Pedrinho vale, hoje, até mais do que o Corinthians pede por ele

Tomás Rosolino

Tomás Rosolino é jornalista faz um tempo. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, ex-Agora SP e Gazeta Esportiva. Hoje no Meu Timão. Vejo muito esporte, todo dia, o dia todo.

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Pedrinho vale, hoje, até mais do que o Corinthians pede por ele

Pedrinho demorou a evoluir técnica e taticamente, mas a mudança é clara para quem o acompanha (até nos números)

Foto: Daniel Augusto Jr/ Agência Corinthians

Desde que surgiu a notícia do interesse de Borussia Dortmund e Benfica pelo meia Pedrinho, que tem preço mínimo de 20 milhões de euros para deixar o Corinthians, pipocaram análises a respeito do que seria um número "inflacionado" pelo corinthiano. Números da carreira serviram como base da maioria delas, mas não fazer o recorte da evolução do armador é o grande pecado de todas elas.

Para abrir: em maio, conversando com o meu colega Marco Bello no CT, eu aleguei que Pedrinho era o melhor jogador do Corinthians, mas ainda não valia 20 milhões de euros. Ele estava prestes a completar 100 jogos como profissional e seus cinco gols e 9 assistências até lá passavam longe de justificar o valor. Tudo isso já mudou.

Depois de superar problemas físicos, que atrasaram bastante seu estabelecimento como profissional, Pedrinho fez sete meses excelentes desde então, tornou-se o camisa 10 da seleção que se prepara para a Olímpiada e já ultrapassou aquele valor que eu imaginava ser demais para ele naquela época.

Desde o jogo 100, a derrota por 3 a 2 para o Bahia, na estreia do Brasileiro, Pedrinho foi certamente o melhor jogador de linha do Corinthians. Em uma campanha que chegou a flertar com título (incrível, mas flertou) e esteve próxima do G4 até uma péssima reta final de Fábio Carille, o canhoto era essencial para que o Timão ganhasse.

Essencial mesmo: o Corinthians só venceu um dos dez jogos no Brasileiro em que não teve o atleta. Nos 35 jogos oficiais feitos por Pedrinho no período, ele anotou sete gols, deu cinco assistências e criou outras dez chances claras de gol em um time que, por boa parte desse período, penava na parte ofensiva com Fábio Carille.

Para efeito de comparação, Éverton Ribeiro, que jogava na mesma posição em um Flamengo muito melhor, anotou dois gols, deu sete assistências e criou outras 15 chances de gol nos 32 jogos que fez no Brasileiro. É alto o nível de atuação de Pedrinho para quem vê os jogos e os seus números estão começando a acompanhar essa evolução.

Soma-se a isso a grife de ser o 10 da Seleção em todo o ciclo pré-olímpico, inclusive na atual disputa por uma vaga nos Jogos de Tóquio. Titular absoluto da equipe desde o Torneio Maurice Revelló, em junho do ano passado, já marcou um gol no Pré-Olímpico, na Colômbia, e vem mostrando dinâmica muito boa no meio-campo.

Por fim, gostaria de dizer que me intriga pensar qual seria a produção de Pedrinho em um time mais ofensivo como o de Tiago Nunes, ao lado de um excelente jogador como Luan e com liberdade para chegar mais perto do gol. Espero que todos possam saber disso antes de ele, com justiça, ser vendido por um bom preço para um grande clube europeu.

Veja mais em: Pedrinho e Mercado da bola.

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Por Tomás Rosolino

Tomás Rosolino é jornalista faz um tempo. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, ex-Agora SP e Gazeta Esportiva. Hoje no Meu Timão. Vejo muito esporte, todo dia, o dia todo.

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