Três jogos e zero vitórias: jogos contra o Fluminense dizem muito sobre o atual Corinthians

Jorge Freitas

Colunista esportivo do portal 'No Ângulo', este internacionalista é mais um louco do bando e busca analisar o Timão com comprometimento com a realidade e as necessidades do maior clube do planeta.

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Três jogos e zero vitórias: jogos contra o Fluminense dizem muito sobre o atual Corinthians

Fábio Carille durante a partida contra o Fluminense, no Mané Garrincha

Foto: Rodrigo Gazzanel /Agência Corinthians

Quando acompanhei Fluminense 0 x 1 CSA, escrevi aqui mesmo que o Corinthians teria pela frente um adversário perfeito nas quartas-de-final da Sul-Americana, muito por conta do grande quantidade de buracos existentes no esquema montado por Fernando Diniz no Fluminense, da dificuldade em marcar gols e da quantidade de contra-ataques fornecidos ao adversário.

Não chegamos a enfrentar Diniz, demitido no dia posterior à derrota para o time alagoano, mas, em contrapartida, nos encontramos diante da possibilidade de enfrentar uma equipe em crise, pressionada pela péssima campanha no Campeonato Brasileiro, sem seus principais jogadores (vendidos ou até então machucados), com um treinador interino e que, posteriormente, seria substituído por um que sobrevive até hoje exclusivamente por bons resultados do final do século passado.

De lá para cá, Corinthians e Fluminense se enfrentaram três vezes. Em crise, o clube carioca acumulou vaias de sua torcida, perdeu em casa para o Avaí (lanterna e até então sem vitórias na competição), tomou uma goleada de outro clube paulista e venceu o Fortaleza num resultado atípico graças a grande atuação de seu goleiro Muriel, em noite do irmão goleiro da Seleção Brasileira Alisson. Já o Corinthians foi incapaz de vencer o mesmo Avaí, ganhou do Galo num presentaço do goleiro atleticano e empatou com o Ceará depois de abrir dois a zero e simplesmente se esquecer de jogar bola.

Em suma, enquanto o Fluminense, brigando para não cair, sem dinheiro em caixa e em desmanche, apresentou resultados e performance quase patéticos, o Corinthians, sonhando com títulos, com uma das arenas mais modernas do mundo e com uma folha salarial relativamente alta, não conseguiu nada de tão maior que o rival carioca.

E aí chega o cúmulo disso tudo. Entre todos esse jogos, Corinthians e Fluminense se enfrentaram três vezes. Foram três partidas e não conseguimos vencer NENHUMA VEZ. Sim, nos classificamos para a semi da Sul-Americana, mas é inevitável enxergar a falta de futebol da equipe nos últimos jogos e a impossibilidade de se impor contra um adversário fragilizado.

Além disso, em 270 minutos, fora os acréscimos, o alvinegro conseguiu balançar as redes do rival em apenas uma oportunidade, mesmo enfrentando umas das piores defesas do Brasil e passou de fase somente graças ao gol fora de casa.

Para piorar, ainda perdeu um dos jogos e tomou dois gols. E mesmo que um deles tenha sido em falha de Cássio, o futebol apresentado nos jogos foi pobre o suficiente para não jogarmos a culpa do revés nas contas do nosso ídolo.

Não quero parecer oportunista ao criticar o time após a primeira derrota pós-Copa América, mas é necessário abrir os olhos e enxergar o quanto dependemos dos garotos Vital e Pedrinho e do experiente Fagner. O Corinthians de hoje não cria nem surpreende. Junior Urso, destaque do primeiro semestre, não faz por merecer a titularidade e tem demonstrado que tudo o que fez no início da temporada foi, na verdade, fruto de sua condição física superior aos demais, que quando igualada, tornou-o um jogador bastante mediano e limitado.

Não ganhamos nada ainda na Sul-Americana e já estamos em quinto lugar no Brasileirão, quando, mesmo com jogos relativamente fáceis, não conseguimos nos aproximar nem de Santos nem de Palmeiras, que tiveram momentos de queda, e ainda fomos ultrapassados pelo Internacional, que joga quase todas as partidas com equipe reserva.

Daria para passar o dia apontando tudo o que há de errado neste time, mas é preciso não se estender mais que isso para agora.

Ou Carille descruza os braços ou corremos o risco de não levarmos mais nada nesta temporada e ainda ficarmos fora da Libertadores do ano que vem.

É pouco, pouco, muito pouco para um time do tamanho do Corinthians.

Veja mais em: Campeonato Brasileiro e Copa Sul-Americana.

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Por Jorge Freitas

Colunista esportivo do portal 'No Ângulo', este internacionalista é mais um louco do bando e busca analisar o Timão com comprometimento com a realidade e as necessidades do maior clube do planeta.

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