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Andrés triturou aliados e desenhou chapa pura para comandar Corinthians

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Publicado no Fórum do Meu Timão em 10/02/2015 às 14:34
Por Edy ...... (@edymartins)

Eis o início de uma nova etapa para o Corinthians. E, na terceira gestão que se desenha com Roberto de Andrade presidente, as mudanças serão as mais profundas desde que o Grupo Renovação e Transparência assumiu o clube, no fim de 2007.

Cabeças importantes das gestões de Andrés Sanchez (2007-2011) e Mário Gobbi (2012-2014) não estão nos planos de Roberto para a nova diretoria que será anunciada ainda nesta semana. Em especial, porque três personagens centrais se afastaram em função de rachas com o próprio Andrés: Raúl Correia e Silva (diretor financeiro por sete anos), Luis Paulo Rosenberg (ex-marketing e ex-vice-presidente) e o próprio Gobbi (também ex-vice de futebol).


Nesse efeito cascata, sem os três dirigentes no clube, naturalmente uma série de outras pessoas também deixa seus cargos. Na interpretação de quem conhece a política do Corinthians, isso irá representar a administração mais ligada ideologicamente a Andrés Sanchez. Roberto de Andrade e os vices André Luiz de Oliveira e Jorge Kalil são aliados dos mais antigos de Andrés.

No processo que levou esses nomes ao poder, Andrés rachou com Mário Gobbi e contribuiu no desgaste que fez com que seu sucessor resolvesse se afastar do futebol definitivamente a partir do último sábado. Desde o título mundial em 2012, Andrés intensificou as interferências administrativas na direção de Gobbi, sobretudo no futebol. Foi o que, por exemplo, impediu a continuidade de Mano Menezes para 2015.

Essa conduta, somada a diferenças ideológicas, também fez com que Luís Paulo Rosenberg se afastasse de Gobbi em meio à própria administração. Tido por muitos como o principal mentor para a ascensão do Corinthians a partir de 2008, com faturamentos recordes, Rosenberg foi rejeitado pelo elenco campeão mundial depois de afirmar que o time era 'medíocre'. Sem clima com jogadores, ele também passou a ser hostilizado por organizadas, e então se afastou do clube. No fim da gestão Gobbi, Luís Paulo ainda declarou apoio ao oposicionista Roque Citadini.

Algumas dessas ações são atribuídas a Andrés Sanchez e seu grupo, que agiram para minar a concorrência interna de Raúl Correia. Eles não aceitaram a conduta do então diretor financeiro desde o início da gestão de Gobbi e afirmaram que Raúl, em suas ações, buscava pavimentar candidatura à presidência. O episódio em que revelou dívidas do clube com jogadores (Alexandre Pato, Rodriguinho e Ralf), há cerca de um ano, determinou a fritura definitiva de Raúl Correia. Sem posição na eleição, ele sequer foi ao Parque São Jorge para votar no sábado passado.

Por consequência desse processo, outros membros da diretoria também estão fora da gestão Roberto. É o caso do ex-diretor administrativo Max Reis, braço direito do último presidente, do ex-diretor jurídico Sérgio Alvarenga, que se afastou desde que as mudanças no estatuto do clube foram vetadas graças à força de Andrés no Conselho Deliberativo, e de Ilmar Schiavenato, ex-diretor social que se frustrou na tentativa de ser candidato a presidente. Jorge Kalil, no Conselho, chegou a discutir com Ilmar porque ele supostamente fazia campanha como dirigente.

Principais homens de confiança de Mário Gobbi no último ano de gestão também se desligaram na última semana. O diretor de futebol Ronaldo Ximenes, rejeitado pela ala de Andrés desde que foi empossado, deixou a administração e diz que vai se dedicar ao Conselho. Gerente de comunicação do clube desde 2007, mas assessor de Gobbi nos últimos tempos, Guilherme Prado saiu do Corinthians para dar lugar a Fábio Seródio, ex-repórter da Rádio Jovem Pan.

Desde sua eleição no último sábado, Roberto de Andrade trabalha a portas fechadas para preencher os diversos cargos que estão vagos ao fim da administração de Gobbi. Ainda não há definições, mas Andrés Sanchez, mesmo sem cargo, deve coordenar o futebol enquanto atua como deputado federal em Brasília. Até o fim da semana, Roberto irá anunciar a nova diretoria.

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