Jair fez o possível, mas faltou incutir nos jogadores o que o Dérbi representava

Roberto Gomes Zanin

Jornalista, diretor da RZ Assessoria, Bicampeão do mundo. Não sou ligado a nenhuma corrente política do clube. Quero apenas o melhor para o Timão. Discorde à vontade, mas com o respeito aos irmãos

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Jair fez o possível, mas faltou incutir nos jogadores o que o Dérbi representava

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Jair fez o possível, mas faltou incutir nos jogadores o que o Dérbi representava

Desafio de Ventura no Rio será fazer o time não ser apenas reativo

Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Tive alguns problemas e não consegui publicar o artigo sobre a contratação de Jair.

Quem me segue, sabe que a diretoria tinha duas opções:

  1. Manter Loss até o fim do ano e contratar um técnico cascudo para 2019;
  2. Demitir Loss e trazer um treinador da “segunda prateleira”.

A bagunça tática de Osmar atingiu o ápice na derrota para o Ceará e optou-se pela segunda alternativa.

Levando em conta as opções disponíveis, gostei da escolha por Jair Ventura. Penso que ele tem o DNA tático parecido com o que nos levou ao sucesso nos últimos anos.

Ele começou bem, a meu ver.

Calma. Claro que não gostei da derrota, muito menos do futebol apresentado.

Mas Ventura fez o que a prudência recomenda. Começou a casa pelo alicerce. Apesar de ter dado apenas dois treinos, o time mostrou mais capacitação e solidez defensiva.

A maior parte das chances criadas pelo rival foram após perdermos a bola.

Aí faço o principal reparo na atuação corinthiana. Não encaramos o jogo com o espírito que a batalha requeria.

Ao treinador se aplica a frase do filme “Boleiros”: "Você não sabe o que é um Parmera e Corinthians!"

Faltou alguém avisar os caras que o adversário viria pilhado depois de perder o Paulista (que consideravam ganho) para nós, em plena Arena W Torre.

Perdemos as divididas e a posse de bola, por pura falta da atenção que um jogo desse pede.

Isso mais o rodízio do elenco verde, fez com que eles jogassem em rotação mais alta que a nossa.

O seu Douglas, aliás, é campeão mundial no quesito perder a bola por moleza.

Léo Santos, tão defendido por mim, tem falhado seguidamente.

E como é bom não ter o Fagner pela frente, né, seu Dudu?

Não temos laterais.

Nosso único atacante razoável, Jhonatas, vive o ciclo vicioso. Machuca, recupera, começa a pegar ritmo e daí machuca, etc.

Nosso elenco é mediano.

E quem é mediano tem que compensar na guerra, na luta, na raça.

O desafio do novo técnico será, em primeiro lugar, escolher bem o time titular.

Tem gente em campo que deveria estar no banco e vice-versa.

Depois, vem o mais difícil: fazer o time jogar quando tiver a posse de bola.

Para sair com um bom resultado contra o Flamengo, é preciso mais do que apresentamos no dérbi.

Postura excessivamente reativa trará o adversário e a torcida para cima de nós.

Ter a posse de bola no campo de ataque e recuperá-la com rapidez na defesa para armar contra-ataques perigosos, farão a corneteira torcida deles jogar contra o time.

Eles não sabem torcer. Vaiam jogador com a nola rolando.

Tenhamos fé!

Veja mais em: Jair Ventura e Dérbi.

Coluna do Roberto Gomes Zanin

Por Roberto Gomes Zanin

Jornalista, diretor da RZ Assessoria de imprensa, bicampeão do mundo. Não sou ligado a nenhuma corrente política do clube. Quero apenas o melhor para o Timão. Discorde à vontade, mas com o respeito.

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