Os títulos recentes, a nova geração e a fidelidade da torcida... Minha opinião

Fórum do Corinthians
Tópico Lendário Entenda as regras

Mohamad #438 @mohamad em 12/05/2018 às 15:57

Tenho 40 anos e peguei a época ruim (não tão ruim quanto a da fila de 23 anos ), mas sou do tempo que não tínhamos nenhum título brasileiro.

CT para nós era Campo de Terra.

Eramos cornetados e achincalhados, não tínhamos CT, estádio, CT da base, não tínhamos estrutura nenhuma.

Se hoje respondemos aos adversários exaltando nossa coleção invejável de títulos nos últimos 23 anos, antes nossa resposta para eles era a exaltação da fidelidade e amor da nossa torcida.

Como pode um time ser tão pobre em títulos, não ter brasileiros e arrastar multidões, ter uma torcida tão apaixonada?

Era isso que pensavam

Tínhamos uma torcida apaixonada e só.

Não tenho em mãos dados estastísticos (alias os detesto), nem média de rendas e públicos anteriores comparadas as de hoje.

Falo baseado no que vejo, nos comentários e esse fórum é um bom termômetro.

Será que os títulos arrefeceram ou arrefecem o carinho da fiel?

A torcida de hoje é mais chata? (ou mais mal acostumada)

A torcida de hoje incentiva menos que a de antes?

Não sei as respostas mas sei como gostaria que fosse.

Quem reclama de Romero (para mim um jogador importante, mas isso é assunto para outro tópico), nunca viu Ataliba ou ari bazão, Alex Rossi ou o saudoso Adil.

Essa nova geração realmente é abençoada e não tem culpa nenhuma disso (graças a deus), embora nós vivamos de Corinthians, os títulos são importantes também e foram eles que nos mudaram de patamar.

O que não pode acontecer é mudar a nossa raíz, nossa tradição.

Os títulos não podem trazer a mudança de perfil da torcida.

Os títulos veem para agregar e não para desunir.

Temos que apoiar sempre, incentivar, invadir, gritar, estourar a garganta e explodir os pulmões, porque essa é a fiel torcida, mesmo que ganhemos 50 Libertadores e 50 mundiais, isso não pode mudar.

Se precisasse escolher entre um título importante e a fidelidade da torcida, fico com a segunda opção, pois títulos se ganham, com planejamento, com dinheiro, que resultam em bons jogadores (as vezes também não se ganham assim, vide porcos), mas enfim, com boa administração se ganha, já amor e paixão vem de dentro, não se compra, não tem planejamento pra isso, não tem dinheiro que compra.

NO mundo ótimo, o ideal seria que andassem juntos, de mãos dadas, títulos/fidelidade da torcida.

Escrevo isso porque aqui no fórum tem muita gente de mal com a vida, só metendo pau e achando que nada presta e essa não é a fiel que conheço.

Também sei que a torcida do estádio (em sua maioria), não é a mesma torcida do fórum (graças a deus).

SE precisar voltar a escassez de títulos para a fiel voltar eu prefiro, com dor no coração, mas prefiro, pois como disse, prefiro uma torcida fiel, com amor incondicional do que títulos, pois o que me fez ser Corinthians foi essa paixão e não os títulos.

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Tatiane Prado #420 @tatiane.prado1 em 12/05/2018 às 17:01

Se você tem um filho e dá absolutamente tudo, pra ele, materialmente, ou estatus falando...a chance de ser mimado é bem grande.

Mais educação é o mais importante na formação.

Assisto o Coringão desde 87, digo em memória, de jogos e etc...

Ou seja, vi muita surra, chorei, perdi bastante, pra chegar até aqui.

Me eduquei mais nos anos sem Libertadores, do que ganhando...mas um dia soltei o nó na garganta.

Bem simples...não sou melhor que ninguém...mas não desconto frustrações mínimas, nos outros... Há isso não faço nunca.

Natália Shimano #25 @nshimano em 12/05/2018 às 18:04

Não digo que mudou, as ambições agora são outras! A ambição é ganhar Libertadores e Mundial porque já fizemos isso uma vez e antes nós não passávamos das oitavas!

Meu pai ia ao Pacaembu de kombi, um dia perguntei a ele sobre a torcida de 'antigamente' como gostam afirmar aqui, ele disse que não mudou nada. A pressão é a mesma para os títulos, só que agora para reconquistar eles; além é claro da festa das organizadas, ele afirmou que eles sempre se adaptaram a como fazer festa e que antes a violência que tinha em torno deles era pior que hoje, apesar de infelizmente ainda ter as mortes.

E ainda, segundo meu pai, o que realmente mudou é a imprensa, ela antes era mais coerente e não se dedicava a perseguir qualquer time, como hoje.

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Eduardo Cano #185 @educano em 13/05/2018 às 14:31

Comecei a frequentar estádio em 93...sempre ia no Pacaembu aos domingos...não tinha a divisão de setores...44 mil era o público divulgado...era cheio...bem cheio...

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Frederico Corinthiano #4.913 @frederico1910 em 13/05/2018 às 13:41

Baseado em que a média de público hoje é maior? Não é mesmo, na década de 70 o Corinthians levava muito mais gente aos estádios! Mas não é apenas o fator dos preços dos ingressos que afasta a torcida! A sociedade brasileira mudou muito da década de 70 para cá!

