Fala, Fiel!
Apesar da insistência da imprensa em martelar na tecla da OBSESSÃO CORINTHIANA PELA LIBERTADORES DA AMÉRICA MEU DEUS VAI TODO MUNDO MORRER SE A GENTE NÃO FOR CAMPEÃO, eu tenho notado uma certa maturidade e tranquildade, de maneira geral, na Fiel Torcida, diferentemente dos anos anteriores.
Em 2010, na tal da "Libertadores do Centenário", eu escrevi AQUI que em MOMENTO ALGUM havia passado pela minha cabeça a hipótese de não vencermos o campeonato. Colocaram pilha na gente, a Diretoria da época prometeu que teríamos o título, e nós acreditamos. De fato, o começo foi exemplar, campanha irretocável na primeira fase, mas em determinado momento o nervosismo e o excesso de expectativa tomaram conta e eu já não sabia mais nem qual era meu nome (RELEMBRE AQUI).
Na contra-mão disso, o vexame da Libertadores 2011 mostrou que não adianta jogar com medo. Não adianta colocar melhor jogador do mundo em campo se este não demonstrar comprometimento. A eliminação diante do Tolima nos ensinou que não precisamos alterar nossa personalidade CORINTHIANS para jogar outro campeonato. A decepção nos fez crescer (RELEMBRE AQUI).
Em 2012, eu vejo a diferença.
Não sei se sou eu, não sei se os anos trazem aprendizados ou se as porradas nos deixam calejados. Sei que, por mais que todos tentem falar na maldita OBSESSÃO e na PRESSÃO da torcida, ela não existe mais, de fato. Existe, sim, um entendimento da importância e magnitude de ganhar um título deste, mas também existe a compreensão de que o caminho é longo, difícil e, por vezes, traiçoeiro.
Este campeonato pode, com a mais absoluta certeza, ser nosso.
Assim como no Brasileiro do ano passado, o Corinthians não figura entre os favoritos. O Inter contratou bem, o Santos tem Neymar, o Fluminense tem o melhor elenco, mimimimi. Não sei nem como não arrumaram um jeito de dizer que o grande candidato ao título deve ser o Cruzeiro (mesmo nem participando!).
Assim como no Brasileiro do ano passado, o Corinthians mantém os pés no chão e a serenidade: se vier, a Taça virá por MERECIMENTO, decorrente do EQUILÍBRIO, da RAÇA e da TREINABILIDADE. Ao que tudo indica, com muitos placares apertados e viradas sofridas.
E esse será o caminho, a gente já sabe.
É Libertadores? É.
A gente quer o título? Quer.
Para isso, aprendemos, não podemos tremer, não podemos nos intimidar, não podemos achar que, por ser um título inédito nós temos de nos portar diferentemente do que nos portamos no Domingo, contra o São Paulo. Ou contra o Fluminense na Libertadores. Temos de manter a nossa essência, manter a nossa história, manter aquilo que não tem nome, que te faz bater no peito e gritar AQUI É CORINTHIANS.
Seremos campeões da Libertadores quando essa receita for seguida à risca.
E eu espero que os primeiros ingredientes estejam presentes hoje à noite, na Venezuela.
VAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIIIIIIII, CORINNNNNNNTHIIIIIIIIIIAAAAAAAAAAAAAANSSSSSS!!!!!!!!!!
Fonte: Yule Bisetto