O círculo vicioso de Carille

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Vinicius #800 @vinicius.reboucas1 em 12/08/2019 às 06:04

Primeiro é preciso deixar claro que empate na casa do adversário é sempre bom resultado. Indiscutível. Contudo, o desempenho do Corinthians é passível de críticas e precisa melhorar. Para isso Carille precisa revisar alguns pontos nesse esquema dele.

Nem é preciso ser um expert para notar que é uma ideia ruim forçar o 4-2-3-1 ou o 4-1-4-1 com as peças que o Corinthians dispõe hoje. Do jeito que são usados, são formações que parecem irmãs gêmeas. Nem dá para saber onde uma começa e outra termina. Exigem do elenco uma preparação física absurda para correr de uma grande área a outra, graças à mentalidade defensiva (lê-se retranca). Algo que resulta em três pontos: SOBRECARGA DOS PONTAS, a responsável geração da BAIXA PRODUTIVIDADE OFENSIVA, que é mãe da ESCASSEZ DE GOLS.

Um círculo vicioso digno da espiral da OGX, que foi da ascensão astronômica à queda vertiginosa graças à teimosia do próprio CEO, Eike Batista. Mas será que Carille entende de gestão empresarial?

Provavelmente não. E vamos a outros três pontos que exemplificam isso.

1- É IMPORTANTE OUVIR E ENTENDER O AMBIENTE

Coisa que nosso técnico provou por A + B que nunca esteve disponível em fazer. Defende suas peças preferidas e mantém sua estratégia que se resume em defender no primeiro terço do campo a qualquer custo. Não é novidade e não entraremos nesse mérito. No entanto, essa retranca passa a falsa sensação de solidez defensiva. Como é possível notar na imagem a seguir, há furos nesse queijo.

Nove jogadores do Timão estão dispostos, como sempre, em duas linhas de marcação dentro de uma faixa de 12 a 13 metros a frente da grande área.

Por sua vez, quatro jogadores colorados participam ativamente do lance. Três deles como opções viáveis de passe. Outros três apoiadores estão posicionados um pouco atrás, completamente livres de marcação. Na continuidade, Nico López recebe o passe de D'Alessandro e mete um peito de pé para fora. Se ele 'chapa' a bola no canto direito de Cássio era caixão e vela. Azar o dele, sorte nossa.

Não foi a primeira vez que vimos isso. Nem será a última nesta temporada. Quando não falta qualidade no arremate, sobra qualidade em (São) Cássio. Mas ele é humano. Passível de falhas, como contra o Flamengo. Assim como Gil, que resolveu muita coisa na zaga mas um certo Michael (que não nenhuma Brastemp) já mostrou o caminho para anulá-lo.

2- RECONHEÇA LIMITES DA EQUIPE E PROPONHA DESAFIOS QUE POSSAM SER CUMPRIDOS

A principal opção ofensiva do esquema de Carille é partir em um contra-ataque pelos flancos. Com a bola no pé, o time toca de lado e para trás à exaustão. Pragmatismo puro.

A causa está na ausência de armadores no meio-campo, que é povoado por dois pontas (sofredores), um cabeça de área, um segundo volante e um central. Os dois últimos utilizados como distribuidores de jogo. Caras que estão lá para entregar a bola aos pontas durante a transição. Nada além. Não possuem o necessário para encarar defesas adversárias armadas e abrir espaços pelo meio. Qualidades existentes nos meias de ofício (Jadson, Matheus Vital e, até mesmo, Régis).

Não é à toa que se espera dos pontas velocidade, habilidade, improviso, profundidade, infiltração, assistência e arremate. Tudo executado com perfeição. É muito. Sobrecarrega Pedrinho e Clayson. Ocasionalmente Everaldo e Ramiro. Eles jogam, cada um, em uma extremidade do campo. Não se comunicam a menos que haja um evento muito extraordinário em campo que os leve a trocar dois passes suficientes para uma mísera tabela. Sem contar que precisam marcar o lateral adversário até a linha de fundo do próprio campo, como Clayson fez no lance destacado acima.

Com uma bigorna nas costas, os pontas precisam do apoio dos laterais. É por isso que Fagner está para o Corinthians tal qual Arrascaeta está para o Flamengo e Messi está para o Barcelona. Algo que não deveria acontecer, já que Fagner é defensor.

