Tcheco vê clássico como divisor de águas e comemora redenção pessoal

Tcheco vê clássico como divisor de águas e comemora redenção pessoal

Por Meu Timão

Tcheco fez uma boa atuação novamente, contra o Palmeiras

Tcheco fez uma boa atuação novamente, contra o Palmeiras

Em apenas cinco jogos Tcheco conheceu os dois lados da torcida do Corinthians. Vaiado já na primeira partida no Pacaembu, o meio-campista viu os alvinegros ficarem do seu lado no mesmo estádio 11 dias depois. Após a vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras, o jogador viu as vaias darem lugar aos aplausos. E apesar do jeitão frio, ficou aliviado com o reconhecimento.

“Agora senti a força da torcida a favor. A gente sempre imagina como é, mas não tem a noção exata. Esse apoio me inspirou dentro de campo para poder marcar, correr e fazer o possível para conquistar o resultado”, comentou o camisa 8.

Apesar da impaciência da torcida, Tcheco mostrou já nos últimos jogos que é importante para o esquema almejado por Mano Menezes. Dos sete gols marcados pelo Corinthians no Paulistão, três aconteceram após assistências do meio-campista.

Antes de cobrar a falta para Jorge Henrique superar Marcos no clássico, ele também já havia dado os passes para os gols de Ronaldo e Jorge Henrique contra Mirassol (1 a 1) e Bragantino (2 a 1), respectivamente.

“Para mim, da forma como tudo aconteceu no clássico, foi muito bom para pegar a confiança do torcedor e também dos companheiros. Às vezes, nas bolas paradas, o passe é bem colocado e ninguém consegue fazer os gols, mas nos últimos jogos estamos nos achando mais. É apenas o começo do trabalho, mas para mim o jogo de hoje [domingo] foi o divisor de águas”, destacou o ex-gremista.

Tcheco, obviamente, não gostou das vaias que recebeu nas primeiras partidas, mas assegura que soube encarar as críticas. “Eu não estava nas melhores condições e fui vaiado, mas tem que saber lidar com essas coisas. A tendência agora é melhorar.”

Quando foi aplaudido no último domingo ao dar lugar a Jucilei, Tcheco caminhou mais leve para o banco de reservas. Frio, não fez gesto algum para a torcida, assim como não reagiu quando foi vaiado. Mas a satisfação interna ficou clara. “Estou me sentindo mais à vontade, mais tranquilo. Não me destaco por grandes jogadas, mas obedeço o que o treinador pede. Sou mais uma formiguinha em campo para fazer a equipe crescer.”

Fã do futebol de Tcheco, Mano ficou tão aliviado quanto o jogador ao ver a reação positiva da torcida contra o Palmeiras. Afinal, ele pede a contratação do meia desde 2008.

“Fico feliz, pois gosto muito do jogador. Essa é a característica dele. O Tcheco não é um meia que vai acelerar o jogo, o que ele precisa é da movimentação rápida do ataque, dessa sincronia que ainda não temos. Não tenho dúvida que o torcedor gostará muito dele”, completou Mano.

Fonte: UOL

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