Sanud ainda tem elo com Ricardo Teixeira

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Por Meu Timão

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Ricardo Teixeira

Ricardo Teixeira

Foto: Mowa Press

Considerada extinta pelo jornalista inglês Andrew Jennings, da BBC, a empresa Sanud Etabilissement, criada no paraíso fiscal de Liechtenstein, continua aparecendo na Junta Comercial do Rio de Janeiro (Jucerj) como detentora de 50% das ações da empresa R.L.J.Participações que tem também como sócio o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira.

A Sanud, segundo Jennings tem denunciado e reprisou na audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado Federal, serviu de intermediária para que Teixeira, na condição de dirigente da FIFA, recebesse, nos anos 90, US$ 9,5 milhões (cerca de R$ 16 milhões) da empresa de marketing esportivo ISL. Depois disto, o jornalista fala que ela teria encerrado suas atividades.

Para o procurador da República do Rio de Janeiro, Marcelo Freire, responsável pela abertura de Inquérito da Polícia Federal no qual se investigará se Teixeira mantinha estes valores no exterior e sonegou-os à Receita Federal, a Sanud, assim como a R.L.J., é uma empresa fantasma e também pertenceria ao presidente da CBF.

No pedido de abertura de inquérito, Freire determina à PF que investigue junto à Jucerj se a empresa do paraíso fiscal de Liechtenstein permanece sócia da empresa brasileira.

Pelo levantamento feito por L! em documentos da Junta Comercial, a única alteração sofrida na composição social da R.L.J nos últimos tempos foi provocada pela separação judicial de Teixeira e sua ex-mulher, Lucia Havelange Teixeira. Ela, em 1999, conforme acordo homologado por sentença judicial da 10ª Vara de Família, repassou ao ex-marido sua cota na empresa - 24,97% - o que o transformou em dono de também 50% das cotas, junto com a Sanud, detentora da outra metade
das cotas.

DEMAIS EMPRESAS NA MIRA: Freire também quer saber as empresas em que Ricardo Teixeira continua sócio. No levantamento feito por Lance!, além da R.L.J. Participações - na Avenida Rio Branco 151, como pessoa física, o presidente da CBF mantinha participação na L. R. Barra Veículos Ltda. na Barra da Tijuca, e na Phaleanopsis Participações Ltda., com sede no centro do Rio. Na L.R. Barra Veículos Ltda.,, ele divide a sociedade em partes iguais com Luis Filipe Souza Dias Amorim.

Em dezembro de 1990, ele e o irmão Guilherme Terra Teixeira, criaram a Agropecuária Santa Rosa Indústria e Comércio Ltda, em Piraí (RJ). Em dezembro de 1992, Teixeira saiu da sociedade, dando lugar à R.L.J., mas o presidente da CBF continuou como administrador. Em 1995 foi registrada a saída de Guilherme e o ingresso de Nilton Teixeira Crosgnac, como sócio gerente.

Mas este deixou o negócio em janeiro de 2007, ocasião em que Teixeira, assumiu a cota de R$ 100,00 de um total de R$ 955 mil e passou a responder como sócio gerente. As demais cotas estão em nome da R.L.J.. Situação parecida aconteceu com o City Port Bar e Restaurante Ltda., no prédio da Avenida Rio Branco nº 1, centro do Rio de Janeiro. Ele foi aberto em maio de 1997 em nome do presidente da CBF, Ricardo Teixeira (43%) e de seu filho, Ricardo Teixeira Havelange. Em novembro de 2004, o filho
saiu e ingressou a Esmerald Administração e Participações (49%), passando a administração para Eurico Carvalho da Cunha.

Dois anos depois, Ricardo Teixeira saiu da sociedade, dando vez à sua outra empresa de participações - Phalesnopsis. Teixeira ainda foi sócio da Linda Linda Comércio e Indústrias Ltda., em Pirai (1996/1997) e do El Turf Bar e Restaurante Ltda., no Jardim Botânico, até 2004.

Fonte: Lancenet

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