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Candidato da oposição corintiana explica sua plataforma política

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Embora conselheiro vitalício do Corinthians, a grande maioria da Fiel relaciona o candidato da oposição à presidência do clube, nas eleições marcadas para o dia 11 de fevereiro de 2012, Paulo Garcia, como proprietário da Kalunga, maior distribuidora brasileira de materiais escolares e produtos para escritório e informática, e que foi patrocinadora oficial do Alvinegro entre 1983 e 1995. O sócio do clube, entretanto, reconhece Paulo Garcia por ter sido adversário de Andrés Sanchez no pleito de 2007 e por seu pai, Damião Garcia, ter disputado o cargo com o ex-presidente Alberto Dualib, sem sucesso. Reservado, o candidato falou com o MARCA BRASIL e explicou sua plataforma política.

MARCA BRASIL: O que o senhor fará que a gestão do presidente Andrés Sanchez não realizou?
Paulo Garcia: Durante toda a gestão do Andrés, nunca fiz críticas a ela, a decisão sempre foi dele. Mas deixou muito a desejar nas categorias de base. Há muitos caciques para pouco índio e tem muitas conversas de jogadores da base com empresários. Eu não gosto disso. E o clube social ficou abandonado. Muito mal administrado por André Negão (André Luiz de Oliveira - diretor administrativo). O clube não teve manutenção.

MB: As categorias de base, então, formam o pilar de sua plataforma política?
PG: Eu me vejo mais como uma nova opção. É muito fácil julgar quando você não está lá dentro. Mas o que vamos implementar, com certeza, é a categoria de base. O clube sempre revelou muito. E os jogadores da base sabem do peso da camisa. Vamos manter grandes jogadores e fazer uma mesclado com os jovens. Além disso, vamos resgatar a parte social do clube.

MB: O senhor está confiante em vencer o candidato da situação, Mário Gobbi?
PG: Confiante, estou. É difícil vencer, mas conheço bem o clube. O outro candidato não tem tradição. Entrou em 2002, pela porta dos fundos do clube. Se não me engano, seu título é de número 151 mil e está aliado a um ex-bicheiro, André Negão, e tem apoio de Mané da Carne (Manoel Ramos Evangelista - assessor da presidência), que também não me soa bem. Sou empresário e conto com uma equipe de empresários para comandar o clube(Paulo Garcia se associou ao clube na época do jejum de anos 23 anos sem títulos e já passou pelas vice-presidências de futebol e de marketing).

MB: E o futebol profissional, não vai investir em contratações de peso?
PG: O que move o Corinthians é o futebol. É um clube que tem de trazer grandes jogadores. Precisamos manter isso. Mas há muitas promessas. Trazer o Tevez, por exemplo. Não o questiono como jogador, mas questiono sua imagem, principalmente como sua saída do Manchester City. Não é a mesma coisa do caso do Ronaldo, que é mais profissional, trabalhador. Mas o Montillo....

MB: É populismo? A situação promete muito?
PG: Agora é campanha e vão tentar de tudo. Acho que esse negócio de abrir um Corinthians na China é populismo sim. E a anistia de dívidas dos sócios? Isso não pode ter. Precisamos acabar com a anistia.

Fonte: Marca Brasil

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