O futuro da meta: a saída de Walter deve acender uma luz de planejamento no Corinthians

Jorge Freitas

Colunista esportivo do portal 'No Ângulo', este internacionalista é mais um louco do bando e busca analisar o Timão com comprometimento com a realidade e as necessidades do maior clube do planeta.

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O futuro da meta: a saída de Walter deve acender uma luz de planejamento no Corinthians

Cássio e Walter dividiram a meta do Corinthians por anos

Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

As belas atuações de Walter no últimos jogos, contra Cruzeiro e Santos, reacenderam a discussão sobre a saída do goleiro, que já fora oficializada pelas partes e que, salvo uma grande surpresa, não deve mesmo seguir com a equipe no próximo ano.

Mas o que me chamou a atenção e me deixou com a pulga atrás da orelha não foi exatamente mais uma boa partida do melhor goleiro reserva da história do Corinthians, mas sim o fato de estarmos próximo de perder a segurança de um bom defensor quando Cássio, ídolo e titular incontestável, não está.

Isso porque, como a história mostrou recentemente, é necessário que se tenha um substituto pronto o suficiente para assumir o gol quando um ídolo de tantos anos se aposenta ou, por alguma outra razão, sai do time. Caso contrário, o risco de crise é grande.

E quem nos mostrou isso não está tão longe. Sem planejamento para a despedida dos ídolos, tanto São Paulo quanto Palmeiras sofreram (e no caso do primeiro, ainda sofre) para encontrar alguém que pudesse dar alguma margem de tranquilidade passada até então por Ceni e Marcos, respectivamente, durante tantos e tantos anos.

Com os exemplos rivais expostos e mal-sucedidos, o Timão não pode dar mole de não ter alguém bem preparado para quando Cássio não mais estiver defendendo a nossa meta. Walter parece ser o cara certo, mas merece, e tem direito, de alcançar sucesso como titular em alguma outra equipe se assim desejar.

Por isso, o que não podemos é ignorar que um dia Cássio, já com 32 anos, não vestirá mais a nossa camisa, seja por aposentadoria ou pela possibilidade de ganhar milhões no exterior, já que está com os holofotes em cima de si por ser o melhor goleiro do Brasil e figura repetida nas convocações de Tite. Ou seja, se para os rivais a saída sem reposição dos ídolos custou caro, o Corinthians já precisa se precaver e, a permanecer certa a saída de Walter, tem que buscar um goleiro igualmente preparado e que dê conta do recado quando for requisitado.

Tudo isso porque, como diz o filósofo, um grande time começa com um grande goleiro e a inevitável perda de Cássio não é somente técnica, mas também de uma liderança que coloca o time para frente e que amedronta qualquer adversário que venha nos enfrentar.

Não é exagero, portanto, pensar nisso desde já, principalmente se Walter realmente se despedir ao final da temporada. O Corinthians está acima de todos os jogadores e é normal que os ídolos se vão, enquanto o clube fica e permanece. Mas, com planejamento, é possível diminuir os efeitos negativos de uma saída que mais cedo ou mais tarde acontecerá, para a tristeza de todos nós.

Alias, a título de ilustração, um modelo que deu certo foi com o Botafogo, que trouxe Gatito Fernández e tornou a aposentadoria do ídolo Jefferson um processo completamente natural.

(Também no Twitter @ojorgefreitas)

Veja mais em: Walter, Cássio e Diretoria do Corinthians.

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Por Jorge Freitas

Colunista esportivo do portal 'No Ângulo', este internacionalista é mais um louco do bando e busca analisar o Timão com comprometimento com a realidade e as necessidades do maior clube do planeta.

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