Após pouco menos de um ano, Felipe reencontra a Nação Corinthiana

Após pouco menos de um ano, Felipe reencontra a Nação Corinthiana

Felipe, que durante muito tempo foi ídolo Corinthiano, jogará contra o Corinthians neste Domingo, às 16h. O goleiro que antes ficava com o apelido de Muralha, após anunciar sua saída para o Braga, de Portugal, ficou com o apelido de Traidor.

Veja o que Felipe falou na época que iria para o Braga, de Portugal:

“Joguei com dedo quebrado, com vencimentos atrasados, e ainda assim fui taxado como ‘mercenário’ por muita gente. E isso me doía demais”, escreveu Felipe, que negocia com o Braga, de Portugal.
“O ‘mercenário’ aqui abre mão de um contrato de milhões e devolve as luvas que recebeu do clube. Tudo para parar de ser humilhado e poder fazer o meu trabalho em paz. Mostrei que não ligo pro dinheiro como muitos diziam, e que antes de qualquer centavo a coisa que sempre norteou minha vida no Corinthians foi o amor à essa gloriosa camisa”, complementou.

Felipe foi contratado em 2007 e diz ter tido muitas lembranças com a torcida alvinegra. Para ele, seu melhor momento no Corinthians ocorreu no final de 2008, quando o Timão retornou para a Série A do Brasileiro com o apoio da torcida.

“Sofri com a torcida, perdemos e choramos juntos. Vencemos e vibramos com a mesma união a cada vitória e a cada conquista. Não me esqueço da sensação de estar no meio de vocês quando voltamos à Série A, e eu pulei o alambrado do Pacaembu”.

Esta foi a carta de agradecimento mandada por Felipe:

Em primeiro lugar, queria agradecer à minha família e meus empresários, que sempre me deram força e, neste momento delicado pelo qual passei nos últimos 40 dias, estiveram mais do que nunca ao meu lado.
À imensa Nação Corintiana, agradeço pelo constante apoio e carinho que demonstraram comigo desde a minha chegada ao Corinthians, em 2007. Nesses três anos de trajetória, vitórias, derrotas, títulos e, acima de tudo, respeito pela camisa e pela torcida deste Clube, que levarei para sempre comigo.
Foram três títulos e uma identificação que nada, nem ninguém, poderá apagar. Sofri com a torcida, perdemos e choramos juntos. Vencemos e vibramos com a mesma união a cada vitória e a cada conquista. Não me esqueço da sensação de estar no meio de vocês quando voltamos à Série A, e eu pulei o alambrado do Pacaembu.
Penso que nada, muito menos ninguém é eterno. Por isso, deixo aqui o meu ‘até breve’, pois confesso que espero voltar a vestir este Manto Sagrado, se um dia o clube não for mais gerido pelas pessoas que hoje lá estão.
Enfim, passei 3 anos dedicando a minha vida ao Corinthians. Joguei com dedo quebrado, com vencimentos atrasados, e ainda assim fui taxado como “mercenário” por muita gente. E isso me doía demais. Hoje, depois de alguns anos a verdade vem a tona. O “mercenário” aqui abre mão de um contrato de milhões e devolve as luvas que recebeu do clube. Tudo para parar de ser humilhado e poder fazer o meu trabalho em paz. Mostrei que não ligo pro dinheiro como muitos diziam, e que antes de qualquer centavo a coisa que sempre norteou minha vida no Corinthians foi o amor à essa gloriosa camisa.
Felipe

Após pouco menos de um ano, Felipe reencontra a Nação Corinthiana

Enviado por: República Popular do Corinthians

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