Inspiração do Corinthians pra hoje vem da Grécia e tem nome de carne-seca

Lucas Faraldo

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Inspiração do Corinthians pra hoje vem da Grécia e tem nome de carne-seca

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Inspiração do Corinthians pra hoje vem da Grécia e tem nome de carne-seca

Resgatar a essência corinthiana é uma das missões dos jogadores alvinegros nesta quarta

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Adivinhação e brincadeirinha sem lá muita graça à parte, você torcedor do Corinthians talvez já tenha percebido a quem o título desta coluna faz referência: Léo Jabá, ex-alvinegro do Parque São Jorge que hoje defende as cores também alvinegras do clube grego PAOK FC.

Mesmo negociado pelo Corinthians há mais de um ano, Léo Jabá ainda serve (ou deveria servir) de inspiração para os comandados de Osmar Loss na noite desta quarta-feira, dia 29 de agosto, em Itaquera, para a promessa de duelo épico contra o Colo-Colo.

Mais do que vencer por dois gols de diferença e assim reverter ainda no tempo regulamentar o placar adverso de 1 a 0 sofrido no início do mês, em Santiago, na primeira metade das oitavas de final da Libertadores, o Corinthians tem diante dos chilenos (e de arquibancadas pulsantes na Arena) a obrigação de voltar a jogar com vontade. Com vontade de Corinthians.

E chegamos aqui a Léo Jabá. Na semana passada, após estrear na Liga dos Campeões da Uefa (a tal da Libertadores dos europeus), o atacante de apenas 20 anos de idade mostrou ao mundo o que é ter vontade de estar em campo: chorou ao constatar que acabara de realizar um sonho da época em que era uma criança de família com dificuldades financeiras.

Na última segunda, em entrevista publicada pelo portal Uol, Jabá mostrou o que é não ter vontade de seguir num clube. Com maturidade que muito marmanjo ainda não adquiriu, ele falou sobre sua saída do Corinthians. Realizado com a chance de jogar na Liga dos Campeões, o jovem atacante criado nas categorias de base do Timão admitiu que a falta de chances na equipe então comandada por Fábio Carille o desmotivou naquele primeiro semestre de 2017. E ao sentir que estava sem ânimo, aceitou uma das primeiras propostas que apareceram, mesmo não sendo lá a mais tentadora, e decidiu seguir em frente.

"A minha mãe ficou meio assim, 18 anos, você sair do Brasil, largar tudo, mas eu não estava feliz porque minha felicidade é jogar futebol e eu não estava jogando. Só treinando, só treinando...", relatou o ainda garoto (mas com cabeça de gente grande).

O ponto para o jogo de vida ou morte do Corinthians nesta quarta-feira é o seguinte: que os jogadores alvinegros se inspirem na nobre atitude de Léo Jabá. Quem não estava satisfeito já teve recentemente (e muita gente aproveitou) a oportunidade de sair. Quem ficou tem agora de provar que está pronto para se entregar ao máximo com a camisa do Timão.

É noite para buscar classificação. Mas também para lembrar que jogar um mata-mata de Libertadores por um clube gigante num estádio em chamas foi em algum momento o sonho de infância de cada um desses que hoje são jogadores de futebol e vestem a camisa do Corinthians. Realizem-se como Jabá. É dia de resgatar a essência. Essência do que é ser corinthiano. Essência do que é ser um jogador de futebol.

Veja mais em: Léo Jabá e Libertadores da América.

Coluna do Lucas Faraldo Knopf

Por Lucas Faraldo Knopf

Jornalista pela ECA-USP e ex-Esporte Interativo, Jovem Pan e Lance!. Hoje trabalha no Meu Timão. Autor do livro 'Impedimento - Machismo, racismo, homofobia e elitização como opressões no futebol'.

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