Opinião: o meia-atacante Pedrinho, se tratado como Neymar, pode jogar 90 minutos

Lucas Faraldo

Escrevendo sobre o Corinthians desde 2014

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Opinião: o meia-atacante Pedrinho, se tratado como Neymar, pode jogar 90 minutos

Coluna do Lucas Faraldo Knopf

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Opinião: o meia-atacante Pedrinho, se tratado como Neymar, pode jogar 90 minutos

Pedrinho tem potencial maior até do que de Emerson Sheik e precisa ser tratado como tal

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Antes de qualquer coisa: a opinião expressa aqui é de um jornalista – setorista do Corinthians desde 2014 e inserido no dia-a-dia da cobertura alvinegra desde o fim de 2012. Não é de preparador físico nem de auxiliar-técnico. Muito menos de treinador. Mas é de alguém que estuda, observa, questiona, ouve, compara e opina. E assim lá vamos nós:

O meia-atacante Pedrinho tem, ao meu ver, condições de jogar 90 minutos. Quem não tem condições de jogar 90 minutos é o meia-atacante-ala-lateral-marcador Pedrinho.

Ganhou força no Corinthians desde 2009 a cultura de extrair ao máximo o poder de marcação dos atacantes de beirada, seja com Mano Menezes, Tite ou Fábio Carille. Foi assim com Jorge Henrique e Dentinho, por exemplo. Era (e ainda é) assim com Emerson Sheik e Ángel Romero. Mas não está sendo e, creio eu, dificilmente será com Pedrinho.

O franzino garoto de 20 anos de idade ainda não engatou sequência de jogos no Corinthians por não aguentar 90 minutos consecutivos em campo. Isso ficou evidente no último domingo, contra o Ceará, quando jogou espelhado com Marquinhos Gabriel e em parceria com Mantuan, voltando para ajudar defensivamente este último quando necessário. É isso que se espera há quase dez anos de um bom meia-atacante de beirada do Timão.

Mas sabe o que não acontece há mais de dez anos no Corinthians? O surgimento de um garoto com tamanho potencial – maior do que Jorge Henrique, Dentinho, Ángel Romero e até mesmo Emerson Sheik. Esses quatro jogadores se tornaram titulares não apenas pelo poder ofensivo mas também (e ouso dizer que principalmente) graças à ajuda na marcação, compensando com entrega, carrinhos e esforço físico a falta de uma ou outra aptidão técnica.

Não é esse o caso de Pedrinho. Não eram exigidos tais esforços do Gabriel Jesus do Palmeiras nem do Neymar do Santos, por exemplo. Se tratado de forma similar, o jovem corinthiano talvez já estivesse carregando o Timão nas costas e encantando amantes do futebol com dribles, passes e gols – e olha que mesmo sem muitas oportunidades de fazer isso já vem chamando atenção de olheiros Brasil e mundo afora.

Em resumo: há quem se adapte à cultura tática do Corinthians para se tornar titular. Isso é ótimo e vem dando resultados na última década. Mas há jogadores e jogadores. E Pedrinho talvez seja um caso raro de jogador que não deve se adaptar ao time para ser titular. Mas sim ter o time adaptado a sua forma de jogar para (quem sabe?) mostrar a torcedores, jornalistas e até treinador que é mais do que candidato a titular. É candidato a craque.

Concorda? Veja alguns lances do meia nos jogos do Corinthians

Veja mais em: Pedrinho.

Coluna do Lucas Faraldo Knopf

Por Lucas Faraldo Knopf

Jornalista pela ECA-USP e ex-Esporte Interativo, Jovem Pan e Lance!. Hoje trabalha no Meu Timão. Autor do livro 'Impedimento - Machismo, racismo, homofobia e elitização como opressões no futebol'.

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