Baile traz dez reflexões obrigatórias à diretoria, comissão, Carille e aos atletas do Corinthians

Rodrigo Vessoni

Formado pela FIAM, trabalhou na Rádio Transamérica e por 12 anos foi repórter e editor no Diário Lance!. Participa, quando convidado, de programas esportivos no SporTV e na Band.

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Baile traz dez reflexões obrigatórias à diretoria, comissão, Carille e aos atletas do Corinthians

Del Valle-ECU poderia ter vencido até com um placar mais elástico na Arena Corinthians

Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

O Corinthians levou um baile do Independiente Del Valle. Do primeiro ao 90º minuto, os equatorianos foram superiores na parte tática, técnica, psicológica e física. Os 2 a 0 foram até pouco. E, após o revés, um pós-jogo desastroso do treinador ainda completou a noite trágica do Timão.

Um baile que traz algumas reflexões obrigatórias à diretoria, à comissão técnica, ao Carille e aos atletas do alvinegros.

Eu listarei dez:

1) A comissão técnica (Cifut e auxiliares) precisa se preocupar com o adversário, esmiuçar pontos fortes e fracos. É preciso ter humildade contra todos os rivais, seja de tradição ou não. O baile de ontem não me faz pensar que isso foi feito, com todo respeito aos profissionais mencionados;

2) É necessário ter, ao menos, mais um esquema de jogo. Um esquema B, treinado e repetido tanto quanto o principal, que todos já estão acostumados. Um esquema diferente que, em noites como a de ontem, poderia ser colocado em prática. O Corinthians hoje só tem um jeito de jogar. Isso é pouco;

3) Carille precisa assumir quando as coisas não dão certo. O vexame foi bastante na conta dele. O time foi nocauteado taticamente. Não houve um antídoto por parte do treinador. Era a hora de dizer "O time não foi bem, principalmente na parte tática. Meu trabalho não foi bom". Simples assim;

4) A diretoria precisa entender que, apenas bons jogadores, não resolvem. É preciso ter, ao menos, dois jogadores diferentes, aqueles do "1 a 0, gol dele". Foi assim que Rodriguinho se destacou, fazendo tantos gols decisivos. O mesmo já tinha acontecido com Renato Augusto, Jadson (na primeira passagem), Jô, etc. Ter vários bons jogadores resolve muitos jogos, mas não todos. Há momentos que esse "diferente" precisa estar ali, do meio pra frente, pra decidir;

5) Os jogadores precisam entender de uma vez por todas que, para jogar no Corinthians, não basta jogar bem. Muitos que não jogavam bem no passado se destacaram e viraram ídolos porque tinham atitude em campo;

6) Os valores dos ingressos foram absurdos, ainda mais com tantos jogos em sequência na Arena. Dez mil assentos vazios numa semifinal de torneio sul-americano é uma vergonha para um clube como o Corinthians. O encalhe de bilhetes ao custo de R$ 230, R$ 270 e R$ 290 é compreensível por parte do torcedor e uma vergonha para os dirigentes;

7) Dar chance a jovens não é nenhum pecado. Carille não quis colocar Janderson contra o Ceará, mesmo vencendo o jogo por 2 a 1 e dentro da Arena. O moleque mostrou contra o Fluminense que o treinador estava errado, tanto que ontem foi o terceiro a entrar em campo;

8) Dinheiro não é tudo. O Corinthians tem uma folha salarial maior, seus jogadores ganham mais, a estrutura é melhor, etc. Mas dinheiro não é tudo na vida. É preciso colocar em campo essa diferença fora de campo. Ao menos, igualar o adversário em termos de disposição e tesão pelo jogo;

9) Os dirigentes precisam cobrar. Duílio (diretor de futebol), Emerson Sheik (gerente) e Vilson Menezes (coordenador) têm a obrigação de mostrar aos jogadores a importância de um título como esse, dentro e fora de campo. Cobrar e mostrar à torcida que, inclusive, está sendo feito.

10) Por fim, lembrar que mata-mata não é garantia de nada. É preciso manter a batida forte no Brasileirão, campeonato de 38 rodadas que garante o calendário até o fim do ano e dá dinheiro maior a cada posição melhor na tabela (cerca de R$ 1,3 milhão por cada posição acima).

Concordam? Qual reflexão você mais concorda? Alguém tem outra reflexão?

Veja mais em: Fábio Carille, Diretoria do Corinthians, Andrés Sanchez e Copa Sul-Americana.

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Por Rodrigo Vessoni

Formado pela FIAM, trabalhou na Rádio Transamérica e por 12 anos foi repórter e editor no Diário Lance!. Participa, quando convidado, de programas esportivos no SporTV e na Band.

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