Fred Mariano @fred.mariano em 13/05/2018 às 11:45

Eu acredito que a principal mudança é que hoje em dia uma crítica é mais fácil de ser divulgada.

Você não gosta de um jogador ou ele joga uma partida abaixo e é muito simples ir no fórum, Twitter, face e afins postar sua crítica.

Não que nos anos anteriores isso não existisse. Se tivesse rede social em 98 pra criticar o Batata coitado dele kkkk

Claro que os títulos vêm e é ótimo que nos acostumamos com eles e fazem parte de todo time que anseia retribuir o carinho que sua torcida lhe emprega. Não vejo necessidade de retomarmos ao patamar de sem título para reafirmar nossa identidade de Fiel principalmente pelo fato de que é algo intrínseco ao torcedor corinthiano. Vide nossa invasão ao Japão, lotação em treinos na Arena, etc.

O mundo mudou, a forma como acompanhamos futebol mudou, mas a Fiel sempre será a mesma ou melhor diferente porque o amor só aumenta.

Loko Por Ti Corinthians #66 @sercorintianoehotimo em 13/05/2018 às 10:58

Boa análise

Fernando Zemetek #74 @fernando.zemetek em 13/05/2018 às 10:10

Não só em jogos decisivos como em fases de classificação d Paulistão, BR, SEMPRE lotando o estádio e dividindo renda c/ os outros.

Paulo Cesar Moura #2.228 @pauloreis em 13/05/2018 às 10:10

Também tenho a mesma idade, e também ouvi muita zoação na orelha... Mas eu acho que era mais fácil torcer do que hoje, porque com a Internet se espalha muita mentiras e as vezes acaba contaminando o próprio torcedor que acredita nelas... Antigamente era só o boca a boca e era mais difícil espalhar essas mentiras.

Alexandre Domingos #867 @adomingos em 13/05/2018 às 10:04

Assisto jogos desde 1968 e posso falar o seguinte, antes eramos sofredores, humilhados, preconceito social e racial enorme (galera nova não tem ideia como era).Então nossa raiva/fidelidade/paixão tinha uma conotação de vida ou morte existir ou não existir, porém desde 2000 nos tornamos um clube vencedor, rico e a consequência apareceu na torcida (parte dela), ficamos com amor e perdemos a paixão.

Tiago Silva #112 @ticotimao10 em 13/05/2018 às 10:03

Falam tanto da 'nova geração', mas será que ele é que é o problema. Depois da derrota para o Patético em Minas, vi um tópico aqui e resolvi fazer uma análise bem simples, observei os últimos 5 comentários com críticas um pouco mais pesadas e não construtivas, e sabe o que eu vi, que só 1 usuário tinha menos de 20 anos e os outros 4 tinham mais de 30,2 inclusive mais do que 50 anos de idade.

Foi uma análise extremamente simples mas já dá pra ter uma noção de como aqui falam besteira dos 'novos torcedores'. Todos criticam e todos apoiam. Além disso, querem que nossa torcida desapareça que nem a do Santos?

O mundo mudou, a sociedade mudou, o futebol mudou, a torcida mudou, normal.

Vinicius Goes @vinicius.goes em 13/05/2018 às 09:38

Amigo, nem mesmo gostava de futebol antes de ver a Gaviöes nas arquibancadas. Minha família costumava ver jogos e me davam camisas de clubes que torciam e justamente para torcer contra o Corinthians vi a torcida vibrar numa derrota por 2x1. A torcida me elouqueceu. Eu queria ver jogos do Corinthians não pelo time, não pela raça, mas pela torcida. Tanto faz se perdia ou ganhava, sei que algo especial sairia das arquibancadas. Virei torcedor da gaviões da fiel, passei a jogar bola e como zagueiro perna de pau entrava para completar os times apenas, mas a cada bola que chutava imaginava a fiel vibrando.

Ah, o Corinthians... Ganhei o time de brinde. Me filiei a gaviões em 1997 e exibia minha carteirinha orgulhoso. Se perguntam pra mim se me importo com títulos, digo que sim, pois ajudei a conquistar cada um deles. Entrei em campo desde aquela derrota. Vibro a cada jogada mesmo em casa, mesmo perdendo. Meus filhos repetem cada gesto e os olho como novos fieis.

Baltazar Oswaldo Silva #5 @baltazar.1954 em 13/05/2018 às 09:37

Sim, Neto, Marcelinho, Ronaldo Giovanelli já foram cornetados pelos chamados 'torcedores raiz'.

Marcelo #1183 @marcelo.76 em 12/05/2018 às 21:46

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No passado nem tudo eram flores. Em 1987 teve muita pressão quando o Corinthians era o último no Campeonato Paulista. Depoos intime deu uma arrancada é foi vice paulista.Tinha jogos com 5 mil pessoas no Pacaembú várias vezes. E tinha pressão para caramba. Sem contar que Rivellino foi chutado e tantos outros, técnicos demitidos a todo momento. O que a gente vive de 10 anos para cá é a forma correta de dirigir futebol dentro de campo, mantendo técnico nas derrotas, estruturando o departamento médico e etc. Por fim prefiro não dizer que a torcida ficou chata, ela simplesmente não dá tempo para o time se acomodar nunca. Todo jogo contra o Palmeiras tem apoio antecipado, já percebeu. É como um bolsista que tem que estudar mais e mais para não perder sua bolsa. Queremos continuar com filosofia vencedora e para isso o time tem que ter sede de vitória. Simples assim, jogadores chinelinhos aqui não duram..