Onde está a transparência, Sr Andrés?

Onde está a transparência, Sr Andrés?

O Corinthians, em nota oficial, revelou que assinou acordo com a Rede Globo para a tramissão dos Brasileirão 2012/15, sem revelar valores. Na nota oficial, o Clube alega Parte inferior do formulárioque "a proposta pública feita pela TV Record exige do Corinthians algo que, segundo a lei vigente, o clube não tem o direito de comercializar. De acordo com o artigo 42 da Lei no. 9.615/98, a chamada Lei Pelé, aos clubes pertence o direito de negociar a transmissão de determinada partida. Assim, o Corinthians, isoladamente, não tem poderes para comercializar seus 19 jogos como mandante, conforme proposto pela TV Record."

Duas questões saltam aos olhos da opinião pública: 1) Se o Timão não poderia isoladamente negociar com a Record, que acenava com R$ 100 milhões anuais somente para a transmissão na televisão aberta, pois não teria como negociar seus 19 jogos como mandante ISOLADAMENTE, como fechou a Globo, sem os 19? 2) Se a gestão Andrés vive sob o "símbolo da transparência", por que os valores não foram revelados?

Circula na imprensa a informação de que o Grêmio teria fechado com a Globo, condição sine qua non para ter o seu estádio apoiado pela CBF para ser uma das sedes da Copa do Mundo, o que por mais doloroso que seja para nós, corintianos, parece inegável que a exclusão do Morumbi, e a decisão de construir-se um estádio "do nada" para o Corinthians são frutos da mesma política retrógrada, que cheira ao mofo da ditadura, para fazer com que a Globo tenha o seu poder perpetuado.

Muitas desculpas estapafúrdias, para defender o monopólio global tem sido ditas, como, por exemplo, que os patrocinadores preferem a Globo. Ora, se a TV Tranqueira transmitir os jogos do Corinthians com exclusividade, não há dúvida que será campeã de audiência, e os patrocinadores irão para onde o público está. Parece claro. Mas, não para os sofistas que defendem, não sem interesse, as transmissões da Globo. Há até elogios à qualidade de transmissão da emissora carioca. Mas, esse argumento pressupõe que as emissoras interessadas não investiriam em equipamentos e profissionais qualificados, o que é ridículo.

Voltando à gestão Andrés, à Globo, e à CBF, lamenta-se que ainda insistam em agir como se vivêssemos na obscuridade dos anos 60 e 70, quando todas as decisões de interesse público eram tomadas na calada da noite. No caso específico da tal " clausula de confidencialidade", nada garante que ela seja superior à proposta pela Record, mas apenas uma decisão tomada pelo cabresto que Ricardo Teixeira e Globo colocaram em Andrés Sanches, e o pior, pode gerar, nas mentes mais maledicentes, a odeia de que haja até propina, o famoso "por fora", em contas correntes em paraísos fiscais. Claro, algo que ninguém pode alegar sem base. Mas, que é suspeito, não há dúvidas. Onde está a transparência, Sr. Andrés?

Enviado por: Dirceu Felipe de Barros

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