...não esqueçamos que Avelar está para o Corinthians tal qual um tumor está para um enfermo.

3- ANTECIPE-SE AO PROBLEMA COM SOLUÇÕES VIÁVEIS

Nesse esquema é impossível ser (e ter) um centravante no Corinthians. Quem está nessa função transforma-se em uma ilha, geralmente de costas para o gol, que precisa armar a jogada para ele mesmo finalizar ou quem sabe tentar um passe (espírita) para quem chega de trás. Não dá. Presa fácil, como mostra a imagem abaixo.

É preciso notar que os três apoiadores se apresentam ao ataque ainda em linha. Ou seja, atacam exatamente como defendem. Ombro-a-ombro. Love fica sem opções de passe próximas a ele. Motivo para Junior Urso (!) avançar além da conta e preencher um espaço que não lhe compreende. Espaço que deveria ser povoado por Clayson, Pedrinho ou Sornoza.

Identificado o problema, a solução para haver o mínimo de articulação é um falso 9 centralizado que faça o pêndulo na entrada da área. O elo entre os pontas de pés trocados (ainda por cima), que avance junto e recue com o bloco ofensivo, evitando isolamentos e impedimentos.

Carille sabe disso (pasme) e tenta com Vagner Love resolver essa falta de compactação no ataque. Love também tenta ser 'o cara' para isso mesmo ciente de que lhe falta o necessário para tal. Velocidade, qualidade técnica e fôlego, principalmente. A realidade é dura.

Como o time defende em duas linhas, não existe compactação ofensiva quando a bola é roubada. Só correria mesmo. O 'frente' do ataque não passa de uma figura decorativa à espera de um milagroso passe. Errando ao tentar acertar, errando ainda mais quando tenta se redimir.

Para completar o quadro bizarro, já que está sem ter o que fazer em sua função, o cara tenta colaborar em outra. Quase sempre dá em m*. A exemplo do próprio Love, que acabou como último homem de marcação na jogada que resultou no gol sofrido contra o Palmeiras. Ou das inúmeras vezes em que Boselli foi expectador de luxo. Não diferente de Gustavo, apesar do abismo de aproveitamento entre eles.

Passa a régua e saudações corintianas!

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Danilo Souza #11.717 @danilo.souza43 em 12/08/2019 às 10:10

E perceba que você não ganha $400 mil por mês para identificar tudo isso. Os tais analistas de desempenho deveriam estar alertando o estagiário retranqueiro sobre tudo isso.

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Filipe Soares #6.461 @filipe.soares3 em 12/08/2019 às 10:07

Pegar uma foto de uma ótima jogada do inter de trocas de passes rápidos para afirmar que o sistema tem buracos kkkk

E tosca a comparação do avelar com um tumor, queria ver fazerem isso com você no seu trampo. Respeito ao próximo, use as palavras com sabedoria.

Flavio Henrique @flavio.henrique35 em 12/08/2019 às 10:07

Primeiro já deixo claro que respeito a opinião de todos!

Mas gostaria de deixar Carille e os poucos jogadores incontestáveis que temos no elenco o qual não é necessário citar o nome pois todo mundo já sabe, o restante é tudo jogador mediano e ruim, horrorosos na verdade, então pode-se ter uma ou outra divergência em relação a escalação mas não vai mudar o time da água para o vinho por causa disso!

Discute -se aqui o técnico, escalação etc...etc quando na verdade deveríamos se atentar para o verdadeiro problema do clube, problema esse que tem nome é sobrenome Andrés Sanchez!

Corinthians não tem condições de disputar contratações com seus rivais diretos porque não tem dinheiro simples assim.

Alguém sabe dizer de quanto é o patrocínio Master do Clube?

Naming Rights não podemos nem perguntar mais pois já virou piada, motivo de chacota!

Clube mal administrado, afundado em dívidas!

Presidente Que diz que não vai pagar x ou y para jogador e blá blá blá, não vai porque não pode, afundou o clube, salvo algumas exceções que podem acontecer, jogador de qualidade não vai vir jogar no Corinthians por amor não, vai para o rival!

ACORDA TORCIDA! PASSOU DA HORA SE COBRAR QUEM REALMENTE DEVE SER COBRADO!

