Se o Corinthians investe tanto nas categorias de base, por que utilizamos tão pouco nossas revelações?

Otávio Ariano Gaio

Designer e Analista de Social Media do Meu Timão, encontra o amor por seu trabalho na paixão por futebol e pelo Corinthians.

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Se o Corinthians investe tanto nas categorias de base, por que utilizamos tão pouco nossas revelações?

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Se o Corinthians investe tanto nas categorias de base, por que utilizamos tão pouco nossas revelações?

As revelações corinthianas

Foto: Montagem Otávio Ariano/Meu Timão

O Corinthians vem reforçando as categorias de base em peso nos últimos dias. A impressão que dá é que não passam 24 horas completas antes que a diretoria encontre uma nova promessa para integrar o Sub-20 ou o Sub-23. Os “filhos do terrão” são mais numerosos a cada dia que passa. Além disso, o clube está prestes de inaugurar o novo centro de treinamento dedicado à base. Os tempos de “Terrão”, na verdade, estão somente na memória e em apelidos carinhosos.

Seria de imaginar que o Corinthians, dado que investe tanto em suas categorias de base, colhe os frutos deste investimento. Analisemos o atual elenco do Timão:

Dos 32 jogadores apresentados no site do clube como integrantes do atual elenco, oito foram formados nas categorias de base. Outros três (Bruno Méndez, Vital e Araos), foram contratados com status de “jovens promessas”. No time titular, somente Fagner e Pedrinho são crias corinthianas.

Fagner, diga-se de passagem, saiu do clube com 17 anos, por empréstimo, após não render o esperado, para mais tarde ser vendido ao PSV Eindhoven. Quantas revelações tiveram destino semelhante? Matheus Pereira, Fabricio Oya, Carlinhos. Quantos foram contratados, tiveram poucas oportunidades e então saíram? Matheus Matias, Juninho Capixaba e tantos outros. Sem falar nas joias que o Corinthians revelou e que tiveram passagens relâmpago pelo clube, vendidos por quantias abaixo do valor de mercado e que mais tarde se tornaram estrelas na Europa, como Willian e Marquinhos, e mais recentemente, Maycon.

É indiscutível que jogar no Corinthians é uma pressão gigantesca. Muitos jogadores não dão conta e acabam preteridos, tímidos, cometendo erros, se escondendo. Porém, é no mínimo estranho um clube como o Corinthians, que investe tanto em sua base, valorizar tão pouco os jogadores que saem de lá, seja por receberem poucas oportunidades, seja por serem vendidos abaixo de seu valor de mercado. Já é hora de tratar a colheita dos frutos do Terrão com o mesmo entusiasmo que tratam a aquisição de novas peças para formá-lo.

Veja mais em: Base do Corinthians.

Coluna do Otávio Ariano Gaio

Por Otávio Ariano Gaio

Designer e Analista de Social Media do Meu Timão, encontra o amor por seu trabalho na paixão por futebol e pelo Corinthians.

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