De um Dérbi ao outro: 130 dias de mudanças no Corinthians que vão muito além de Mancini

Beatriz Zoccoler

Beatriz Zoccoler, 19 anos e, com muito orgulho, estagiária do Meu Timão que tem como melhor característica ser corinthiana.

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De um Dérbi ao outro: 130 dias de mudanças no Corinthians que vão muito além de Mancini

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De um Dérbi ao outro: 130 dias de mudanças no Corinthians que vão muito além de Mancini

O 'antigo' Gabriel há 130 dias, no último Dérbi

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

130 dias, 22 jogos e três técnicos depois do último encontro, Corinthians e Palmeiras farão o clássico do segundo turno do Brasileirão. Esse será o primeiro Dérbi de 2021 e promete ser um confronto bem diferente - e mais esperado - do que aquele do dia 13 de setembro de 2020. Durante esse tempo que separa os dois jogos, o Corinthians passou por uma montanha russa na temporada. O que mudou de lá pra cá? Tudo.

Era o oitavo jogo do Corinthians no Campeonato Brasileiro e o Timão ia para o embate com duas vitórias, três empates e duas derrotas na bagagem. Sob o (último) comando de Tiago Nunes, vimos uma derrota - com direito a Fagner e Danilo Avelar expulsos - por 2 a 0 em plena Neo Química Arena. Esse resultado deixou o time na 13ª colocação e com nove pontos, perigando próximo à zona de rebaixamento.

Os 11 titulares naquela ocasião foram Cássio; Fagner, Gil, Danilo Avelar, Lucas Piton; Gabriel, Cantillo; Ramiro, Otero, Gustavo Silva; Jô. Desses, oito podem estar novamente em campo para enfrentar o Palmeiras e têm chances de sair da casa do arquirrival com os três pontos. E por que não aconteceu dessa forma na primeira parte do campeonato? Simples, apesar de serem os mesmos atletas, não estavam rendendo tudo o que podiam, o coletivo não tinha padrão... Vocês sabem, outra realidade, outro time.

Desde aquele dia, muitos fatores fizeram o Corinthians se transformar no que é agora. Um mês depois da derrota, no dia 13 de outubro, Vagner Mancini tinha acabado de ser anunciado como técnico do Corinthians. O time estava em 17º lugar, com 15 pontos somados e há cinco rodadas sem vencer. Além disso, durante esse mês que sucedeu a derrota no Dérbi, o Timão foi comandado por Dyego Coelho, passou pelo episódio do aeroporto, anunciou Cazares e perdeu Danilo Avelar por lesão.

No mês seguinte, mais precisamente no dia 13 de novembro, o Corinthians subiu posições e voltou ao 13º lugar deixado por Tiago Nunes. Nesse intervalo, vivenciamos a eliminação na Copa do Brasil, o 5 a 1 para o Flamengo, a perda de Mantuan e estávamos próximos de ver a última derrota do Corinthians até o presente momento. Entretanto, também tivemos coisas positivas: o retorno de Fábio Santos, a vitória em cima do - até então - líder Internacional, a chegada do Jemerson e o melhor: vimos a evolução do Corinthians. Já podíamos dizer que era outro time.

Mais um mês se passou e chegamos no exato dia em que Vagner Mancini deu um nó tático no São Paulo de Fernando Diniz. Dia 13 de dezembro. Aquele 1 a 0 - que poderia ter sido um placar bem mais elástico - mostrou a grandeza do trabalho que estávamos vendo acontecer diante dos nossos olhos. 33 pontos, 11ª colocação e um time de verdade. Um time que joga bem, com organização e que domina seus adversários. O que estava faltando? Conseguir aumentar o poder de finalização e, consequentemente, o placar.

Isso aconteceu. Um mês depois. 13 de janeiro. Corinthians 5x0 Fluminense. Já são sete jogos sem perder, quatro vitórias seguidas, 11 gols marcados e apenas um gol sofrido.

Que venha o Dérbi!

Veja mais em: Vagner Mancini e Dérbi.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Beatriz Zoccoler

Beatriz Zoccoler, 19 anos e, com muito orgulho, estagiária do Meu Timão que tem como melhor característica ser corinthiana.

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