Analise de André Kfouri sobre Fabio Carille

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Tópico Épico Entenda as regras

Douglas #115 @duguinha2shae em 06/05/2017 às 11:50

Vale a pena a leitura

Já que André, diferente de seu pai (Juca kfouri) pauta pela coerência em suas avaliações

http://blogs.lance.com.br/andrekfouri/2017/05/05/e-do-carille/ É do Carille | Blog André Kfouri | LANCE! blogs.lance.com.br

É do Carille
POR André KFOURI 5 DE MAIO DE 2017 ÀS 23:14


A esmagadora maioria das pessoas que diz gostar de futebol ignora a complexidade do trabalho de treinadores, por dois motivos principais: 1) jamais conversou com um, e 2) mesmo assim, cultiva a presunção de conhecer o funcionamento de um clube, pois julga que o jogo é puramente uma questão de observação. A distância entre o que o futebol é e aquilo que se supõe é brutal, e um dos picos desta curva de desconhecimento é justamente a avaliação do desempenho de técnicos.

Se tudo acontecer normalmente e o Corinthians conquistar mais um título estadual neste domingo, o troféu não só deveria ser erguido por Fábio Carille (sem nenhum dirigente por perto, diga-se), como ele merece receber uma réplica de presente. E mais: caso a Ponte Preta seja corresponsável por uma das maiores surpresas da história do campeonato paulista e comemore uma alegria inédita, Carille deveria ser reconhecido da mesma forma. A conquista é tão somente a validação competitiva de um trabalho, não sua essência.

Lembremos – e isso é algo que precisa ser repetido todos os dias – que Fábio Carille não era o profissional que as pessoas que comandam o Corinthians desejavam ver no comando do time. Negativas de quatro treinadores obrigaram os dirigentes a olhar para alguém que sempre esteve ali, sentado no mesmo lugar, dentro do vestiário. Os sorrisos que hoje aparecem ao lado de Carille nada mais são do que expressões de alívio pelo bom andamento das coisas, próprias de quem sabe que foi agraciado pela sorte ao tomar uma decisão por força da conjuntura. É o tipo de pensamento que, no fundo, faz subir um frio pela espinha.

De modo que, além das dificuldades que acompanham todo técnico de um clube como o Corinthians, Carille ainda precisou administrar os fatos de não ser o escolhido e, obviamente, dar os primeiros passos na carreira. Cenário pronto para que ele fosse visto com desconfiança interna/externa e se convertesse em alvo no primeiro resultado desagradável, como se deu na noite em que o Corinthians foi eliminado da Copa do Brasil pelo Internacional. Na entrevista após a derrota nos pênaltis, Carille foi questionado sobre “o pior momento” de uma trajetória que ainda não completou seis meses.

Se o debate a respeito de times e técnicos precisa passar pelo tipo de futebol praticado, é obrigatório considerar que a situação à qual Carille foi submetido reforçou suas convicções sobre o caráter de equipe que pretendia. O jogo de segurança que conduziu o Corinthians à decisão estadual é a receita de um técnico em modo de sobrevivência e o caminho mais rápido para ser competitivo em um trecho do calendário que oferece treinadores ao sacrifício público. E ele só chegou até aqui porque tem vencido, não porque se compreende que a formação de times demanda tempo.

Após um período em que as ideias eram tão evidentes quanto os defeitos de execução, o Corinthians de Carille foi capaz de superar o estágio do receio e passou a se comportar como um time com objetivos claros em campo. Jogos de ida como visitante contra São Paulo e Ponte Preta foram benefícios estratégicos, por permitirem o encaixe da postura na qual a equipe se sente mais à vontade com o posicionamento do adversário, aproximando o Corinthians de um resultado que poderá adicionar vidas à comissão técnica e proporcionar a evolução da maneira de atuar a um patamar compatível com a exigência do Campeonato Brasileiro.

