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Vai ser difícil segurar o Corinthians

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Guerrero marcou os dois gols do Corinthians no Mundial

Guerrero marcou os dois gols do Corinthians no Mundial

Toshifumi Kitamura/AFP

Não é uma boa época para os torcedores rivais dos corintianos. Porque mais do que conquistar o mundo do futebol pela segunda vez, o Timão demonstra um apetite incontrolável na busca por outra meta: a de se estabelecer como maior potência do futebol nacional.

A meteórica reconstrução do time a partir do rebaixamento, em 2007, é certamente um dos casos mais importantes a serem estudados por quem se matricula em um curso de administração ou gestão esportiva. O Corinthians foi refundado, reinventado e reconstruído em apenas cinco anos.

Ousaria dizer que, sem tirar o brilho de glória alguma dos outros 98 anos de história do Sport Club Corinthians Paulista, os últimos cinco foram os verdadeiramente altaneiros (pegando emprestada uma palavra do hino corintiano).

Durante boa pare da minha carreira como jornalista acompanhei o Corinthians de perto. Muitas vezes como repórter setorista, o que em nosso jargão profissional significa cobrir o dia a dia do clube. Por isso, estou seguro em apontar um mundo de diferenças entre o que o clube era e o que é.

A mudança foi tão drástica quanto a passagem do amadorismo para o profissionalismo. Rapidamente o Timão deixou de ser o mais atrasado em termos de estrutura e administração para, no mínimo, empatar em estrutura com os rivais e fazê-los comer poeira em termos de marketing e valorização de marca.

Antes de chegar a esse estágio, o Corinthians havia tentado vários tipos de parcerias, algumas delas com sucessos efêmeros e continuidade nula. Com bancos suspeitos, fundos de pensão esquisitos, empresários de origem duvidosa. Tudo isso capitaneado por dirigentes amadores. O ponto de virada veio com a chegada ao clube de um personagem que trouxe credibilidade ao Corinthians: Ronaldo Nazário. O Fenômeno foi o avalista da transformação alvinegra. A partir dele e de sua imagem de sucesso e vitórias, o Corinthians teceu a fórmula de sua reinvenção.

O caminho foi pavimentado por uma genial sacada de marketing. Sempre se soube que a torcida corintiana era uma das maiores e mais apaixonadas do Brasil. Mas, a não ser por acordos políticos indigestos, a verdadeira massa Fiel nunca tinha sido convencida a ser uma parceira de fato do time. Ao ponto de várias vezes ter sido levada a invadir gramados, ônibus e CTs para agredir ou tentar agredir jogadores. Isso tudo mudou com o rebaixamento. A campanha de marketing convidou a Fiel a pegar o time no colo e reconduzi-lo ao seu lugar. Nascia o verdadeiro bando de loucos.

Aproveitando-se dessa força quase mística e do olhar profissional trazido por Ronaldo, o Corinthians foi investindo passo a passo em rua reforma interna. Houve frieza ao ponto de deixar pelo caminho o próprio Ronaldo como jogador de futebol, após a trágica eliminação para o Tolima. Houve retidão ao se apostar em Tite e na visão ousada e profissional de administrar. Houve ilusão de sonhar alto, de pensar grande, de abandonar o velho complexo de vira-latas do futebol brasileiro em relação à Europa.

Por isso, não custa avisar a palmeirenses, são-paulinos, santistas e rivais de outros estados: abram o olho — e rápido — sob pena de se transformarem em protagonistas fugazes numa era de glórias corintianas.

Quem é lento?
Lembrei-me de dois amigos corintianos que dedicaram boa parte de seus dias a crucificar Danilo. Lento era o mais leve dos adjetivos reservados ao meia. Um deles pedia abertamente a sua saída. Pois Danilo provou ser um dos mais inteligentes atletas da equipe, taticamente. Frio e experiente, foi um dos pilares do time.

Estudar é preciso
Em 2006 apresentei um programa durante a Copa do Mundo chamado “Seleção SporTV”. Tite era um dos participantes fixos. Ficou encantado com um software que tínhamos para fazer análises táticas. Foi à Europa, fez estágios, se atualizou, estudou. Não teve medo de aprender. Colhe agora o que plantou com humildade.

