Maior problema na busca por novo técnico foi criado pelo próprio Corinthians

Lucas Faraldo

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Maior problema na busca por novo técnico foi criado pelo próprio Corinthians

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Maior problema na busca por novo técnico foi criado pelo próprio Corinthians

Presidente Duilio e diretor de futebol Roberto de Andrade correm contra o tempo por novo técnico

Foto: Rodrigo Coca/Ag Corinthians

A busca do Corinthians por um novo técnico agita o noticiário há quase duas semanas. Tempo suficiente pra boa parte da torcida reclamar ou no mínimo externar preocupação. Estaria Duilio Monteiro Alves demorando pra contratar o substituto de Sylvinho?

Tomando como referência as últimas movimentações de mercado dos principais adversários do Corinthians na temporada 2022, a resposta é não. Confira abaixo quanto tempo Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG demoraram pra contratar seus atuais técnicos:

Palmeiras (2020)

  • Luxemburgo por Abel Ferreira
  • 14 de outubro até 30 de outubro (16 dias)

Flamengo (2021)

  • Renato Gaúcho por Paulo Sousa
  • 29 de novembro até 29 de dezembro (30 dias)

Atlético-MG (2021/22)

  • Cuca por Antonio Mohamed
  • 28 de dezembro até 13 de janeiro (16 dias)

Corinthians (2022)

  • Sylvinho por...
  • 2 de fevereiro* até... (13 dias hoje, 15 de fevereiro)

*tecnicamente, a demissão ocorreu na madrugada do dia 3


Ora, mas se não há demora, por que reclamações ou preocupação por parte da torcida? Qual o problema da busca do Corinthians pelo novo treinador?

O maior problema do Corinthians de Duilio, Roberto de Andrade e Alessandro Nunes na busca pelo novo técnico não é a suposta demora pra contratá-lo, mas sim o tempo jogado no lixo antes de dar o braço a torcer pela demissão de Sylvinho:

  • 33 dias entre o último jogo do Brasileirão-21 e a reapresentação do elenco pra pré-temporada;
  • ou 48 dias entre o último jogo do Brasileirão-21 e a estreia no Campeonato Paulista.

Não vejo nenhum absurdo em passar duas semanas vasculhando um mercado para o qual, até a última gestão, o clube simplesmente tapava os olhos por um preconceito enraizado havia 15 anos (!!!) via Andrés Sanchez pós-Passarela.

O problema agora é a diretoria ter que correr atrás de uma missão que poderia ter sido executada com muito menos pressa entre dezembro e janeiro - pra efeito de comparação, com tanta calma quanto ou até mais que Atlético, Flamengo e Palmeiras.

Obviamente, cada caso é um caso. Flamengo e Atlético-MG fizeram o caminho natural: aproveitaram as férias dos times pra contratar novos treinadores. O Palmeiras corrigiu a rota em meio a Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil - venceu os dois últimos mesmo assim.

No caso do Corinthians, resta torcer pra que a contratação do novo técnico seja boa o suficiente pra minimizar o bagunçado início de 2022. O relógio joga contra. E quem criou esse problema foi o próprio Corinthians.

Veja mais em: Mercado da bola, Sylvinho, Duílio Monteiro Alves e Técnicos do Corinthians.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Lucas Faraldo Knopf

Jornalista pela ECA-USP e ex-Esporte Interativo, Jovem Pan e Lance!. Hoje trabalha no Meu Timão. Autor do livro 'Impedimento - Machismo, racismo, homofobia e elitização como opressões no futebol'.

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