quis dizer:
Muda a sociedade muda-se o contexto de tudo.
Leão se omitiu, não contribuiu com a ação.
Ser líder é abrir mão do poder para uma sociedade mais justa. Sócrates diz que abriu mão do seu. E ao mesmo tempo usou dele pra esse ato.
O futebol é o espelho da sociedade. É a instituição mais forte do país. É um caminho pra mexer em outros setores.
Quando já no profissional, o jogador tem poder político e econômico.
Dudu, da plateia, perguntou se há um modo de mudar a cabeça da nova geração, que não se interessa pela política de um modo geral. Dentro e fora do Futebol. E como mudar essa realidade de violência nas organizadas.
Segundo Sócrates detectar as carências dessas pessoas (o torcedor de organizada, em especial) na vida pessoal, mostrar-lhe o comprometimento que devem ter para com a sociedade. Apontar caminhos fora do Futebol, que ajudem a transformar atitudes agressivas em uma forma humana de pensar e agir.
Dirce Tomaz, da platéia, perguntou o que ele pensava sobre aquelas mães que gastam um dinheiro que não têm pra levar seus filhos pra escolinha, e que muitas vezes não existe um resultado.
Para o Magrão, a categoria de base não é hoje em dia, uma boa formação, porque para formar essas crianças, é preciso além de um entendedor de futebol, também um educador. E na maioria das vezes os treinadores dessa garotada sabem menos de Futebol do que as próprias crianças. Não dão conta de seus próprios filhos, quanto mais de educar milhares de crianças. Então precisamos, primeiro, formar esses ?professores?. O esporte deve ser usado como ferramenta de educação.
Um palmeirense, muito bacana, também esteve presente, José Paulo Florenzano, do livro ?Democracia Corinthiana?-que ainda não comecei a ler.
Florenzano alertou que é interessante pensar que em uma época como a da Democracia Corinthiana, em que não se podia PENSAR nessa palavra [democracia], eles tiveram coragem de fazer acontecer dentro e fora do Clube. E nenhum Felipão impediria-os de falar com a imprensa, como acontece hoje em dia, numa sociedade que julgamos democrática. Contraditório.
Gordo, também da plateia, comentou sobre a pilantragem dos cartolas em aproveitar de um sentimento de amor e paixão do torcedor pelo seu time, para aumentar o valor do ingresso. Tendo a certeza de que vamos continuar pagando por não conseguir deixar de ver o Corinthians em campo.
Grande realidade, difícil caminhada pra mudá-la.

Meu dia 04.09.2010 começou bem, com sol e a ansiedade de ver nosso ídolo, Sócrates. Me arrumei correndo. Parecia mais um menino colocando o uniforme pra ir jogar bola. Meu São Jorge, que desespero. Cheguei e consegui minha senha, número 165 (que no final do debate fui sorteada com o livro ?Maluquinho por Futebol?, de Ziraldo) sentei e enquanto fiquei esperando a hora de entrar, lia e rabiscava uma revista da Abril, muito boa, que traz um paralelo da história do Brasil e do Corinthians. Minutos depois ouço uma bagunça, o Doutor chegou. Vinte minutos até ele conseguir entrar, muitos autógrafos e fotos. Inclusive eu. Ele autografou meu Código de Conduta dos Gaviões da Fiel - Movimento Rua São Jorge, que eu levava na bolsa. Gente, eu fiz umas anotações básicas numa cadernetinha velha que levei. Delas vou tentar lembrar das melhores partes, mas confesso que não vou conseguir contar tudo.
O que Sócrates quis dizer:
Muda a sociedade muda-se o contexto de tudo.
Leão se omitiu, não contribuiu com a ação.
Ser líder é abrir mão do poder para uma sociedade mais justa. Sócrates diz que abriu mão do seu. E ao mesmo tempo usou dele pra esse ato.
O futebol é o espelho da sociedade. É a instituição mais forte do país. É um caminho pra mexer em outros setores.
Quando já no profissional, o jogador tem poder político e econômico.
Dudu, da plateia, perguntou se há um modo de mudar a cabeça da nova geração, que não se interessa pela política de um modo geral. Dentro e fora do Futebol. E como mudar essa realidade de violência nas organizadas.
Segundo Sócrates detectar as carências dessas pessoas (o torcedor de organizada, em especial) na vida pessoal, mostrar-lhe o comprometimento que devem ter para com a sociedade. Apontar caminhos fora do Futebol, que ajudem a transformar atitudes agressivas em uma forma humana de pensar e agir.
Dirce Tomaz, da platéia, perguntou o que ele pensava sobre aquelas mães que gastam um dinheiro que não têm pra levar seus filhos pra escolinha, e que muitas vezes não existe um resultado.
Para o Magrão, a categoria de base não é hoje em dia, uma boa formação, porque para formar essas crianças, é preciso além de um entendedor de futebol, também um educador. E na maioria das vezes os treinadores dessa garotada sabem menos de Futebol do que as próprias crianças. Não dão conta de seus próprios filhos, quanto mais de educar milhares de crianças. Então precisamos, primeiro, formar esses ?professores?. O esporte deve ser usado como ferramenta de educação.
Um palmeirense, muito bacana, também esteve presente, José Paulo Florenzano, do livro ?Democracia Corinthiana?-que ainda não comecei a ler.
Florenzano alertou que é interessante pensar que em uma época como a da Democracia Corinthiana, em que não se podia PENSAR nessa palavra [democracia], eles tiveram coragem de fazer acontecer dentro e fora do Clube. E nenhum Felipão impediria-os de falar com a imprensa, como acontece hoje em dia, numa sociedade que julgamos democrática. Contraditório.
Gordo, também da plateia, comentou sobre a pilantragem dos cartolas em aproveitar de um sentimento de amor e paixão do torcedor pelo seu time, para aumentar o valor do ingresso. Tendo a certeza de que vamos continuar pagando por não conseguir deixar de ver o Corinthians em campo.
Grande realidade, difícil caminhada pra mudá-la.
Dmis, Sócrates e Waleska
Fonte: Meu blog não tem nome