Encostados na Série A torcem para ano acabar logo

Encostados na Série A torcem para ano acabar logo

Por Meu Timão

A Série A vem sendo madrasta para vários jogadores bem conhecidos pelo público mas que passaram a competição encostados, sem chances entre os titulares, seja por problemas físicos ou psicológicos que dificultam a volta ao sucesso.

A lista (veja campo e quadro) tem jogadores com passagens pela Seleção, como o penta-campeão Kleberson, do Atlético-PR, e o goleiro Fábio Costa, do Santos. O primeiro custa R$ 210 mil mensais aos cofres do Furacão, e foi titular pela última vez há mais de dois meses, na derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG. Lesionado, ele operou o ombro ontem, no Rio de Janeiro, e só volta em 2012. Já Fábio Costa (R$ 150 mil/mês), não jogou uma partida sequer na Série A.

No Rio, contratados para compor setores carentes de seus clubes, jogadores como Irrazábal (Vasco), Araújo (Fluminense) e Alexandre Oliveira (Botafogo) viram novos atletas serem incorporadas e tiveram poucas oportunidades. Situação que o meia Vander, do Fla, conhece bem. Um dos destaques do clube no início de 2011, ele quebrou a perna direita em março, se recuperou mas não vem sendo relacionado nem para o banco. Recentemente, jogou no mistão Rubro-Negro eliminado por 1 a 0 pela Universidad de Chile, na Sul-Americana. No Botafogo desde o início de 2010, Somália é outro que só voltou a jogar no mistão contra o Santa Fé (COL), também pela Sul-Americana.

PSICÓLOGA ALERTA: 'É PRECISO AJUDÁ-LOS'

Para a psicóloga Márcia Regina Walter, presidente da Sociedade Brasileira de Psicologia do Esporte (Sobrape), encarar a reserva traz outros problemas além da queda de rendimento físico. Em entrevista ao LANCENET!, ela afirma que é preciso acompanhar de perto os atletas, para que voltem a brigar por espaço dentro do elenco:

- O atleta fica desmotivado, às vezes até inconscientemente. É preciso ajudar o atleta a lidar com a frustração de não estar sendo aproveitado ? diz a psicóloga.

A tarefa dos psicólogos não é fácil. Com a falta de oportunidades, muitos jogadores optam por trocar de clubes em busca de novas chances. O atacante Lincoln, por exemplo, conseguiu dar a volta por cima: deixou o Palmeiras e se transferiu para o Avaí. Apesar da má fase do time no Brasileirão, que luta contra o rebaixamento, ele é a principal referência do Leão.

Márcia também destaca que o medo de ser dispensado contribui para o empenho dos que preferem continuar em seus clubes, como Tinga, do Palmeiras. Barrado por Felipão após polêmica envolvendo o clube e a DIS, que cuida de sua carreira, o jogador teve a saída praticamente confirmada pelo treinador, mas quis seguir no Verdão. Deu certo: ele voltou a atuar com frequência pela equipe e foi titular na última partida, contra o Atlético-MG.

- O mais importante é mostrar que cada um tem sua parcela de importância, desde o craque da equipe até o menino da categoria de base ? afirma Márcia.

Fonte: Lancenet

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