Dinheiro não é tudo
O milionário russo dono do Chelsea, Roman Abramovich, deve achar que seu dinheiro é capaz de tudo. Aprendeu uma dura lição com o Corinthians. Seus bilhões foram ofuscados pela paixão de milhões. Por mais que tenha dinheiro, o Chelsea não tem a penetração dos gigantes do futebol mundial. Não galvaniza.

Nó tático
Ainda em meio à festa pelo bicampeonato mundial, a diretoria do Corinthians precisa pensar no futuro. Um dos maiores desafios virá agora: administrar o ego e as pretensões de um grupo vencedor em escala planetária.

É um processo natural e conhecido no meio esportivo. Quando um grupo de trabalho ganha muito, acontece o seguinte: quem era craque começa a se achar gênio, quem era bom se acha craque, quem era médio se acha bom. Tudo isso se reflete numa enxurrada de pedidos de aumento salarial, muitas vezes incompatíveis com o orçamento do clube e com a real capacidade de quem solicita.

Hora de administrar com frieza e profissionalismo. Mudanças pontuais, até com a saída de alguns jogadores, são importantes. Mestre Telê Santana sempre dizia isso, que um clube vencedor não pode se deixar transformar e

Fonte: Diario SP

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  • Comentários mais curtidos

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    Gabriel 51 comentários

    @gahtimao09 em

    Corinthians vai virar o United do Brasil, e quem me dera o Tite ser o Ferguson do Timão

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    Rafael_sccp 1121 comentários

    @rafaelsccp em

    Corinthians não será nenhum United ou Barcelona, Corinthians é Corinthians!
    Seremos tão grandes que o Barcelona será o Corinthians da Espanha

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    Wilian 108 comentários

    38º. @willianjesus em

    Maior Potência esportiva do Brasil, daqui uns anos do Mundo !

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    Elias 37 comentários

    37º. @elias.rafael em

    Concordo com o autor do texto em quase tudo o que ele diz.
    Só acho uma tremenda sacanagem um jornalista escrever um texto sobre a virada na administração do Corinthians e colocar tudo na conta do Ronaldo.
    Acho que nosso ex-gorducho foi um fator que ajudou absurdamente, mas não foi o começo de tudo e nem o principal.
    O escritor afirma que o Corinthians é um caso a ser estudado em adm e gestão esportiva, mas não fala nem uma vez os nomes dos verdadeiros responsáveis por nossa atual grandeza (sempre foi muito maior que os outros, principalmente por causa da torcida, mas agora é mais ainda). Ele não falou de Andrés Sanchez, Mario Gobbi e dos outros membros da chapa Renovação e Transparência que venceram as eleições em 2007 e trouxeram profissionais como Rosemberg e Ivan Marques (que gostem ou não alguns torcedores ajudaram demais a marca Corinthians a chegar em 1 bilhão).
    Ronaldo foi uma jogada genial de marketing que funcionou, dentro e fora de campo, mas Andrés e cia são os caras.

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    Mario 84 comentários

    36º. @mario.laurindo em

    Ai galera quando o Corinthians ganhou e sofreu muito no primeiro jogo do mundial! Na real foi até bom porque se tivesse goleado talvez não entraria na pegada contra o chelsea, talvez jorge Henrique não entrasse no time, que é peça fundamental na formação tática. Eo principal ser humilde sempre! Como disse o Sheik sabiamos do nosso favoritismo, mais a palavra tem poder! Então deixa o LÉO, OS ANTIS, MARCOS deixa eles falarem evamos ganhando tudo de novo!

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    Ranking: 287º

    Silvio 5477 comentários

    35º. @saboten em

    Eitaaa, galera entra pra ler sobre futebol e discutem sobre religiao...sao assuntos complicadissimos, pq cada um tem um gosto e pensamentos diferentes!Alias, o fanatismo nos mostra que devemos respeitar opnioes de todos, pq senão, havera discordancias que terminarao em brigas!Particularmente, nw achei que o Igor falou besteira, compreendi seu comentário.Mesmo que nw concordasse, nw justifica eu querer jogar pedras no coitado e se há algum pecado ou qualquer coisa do tipo, nw cabe a nos julga-lo!Cada um fazendo sua parte e esquecendo a dos outros, é a atitude mais sensata pra se viver em harmonia...sem estresse ALL

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    Johnny 22 comentários

    34º. @johnny.guedes em

    Igor, largue de ser ignorante!