A diferença entre o Corinthians masculino e o feminino não é garra, é futebol

Victor Farinelli

Victor Farinelli é um jornalista brasileiro e corinthiano residente no Chile, colabora como correspondente de meios brasileiros como Opera Mundi, Carta Capital, Revista Fórum e Carta Maior.

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A diferença entre o Corinthians masculino e o feminino não é garra, é futebol

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A diferença entre o Corinthians masculino e o feminino não é garra, é futebol

O time feminino do Corinthians joga muita bola

Foto: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians

Antes de mais nada, quero dizer que este texto não visa criar uma rixa entre o time masculino e o feminino. Como corinthiano, claro que quero ver ambas as equipes jogando bem, como foi em 2017 e no primeiro semestre de 2018.

Mas, a realidade atual é outra, e vejo muita gente usar o time feminino do Corinthians como argumento pra criticar as performances sofríveis do time masculino, muitas vezes dizendo que “se os caras tivessem a garra e a vontade delas…”.

Na boa, não sei se é machismo (prefiro nem entrar nesse mérito, pois sou sujeito a cometer esse pecado), e embora o time dos homens seja mesmo numa tiriça danada, o que mais falta a eles, e que as mulheres corinthianas têm de sobra, é outra coisa. Dizer que a diferença está só na “vontade” pode ser, inclusive, um sintoma de incapacidade de aceitar algo mais profundo: que as mulheres estão jogando futebol melhor que os homens.

Quem tem visto as duas equipes em campo, pra poder comparar, pode observar algumas diferenças. Não se trata de elas darem carrinho ou suarem sangue em campo, e os caras não. As diferenças são outras. Elas raramente erram passes. Fazem uma jogada ensaiada e sai certinho. O time ataca e faz gols. As goleiras (temos ao menos duas em condições de serem titulares, se bem que o masculino também) não engolem um frango por partida. A zaga tá sempre bem posicionada, salvo aqueles raríssimo lapsos que acontecem até nas melhores equipes. Até quando não jogam tão bem, encontram forças pra ganhar – como foi neste domingo, no complicado duelo contra o Grêmio. Existe conjunto, as minas sabem resolver as dificuldades em campo entre elas.

Em resumo: ELAS SABEM JOGAR BOLA!!! Não tenhamos medo de dizer isso. As mulheres do Corinthians estão jogando um futebol de alta qualidade há muitíssimo tempo. É forçado dizer que os homens não sabem, ou que desaprenderam, mas a real é que o que estamos vendo em campo, apesar de alguns jogadores consagrados dentro do clube, é um time que está jogando muito mal, e há muito tempo, sob o comando de diferentes técnicos.

Simples assim.

Veja mais em: Corinthians feminino.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Victor Farinelli é um jornalista brasileiro e corinthiano residente no Chile, colabora como correspondente de meios brasileiros como Opera Mundi, Carta Capital, Revista Fórum e Carta Maior.

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