Dedicação e raça: Diferencial do Corinthians

Dedicação e raça: Diferencial do Corinthians

A derrota por 2 a 0 para o Tolima no dia 2 de fevereiro decretou a eliminação do Corinthians na Taça Libertadores antes mesmo da fase de grupos. O duro revés desconstruiu todo e qualquer planejamento para o primeiro semestre, além de antecipar a aposentadoria do Fenômeno Ronaldo. Uma tragédia logo no início de 2011.

Quase três meses depois, o vazio no calendário continua péssimo para a moral e o orçamento do clube, mas pode ser interessante na reta final do Paulistão, a competição que sobrou ao Corinthians até a estreia no Brasileirão em 22 de maio.

Enquanto São Paulo, Palmeiras e Santos estão envolvidos com duelos “mata-mata” na Copa do Brasil e na Libertadores, a equipe de Tite pode se preparar com dedicação exclusiva. A começar pela semifinal com o arquirrival alviverde no próximo domingo, em local ainda indefinido (Pacaembu ou Morumbi).

A outra boa notícia é que o time mostrou recuperação após a forte oscilação nas últimas rodadas da primeira fase que custaram a liderança.

Na suada vitória por 2 a 1 sobre o Oeste pelas quartas-de-final, Tite voltou ao 4-2-3-1 que resgatou a pressão na saída de bola do adversário e a intensidade nas ações ofensivas.

Apesar das incríveis chances desperdiçadas, com os zagueiros interceptando as conclusões em cima da linha por duas vezes, Bruno César mostrou mais desenvoltura como meia central, articulando as jogadas sem procurar tanto os lados do campo, que novamente ficaram a cargo das rápidas combinações de Alessandro e Dentinho pela direita e Jorge Henrique e Fábio Santos à esquerda. Paulinho é o volante que apoia com um dos laterais e o quarteto ofensivo. Ralf fica mais fixo protegendo Chicão, Leandro Castán e o lateral que faz o balanço defensivo.

Sem o isolamento de outrora, Liédson se mexeu dando opções ao trio de meias e mostrou a habitual presença de área completando passe precioso de Paulinho após toque de letra de Dentinho. O 11º do artilheiro do Estadual, encerrando jejum de um mês, ou três partidas (Tite escalou os reservas na vitória por 2 a 0 sobre o rebaixado Santo André na última rodada).

O inesperado gol de Fábio Santos para o Oeste no final da primeira etapa e algumas falhas do goleiro Júlio César tornaram o jogo mais tenso após o intervalo. O Corinthians de Tite sempre é mais forte jogando em velocidade, na pressão. Sem confiança, o time se torna mais lento e, por isso, improdutivo.

A saída de Dentinho por problemas intestinais logo no início do segundo tempo trouxe a solução que o ataque precisava: contundência. O gol decisivo de Willian mostra que Tite, apesar das limitações de um elenco que precisa de reforços para o Brasileirão, tem opções para mudar o estilo da equipe de acordo com as circunstâncias.

As entradas de Danilo e Morais nas vagas de Jorge Henrique e Bruno César cadenciaram o jogo nos minutos finais e também alteraram o desenho tático: 4-3-1-2 com Danilo como volante-meia pela esquerda, Morais na ligação e Willian e Liédson à frente puxando os contragolpes. Mais uma alternativa interessante. Uma das preferidas de Tite, diga-se.

E o Palmeiras tem consistência e o comando de Luiz Felipe Scolari, o São Paulo conta com o elenco mais homogêneo e o Santos de Muricy Ramalho possui o talento da dupla Neymar & Ganso para desequilibrar, a arma do Corinthians é a concentração.

Ninguém sonha mais com os títulos estaduais, porém não há como negar que uma volta olímpica faria bem à abalada autoestima do time mais popular de São Paulo.

Dedicação e raça: Diferencial do Corinthians

Enviado por: Matheus Rodrigues

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