Após tanta espera, Matias teve a estreia mais melancólica possível

Andrew Sousa

21 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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Após tanta espera, Matias teve a estreia mais melancólica possível

Após tanta espera, Matias teve a estreia mais melancólica possível

Matias saiu do banco nos últimos minutos da partida

Foto: Reprodução/TV

Na Arena Corinthians, a Fiel esperava uma vitória para dar mais tranquilidade a Osmar Loss e ir para a pausa da Copa no pelotão de cima do Campeonato Brasileiro. Como nas últimas partidas, o rendimento foi decepcionante. Com a apatia já vista, a torcida apelou para algo diferente: pediu Matheus Matias já na metade do segundo tempo.

Por mais que parecesse desespero, o pedido até tinha sentido pela proposta alvinegra que se desenhava dentro de campo. Sem triangulações e pouquíssima consciência tática, o time se jogou ao ataque e alçava bolas na área do Vitória como podia. Contar com um novo jogador alto era uma das poucas saídas. Com o jogo perto do apito final, a esperança de ver a estreia do centroavante ia se esgotando, mas Loss surpreendeu.

Matheus Matias, enfim, foi para a beira do campo. O número 9 (de Roger) na placa levantada pelo quarto árbitro, no entanto, confirmou uma triste evidência. Naquela altura do jogo, o seis por meia dúzia serviu para deixar claro que a estreia de Matias foi muito mais para aliviar a pressão do que qualquer outra coisa.

Colocar o garoto, mesmo que por míseros oito minutos, foi uma sacada inteligente: acalmou o ânimo de alguns e ganhou boa parte dos holofotes da partida. Após o empate contra o Vitória, é bem possível que muitos comentem mais a estreia do jogador do que nova atuação ruim do Timão.

Atender os pedidos da torcida não necessariamente significa falta de pulso ou vontade de aliviar a pressão. Mas nesta noite, em Itaquera, a entrada de Matheus Matias teve inúmeras faces de melancolia. Mostrou quão perdido parece estar Osmar Loss, evidenciou a limitação do treinador na hora de substituir e comprovou a preocupação dele com o momento de extrema pressão.

Se Carille batia na tecla que o garoto só iria estrear em um momento propício, justamente para não "queimá-lo", Osmar Loss foi na contra-mão e usou o garoto para outros objetivos, em um jogo duríssimo. O resultado dentro de campo foi o óbvio. Ele não encostou na bola e o Corinthians continuou igual: perdido e desesperado.

Fica um misto de alegria pelo primeiro jogo do garoto e preocupação por como e quando a chance veio. Que venham mais minutos e...

Chegue logo, Copa do Mundo!

Veja mais em: Matheus Matias e Osmar Loss.

Coluna do Andrew Sousa

Por Andrew Sousa

21 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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