'Um Só Corinthians' tem que ser mais que só uma hashtag

Victor Farinelli

Victor Farinelli é um jornalista brasileiro e corinthiano residente no Chile, colabora como correspondente de meios brasileiros como Opera Mundi, Carta Capital, Revista Fórum e Carta Maior.

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'Um Só Corinthians' tem que ser mais que só uma hashtag

O futebol feminino do Corinthians precisa de respeito e apoio. Nesta quinta, elas jogam no Pacaembu!

Foto: Bruno Teixeira/Ag. Corinthians

Depois de duas semanas de certa pasmaceira pós tricampeonato, finalmente aparece um evento com o que a gente pode se entusiasmar.

A hashtag #UmSóCorinthians foi lançada nesta semana pra promover o próximo jogo do Coringão pelo Campeonato Brasileiro Feminino. A partida será contra o Iranduba, time amazonense que é um dos melhores da categoria no país, e acontecerá na quinta-feira (9/5), no Pacaembu.

Com a campanha, o clube pretende dar um impulso ao futebol feminino, que está crescendo no mundo inteiro, e que no Corinthians tem crescido sobretudo em termos de resultados, com vários títulos e campanhas exuberantes em todos os anos, desde o início do projeto.

Agora, o que falta pras nossas Mosqueteiras é o sucesso de público, fazer com que a torcida compareça aos jogos e crie um verdadeiro clima de corinthianidade nas partidas.

Nesse sentido, o local escolhido é mais que adequado. O velho Pacá é um lugar onde muito Coringão se sentiu em casa durante anos, e a saudade pode ser um fator a chamar o público pro jogo. O preço (entre 10 e 20 reais) está bem mais acessível que os de Itaquera, o que também pode interessar quem tem se distanciado dos estádios porque a crise tem batido no bolso.

O crescimento do futebol feminino no Corinthians depende de três fatores, e um deles nós já conseguimos, que é o de ter um time mega competitivo e capaz de ganhar todos os torneios que disputa. Os outros dois fatores são os apoios do clube e da diretoria, um tendo que estar de mãos dadas com o outro.

No caso do clube, é preciso ao mesmo tempo reconhecer o bom trabalho em montar o projeto que temos até agora, mas também de cobrar uma ação mais consistente pra promovê-lo, unindo time e torcida. A campanha desta semana é um ótimo passo pra isso, desde que não seja um fato isolado.

Torcerei muito pro sucesso desta iniciativa, e pra que ela seja duradoura. Também por isso escrevo este texto, pra fortalecer a convocatória: apoiemos o nosso time feminino, não só porque elas merecem e muito, sendo as atuais campeãs brasileiras, em busca do bicampeonato, e campeãs da Libertadores de 2017, mas também porque elas são o Corinthians, e a hora de mostrar que somos uma torcida diferenciada é agora, indo ao estádio e apoiando o Coringão em todas as suas modalidades, e especialmente as nossas mulheres.

Recentemente, fui até mais longe em meus anseios por fortalecer o nosso futebol feminino, sugerindo a contratação da Marta, uma estrela que poderia ter o mesmo efeito que a chegada do Ronaldo teve no futebol masculino em 2009, tanto em termos de dar um salto ainda maior na já excelente qualidade do elenco, quanto (e sobretudo) para potenciar o fator público nos jogos da equipe feminina.

Porém, até pra poder cobrar essas ousadias é necessário as primeiras iniciativas, com a desta semana, tenha sucesso e mostre que o futebol feminino tem sim um grande potencial como atração esportiva.

As mulheres corinthianas já desmentiram a babaquice de que mulher não sabe torcer. Sua presença cada vez mais visível nas nossas arquibancadas tem potenciado a força dos gritos que empurram o Corinthians. Agora, é preciso que essa Fiel constituída de homens e mulheres que gritam sem parar empurre também as mulheres que defendem a camiseta mais bonita da história do futebol.

Espero de coração que o dia 9 de maio seja um dia histórico para o Corinthians, com uma boa vitória dentro de campo, mas com uma ainda mais bela e inesquecível nas arquibancadas, e pra que seja assim, cada presença é um golaço a mais neste placar.

Seja parte deste importante momento!

Veja mais em: Corinthians feminino.

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Por Victor Farinelli

Victor Farinelli é um jornalista brasileiro e corinthiano residente no Chile, colabora como correspondente de meios brasileiros como Opera Mundi, Carta Capital, Revista Fórum e Carta Maior.

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