Um resumo de estatísticas individuais do Corinthians na primeira parte do Paulistão

Andrew Sousa

21 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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Um resumo de estatísticas individuais do Corinthians na primeira parte do Paulistão

Um resumo de estatísticas individuais do Corinthians na primeira parte do Paulistão

Enquanto Jadson é questionado, Fagner tem números de destaque

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Estamos cansados de saber que os números não são tudo no futebol. Apesar disso, dão uma noção grande do que vem acontecendo dentro de campo, sobretudo dos rendimentos individuais de jogadores. Por conta disso, resolvi fazer um grande apanhado de estatísticas do Corinthians nessa primeira fase de Paulistão - que acabou com vitória por 2 a 0 contra o Botafogo-SP.

Monstro na marcação

Começando pelos critérios defensivos, quem merece muito destaque é Fagner. O lateral lidera com folgas no que se refere a desarmes. Em 11 partidas que esteve em campo, ele roubou incríveis 31 bolas. Número bem superior aos 16 desarmes feitos pelo volante Gabriel - Romero, sempre colaborando atrás, aparece com 11.

Quase perfeito...

Ainda no setor defensivo, outro nome chama atenção, mas dessa vez pela qualidade com a bola no pé. Contratado no início dessa temporada, Henrique conquistou a vaga de titular e vem correspondendo. Até aqui, foram seis partidas, com o número incrível de 295 passes certos e apenas um errado (99,7% de acerto).

... esses nem tanto

Enquanto o camisa 3 pouco entrega a bola para o adversário, três titulares tem perdido muitas vezes a pelota. Rodriguinho e Clayson, com 57, e Romero, com 54, lideram o quesito perda de posse. Como alento, o paraguaio também é quem mais "conquista" faltas - sofreu 26 até aqui.

Prestes a perder a vaga?

Agora é hora de falar de um dos nomes mais questionados do Timão até aqui: Jadson. Com Vital nas graças da torcida, o camisa 10 precisa voltar a render para não perder sua posição. Nos números, o meia deixou a desejar em alguns critérios. Um deles foi o drible. Em dez aparições, apenas um efetuado com sucesso - menos que os dois dados por Renê Júnior, que só entrou em campo três vezes, por exemplo.

Em um time conhecido por sua coletividade, números defensivos também pesam na hora de escalar, até mesmo para um meia de criação. Já com menos mobilidade, Jadson deu apenas três desarmes, enquanto Mateus Vital, com seis partidas a menos, já soma quatro retomadas de posse.

Nem tudo é desvantagem para Jadson. Em passes para finalização, ele tem larga vantagem sobre o concorrente mais novo. Em dez confrontos, foram 17, com média de 1,7 por partida. Vital, por sua vez, deu apenas três em quatro jogos disputados, tendo a média de 0,75.

Coloca o pé na forma, Timão

Mesmo tendo feito a segunda melhor campanha da competição, o Corinthians apresentou uma série de problemas ofensivos. Ainda sem um camisa 9, o time segue buscando a melhor forma de criar oportunidades. Um dos erros até aqui tem sido na hora de colocar a bola na área. O time erra vários cruzamentos, com destaque para Fagner e Jadson, com 39 e 35 erros, respectivamente.

A finalização também tem sido motivo de preocupação. A porcentagem de acerto do setor ofensivo não é das melhores. Rodriguinho, por exemplo, finalizou 28 vezes a gol - acertou a direção de 11, tendo marcado apenas duas vezes.

O que isso tudo quer dizer?

Como quase tudo no futebol, os números nos permitem fazer uma série de interpretações. Com os que separei para listar aqui, algumas ficam mais claras do que outras. Em primeiro, é válido destacar as boas temporadas de Fagner e Henrique, citados como destaque em dois critérios. Depois disso, partimos para questões mais complexas.

Jadson merece realmente a reserva? Para grande parte da torcida a resposta é clara, mas, analisando desempenho aliado aos números, a disputa com Vital fica mais aberta. O jovem jogador demonstra muito potencial, mas mesmo melhor fisicamente, é menos presente que o camisa 10 na criação. Deve pegar essa "vontade" de buscar o jogo aos poucos. Até lá, optar por Jadson pode ser a melhor escolha.

Com as deficiências ofensivas da equipe, abrir mão de alguém que dá quase dois passes para finalização por jogo pode ser arriscado. Acredito muito no garoto, mas ainda precisa de constância e mais participação durante os 90 minutos. Não que Jadson também não precise, claro, está devendo muito.

Outro ponto importante de levantar é a queda de rendimento de Clayson. O jogador, considerado principal nome para quebrar linhas com drible, tem errado quase todos que tenta. São quase 60 perdas de posse, mais do que Romero, que, do outro lado do campo, é quem leva grande parte das críticas.

Dados do Footstats.

Veja mais em: Campeonato Paulista.

Coluna do Andrew Sousa

Por Andrew Sousa

21 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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