Marcus Ferreira #3.878 @marcus.ferreira2 em 12/08/2019 às 10:06

Quem dera todos os tópicos fossem assim, no qual, se critica e se mostra o motivo com bons argumentos! Parabéns e concordo com você!

Deco 20 #64 @deco20 em 12/08/2019 às 10:05

Cara, até concordo com a visão.

Mas não vejo muita saída da atual situação.

Lucas Rodrigues #834 @lucas.correia.rodrig em 12/08/2019 às 10:01

Que texto fenomenal!

Ronaldo Rodrigues @ronaldo.rodrigues22 em 12/08/2019 às 09:57

Minha escalação seria essa:

...Cássio...

Fagner...Manoel...Gil...Carlos (Avelar)

...Urso...

...Jesus... Sornoza...

...Pedrinho...Vital...

...Boseli...

O que temos visto é que não existe um padrão de jogo compacto e rápido, talvez por falta de entrosamento, já que os jogadores vivem mudando de posição (sendo adaptados em outra função) ou quem sabe por falta de treino e padrão de jogo um pouco mais moderno, vemos o quanto o Carille precisa melhorar esse time, mas necessariamente, treinar a aproximação, triangulações e posicionamento para favorecer o individualismo, é triste vê o time sofrendo pra marcar e quando retoma a bola, fica tentando construir uma mísero jogada, está cada vez mais difícil torcer para o Corinthians, se tornou previsível...

Marcos Marques #190 @valdemir em 12/08/2019 às 09:56

Discordo da análise.

O Corinthians/torcida precisa decidir o que quer da vida.

Quer ser um time eficiente gastando razoavelmente? Ou quer gastar os tubos de forma que qualquer esquema tático razoável consiga fazer o time ter sucesso? Palmeiras, Flamengo que o digam.

A segunda opção, não é possível para o momento, então nos resta seguir na primeira opção.

Quem se lembra de 2017 que tínhamos Romero correndo atrás de lateral e ainda dava uma forcinha na frente? Jadson mesmo jogando na ponta dava conta?

A diferença está em dois pontos: Qualidade do elenco como um todo e a falta de um jogador que desequilibre na frente.

Esse esquema não tem como funcionar sem um meia e um centroavante acima da média. O restante do time não precisa ter craques.

O que está faltando atualmente é ter um Rodriguinho e principalmente um Jô dos bons tempos.

Temos três centroavantes e não temos um que seja 1/2 do Jô em qualidade e poder de definição. Não venham me falar dos fãs de Boselli, não adianta, não tem o perfil do Corinthians. Love e Gustavo são caneludos. Não temos um meia que tenha a inteligência e participação que Rodriguinho teve. Temos o Pedrinho que pode ser o Jadson de 2017, mas é pouco.

Querem comparar:

Arana x Avelar

Maycon x Urso

Clayson x Romero

Rodriguinho x Sornoza

Falta isso a este time, dois caras só que tenham rendimento parecido com Rodriguinho e Jô.

Ou então, vamos gastar os tubos e deixar o Abel Braga como muitos queriam aqui ano passado?

Em suma, querem um técnico(Abel, Luxemburgo, Diniz, Dorival, Jair Ventura, Borges, etc) que joga pra frente com esse elenco? Estão com saudades da serie B digam logo...

Guilherme Calil #421 @guilherme.calil em 12/08/2019 às 09:51

Parabéns pelo tópico.

Quem negativou deve estar contente com o desempenho medíocre de um chute a gol por jogo.

Wagner Roque Viegas #629 @wagner.roque.viegas em 12/08/2019 às 09:50

Continuando. O adversário vai tocar bola no nosso campo sem esforço algum. Aí quando temos a bola é isso que você falou, ficamos dependendo de alguma jogada individual, ou passe mágico. Se erra, volta todo mundo pra marcar. As jogadas não tem continuidade, aí sempre pegamos o adversário bem postado. Carille joga com Gabriel e Urso. E ontem falou que Vital não entrou porque não ajuda marcar. Por isso o time não cria. Os pontas marcam, os volantes não saem. O meia é um terceiro volante. Ontem nossa melhor chance foi com Everaldo (jogada individual). Carille jogou pra não ganhar. Ou pra não perder.