Saída do Carille. A Fiel enganada mais uma vez

Roberto Gomes Zanin

Jornalista, diretor da RZ Assessoria, Bicampeão do mundo. Não sou ligado a nenhuma corrente política do clube. Quero apenas o melhor para o Timão. Discorde à vontade, mas com o respeito aos irmãos

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Saída do Carille. A Fiel enganada mais uma vez

Saída do Carille. A Fiel enganada mais uma vez

'Só saio se for mandado embora' (Carille, Fábio)

Foto: Daniel Augusto Jr. Agência Corinthians

Quem quiser ler artigos defendendo jogadores e técnicos, não deve acompanhar esta coluna.

A mídia está cheia de jornalistas e jornaleiros que, em qualquer situação, tratam boleiros e treinadores como se esses marmanjos fossem crianças. Não é o meu caso.

"Representou", elogio. Pisou na bola, critico.

AQUI É CORINTHIANS! A instituição sempre será defendida por mim.

Procurarei abstrair do que escreverei aquele papo de “o que você faria no lugar dele”. Sabe por quê? Dinheiro nenhum me faria ir para o Oriente Médio.

Itália, Espanha, Estados Unidos, o papo seria diferente. Para este ingênuo e romântico aqui, dinheiro não é tudo.

Quero ter o suficiente para comprar o necessário e desfrutar de alguns (poucos) prazeres da vida.

Não quero deixar fortunas para meu tataraneto. Apenas o indispensável para meus filhos.

Mas vamos lá, sem anestesia. Carille pisou na bola com a Fiel Torcida.

Ele pode ir para onde quiser, ganhar a quantidade de caminhões de dinheiro que quiser, mas não pode mentir.

Em entrevista `Jovem Pan, que viralizou e todos já viram, o ex-técnico do Corinthians (esse é seu maior curriculum), disse: “Falo de coração mesmo e por gratidão, só saio do Corinthians no dia que me mandarem embora. Pode vir um caminhão de dinheiro, que eu não saio. É um sonho trabalhar num time desse tamanho no Brasil e vou desfrutar desse sonho até o fim.”

Muito bem questionado sobre isso após o jogo do Deportivo Lara, Carille disse: “Falei que não sairia por um caminhão de dinheiro, mas se vierem dois...”

Nessa ele foi mal. Todos sabiam o que ele quis dizer. Que dinheiro nenhum o faria sair do Corinthians.

Bastaria, agora, responder, que muita coisa mudou nos últimos meses e que se a proposta fosse boa, poderia sair do clube. Sem essa conversinha de "dois caminhões de dinheiro".

Carille tem todo o direito de ir para onde quiser. Só não pode nos tratar como ingênuos.

Meu artigo anterior o elogiou por manter o estilo Mano e Tite.

Já cobrei dele a entrada dos garotos no time, no ano passado, já o elogiei muito, já o defendi dos corneteiros.

Mas não paparico ninguém.

Quem acompanha as entrevistas dele, percebe que Carille mudou depois dos títulos.

Passou a adotar a mesma postura agressiva de outras “estrelas” da prancheta.

Ídolo para mim é quem representa a Fiel na chegada, na permanência e, principalmente, na saída.

Talvez, além do dinheiro tenham pesado a ruptura do seu querido ex-patrão com Andrés (que não o paparica como Andrade); ou talvez ache que o elenco não é

O treinador deixou claro, em entrevista ao Globo Esporte, que pretende levar jogadores do Corinthians para seu novo clube.

Mais essa, agora.

E agora disse mais uma falácia, sobre a qual não pode ter controle.

“Quero ficar anos nos Emirados. Quero fazer história lá (eita frase batida!) e quando voltar estarei aberto à qualquer proposta”.

Acho que se o time da Dona Leila estiver precisando, ele vem correndo.

Carille, aceite o conselho de quem orienta e treina clientes para o contato com a imprensa.

Nunca diga nunca.

Coluna do Roberto Gomes Zanin

Por Roberto Gomes Zanin

Jornalista, diretor da RZ Assessoria, Bicampeão do mundo. Não sou ligado a nenhuma corrente política do clube. Quero apenas o melhor para o Timão. Discorde à vontade, mas com o respeito aos irmãos

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