O trunfo de Pedro Henrique na luta pela titularidade no Corinthians

Andrew Sousa

22 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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O trunfo de Pedro Henrique na luta pela titularidade no Corinthians

Mesmo com novo concorrente, Pedro Henrique pode ter motivos para sorrir

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Com o zagueiro Henrique acertado com o Corinthians desde o início da temporada, a torcida iniciou uma espécie de contagem regressiva para que o novo reforço assumisse seu posto de titular. Enquanto isso, quem segura a barra ao lado de Balbuena é Pedro Henrique. Agora, com o novo jogador oficialmente apresentado, será mesmo que a posição vai mudar de dono?

Em ano de Paulistão, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e, sobretudo, Libertadores, a experiência de Henrique é um fator de muito peso na hora de cogitar a troca. Apesar disso, o camisa 34, revelado na base alvinegra, tem um trunfo muito importante nessa briga por espaço: sua característica.

Nos últimos anos, com Mano Menezes, Tite e Carille, o Timão manteve uma identidade. Identidade esta que tem na defesa uma de suas principais virtudes. E nesse sentido, parece que a forma de jogar pouco se altera. Sai uma peça e a outra toma seu lugar, desempenhando o mesmo papel.

Recapitulando um pouco das excelentes duplas titulares desse período, percebemos uma mescla quase que obrigatória de um nome de mais técnica, para ficar na sobra, e um mordedor, de mais velocidade e bote mais "longos" - deixando a linha de quatro quando necessário e saindo para marcar um centroavante que sai muito da área, como Pedro fez contra Guerrero, por exemplo.

Nesse cenário, a velocidade do prata da casa pode ser preponderante para Carille definir quem é que fica com o lugar deixado por Pablo. O ex-zagueiro alvinegro, inclusive, pode ser o primeiro dos exemplos que provam o tamanho do trunfo de Pedro Henrique. Ao lado do técnico Balbuena, o camisa 3 fez temporada brilhante como o zagueiro mais móvel da dupla.

Dupla de 2017 mesclava técnica e velocidade

Dupla de 2017 mesclava técnica e velocidade

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Se voltarmos ainda mais, Felipe era quem dava os botes, enquanto Gil usava de toda sua qualidade na sobra. Nesse papel de mordedor ainda tivemos Cléber, Leandro Castán e, em passagem curta, Anderson Martins (que também tem muita técnica). Henrique, por sua vez, está mais para Chicão, Paulo André e o supracitado Gil. Ou seja, é mais fácil imaginá-lo na função de Balbuena - essa que, no entanto, é absoluta do paraguaio.

Em um time que aposta tanto na característica e no fato de "todos saberem o que fazer", as peças podem ser escolhidas não só pela qualidade técnica. Romero está aí para mostrar que o desempenho na engrenagem pode superar qualquer outro fator.

Para o atual Corinthians, que tem uma identidade de anos, Pedro Henrique parece ser uma engrenagem mais necessária e certa do que o experiente zagueiro apresentado nesta segunda-feira.

A decisão está com Carille, mas não me assustaria em ver o garoto do terrão dominando a posição. Henrique, de qualquer forma, seria um excelente reserva.

Veja mais em: Henrique e Pedro Henrique.

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21 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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