Independentemente de como o domingo termine, Carille venceu. Ele é aquele atleta que não deveria se posicionar na largada, não deveria suportar o ritmo da prova e muito menos estar em vantagem nos últimos metros. O mínimo que os dirigentes que o expuseram à máquina moedora de técnicos têm de fazer é deixá-lo saborear essa satisfação e pensar no futuro com ambição, jamais com temor. O futebol prossegue ensinando.

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Melhores respostas

All Colatra #72 @all.colatra em 06/05/2017 às 12:54

Excelente análise do André Kfouri, esse não puxou o pai rs

Victor Paiva #260 @vicman77 em 06/05/2017 às 15:19

Como pode um profissional do mais alto nível ser descendente de um energúmeno como o Juca. Não seguir os passos do pai foi muito benéfico a ele.

Últimas respostas

Manoel Messias Vieira Ramos #202 @cassanti em 06/05/2017 às 20:14

O André, com toda a certeza, não puxou ao pai! É um dos poucos que podemos chamar de jornalista de verdade! O pai dele não passa de um futriqueiro mau caráter!

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Francisco Das Chagas Medeiros Damasceno #709 @fchagasmedeiros em 06/05/2017 às 19:11

Excelente análise. Disse tudo. Porém, vai apanhar no bumbum do papai que é um anti muito raivoso.

Leandro Pinto De Oliveira Takusi #3.070 @leandrotakusi em 06/05/2017 às 17:32

Essa dupla Carille e Loss trará muitas alegrias a torcida, anotem ai.

Antonio Salvio Rezende #5.097 @antonio.salvio.rezen em 06/05/2017 às 17:31

Avaliação correta de André. Esse moço é sensato e bastante observador do comportamento dos atletas e técnico de futebol. Está subindo no conceito dos que apreciam comentários sérios.

Victor Paiva #260 @vicman77 em 06/05/2017 às 15:19

Como pode um profissional do mais alto nível ser descendente de um energúmeno como o Juca. Não seguir os passos do pai foi muito benéfico a ele.

Oilson Amorim Dos Reis #1 @reyes em 06/05/2017 às 15:15

Bela análise! Aplausos!

Paulo Marques #1.047 @paulomarques em 06/05/2017 às 15:11

Escreve e entende de futebol 10 vezes melhor que o pai

Douglas Shimaz #115 @duguinha2shae em 06/05/2017 às 13:30

Analise que serve para imprensa e o torcedor

Busca por um modelo de organizacao e controle

Não se faz futebol de um dia para o outro

Ainda mais trabalho iniciando do zero com técnico e elenco se moldando

Não será em 4 meses que o time terá “a cara” do técnico

. Só com muito treino, jogo, erro e correção que os jogadores irão aprender novos comportamentos e para isso, técnico precisa de folego para apresentar e desenvolver trabalho

Alfredo #4585 @papafrango em 06/05/2017 às 13:17

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Aí esta uma análise respaldada de critério e senso e não aquela de pessoas que do conforto da sua poltrona apenas criticam por não entenderem que tudo tem um tempo de maturidade. Perdem a paciência ou julgam precipitadamente os jogadores, que o digam o Rodriguinho, Jô, Romero e tantos outros que hoje são reverenciados pelos mesmos que os criticaram ontem. Mas infelizmente a vida é assim...nem Jesus Cristo agradou a todos.

Vai, Corinthians!

Cleder Rogerio Maximo #98 @timao01 em 06/05/2017 às 13:27

Comparo a história do Carille a do Eduardo Amorim, tomara que este de prosseguimento na carreira e tenha muito sucesso.

Alfredo Soriano Gimenez #4.585 @papafrango em 06/05/2017 às 13:17

Aí esta uma análise respaldada de critério e senso e não aquela de pessoas que do conforto da sua poltrona apenas criticam por não entenderem que tudo tem um tempo de maturidade. Perdem a paciência ou julgam precipitadamente os jogadores, que o digam o Rodriguinho, Jô, Romero e tantos outros que hoje são reverenciados pelos mesmos que os criticaram ontem. Mas infelizmente a vida é assim...nem Jesus Cristo agradou a todos.

Vai, Corinthians!

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