Chicão: 'Tenho certeza de que vamos longe na Libertadores'

Chicão: 'Tenho certeza de que vamos longe na Libertadores'

Venezuela - O líder Chicão está de volta. A confiança retornou ao ex-capitão corintiano e, consequentemente, como o próprio avaliou, seu bom futebol dentro de campo. Antes de embarcar rumo a San Cristóbal, na Venezuela, para a estreia alvinegra na Libertadores, contra o Deportivo Táchira, nesta quarta-feira, às 22h, o camisa 3 se abriu ao MARCA BRASIL e confidenciou que será difícil Paulo André - em tratamento de uma artroscopia no joelho direito - retomar a sua posição de titular. Confira mais do bate-papo:

MARCA BRASIL:  Pelas suas últimas atuações, Tite rasgou elogios a você e disse que agarrou a chance que ele te deu no time...

Chicão: Fico feliz pelas palavras dele (Tite). Esperava uma oportunidade novamente para dar o meu melhor. Algumas pessoas estavam me colocando fora do clube, mas em momento algum pedi para sair. Não foi por acaso que continuei treinando fortemente. Não desaprendi a jogar futebol. Falei para mim mesmo que tinha que voltar a jogar e treinar bem, porque a minha chance ia aparecer e não poderia decepcionar todo mundo. Todo grande jogador e craque passa por um momento difícil. Acredito que o meu já tenha passado. Vou continuar trabalhando para não sair do time e não decepcionar o Tite, respeitando a todos

MARCA BRASIL: Acredita que será difícil o Paulo André tomar a sua vaga, quando ele voltar da lesão (artroscopia no joelho direito)?

Chicão: Estou muito tranquilo. Confio muito no meu trabalho. A partir do momento em que o Tite me deu a vaga de titular, depende de mim para continuar e não mais do treinador. E pelo que tenho me dedicado, tomara mesmo que fique difícil para o Paulo voltar ao time. Se eu continuar, vou sempre dar o meu máximo porque sei o quanto é ruim ficar fora. Com todo respeito ao Wallace, Paulo André e ao Castán, tenho que procurar fazer o meu trabalho.

MARCA BRASIL: O que tirou de lições de suas duas participações na Libertadores, quando foi eliminado nas oitavas de final depois de fazer a melhor campanha na fase de grupos (2010) e o vexame de cair na fase prévia (2011)?

Chicão: Não é desculpa, com relação ao Tolima-COL, no ano passado. Tivemos pouco tempo de preparação. Acho que não houve um tempo hábil para o jogo. Disso, a gente aprendeu que temos que nos focar muito na pré-temporada e saber disputar cada tipo de partida, se é um mata-mata ou um jogo de fase de grupos. Já em 2010, aquela eliminação vem na memória e bate uma tristeza grande. Nós tínhamos feito uma baita fase de grupos, mas não soubemos jogar fora de casa no mata-mata. Amadurecemos. Isso incentiva muito o jogador que estava naquele ano a entrar com mais vontade pelo título. Aqueles jogos contra o Flamengo nos ensinaram muito (derrota por 1 a 0, no primeiro jogo, e vitória por 2 a 1 no segundo). Não podemos subir no salto e acreditar que fazer a melhor campanha no começo nos dará o título. Por causa de um jogo, podemos ficar fora. Temos que aprender a jogar fora de casa e lidar com a pressão. Mas sem dúvida, aprendemos muito e temos vários jogadores que jogaram a Libertadores e sabem lidar com isso.

MARCA BRASIL: A forte pressão da torcida, mídia e diretoria pelo título da Libertadores, já que o Corinthians nunca conquistou a competição, pode pesar contra? O psicológico pode atrapalhar?

Chicão: Não sei se isso vai acontecer. Para jogar pelo Corinthians, independentemente do campeonato, do adversário ou do estádio, o jogador tem que estar pronto. A Libertadores tem pressão. Mas uma pressão que o corintiano está acostumado e os jogadores também. No clube, a gente tem a pressão até em treino por ter vários jogadores que disputam uma vaga. O titular do Corinthians tem que estar preparado para tudo. Tudo mesmo. Temos que estar tranquilos e entrar em campo bem concentrados. Tenho a certeza de que conseguiremos isso.

MARCA BRASIL: Sente esse elenco melhor preparado para a conquista da Libertadores em comparação aos de 2010 e da temporada passada?

Chicão: Melhor elenco é aquele que ganha títulos. Esse elenco já ganhou o Brasileirão e chegou a uma final de Paulista mesmo em formação (perdeu para o Santos, em 2011). O de 2010 tinha ganhado a Copa do Brasil, o Paulista e ainda a Série B. É difícil comparar um elenco com o outro. Temos que conquistar o título e depois deixar para vocês (jornalistas) avaliarem qual elenco é o melhor. Ganhando a Libertadores, com certeza, seremos o melhor. E é claro que a chegada de reforços nos ajudou muito e nos qualificou demais mesmo sendo um grupo campeão. Agora temos que provar tudo isso na Libertadores.

MARCA BRASIL: Depois de tudo o que aconteceu, ainda se sente líder do time?

Chicão: Isso a gente nunca pode perder porque é da personalidade. A liderança em relação ao grupo continua, mesmo quando fiquei no banco de reservas. Faço isso quando tem que dar opinião e cobrar os mais jovens, porque qualquer erro ou crise sempre vai estourar no pessoal mais experiente. Mesmo não jogando, fazia isso e procurava incentivar. Passava algumas coisas de parte tática e auxiliava o mais jovens. Sei que com isso o grupo inteiro ganha e não o Chicão ou o Alessandro, que agora é o capitão do time.

MARCA BRASIL: Você disse que passava orientações táticas ao time. Isso é uma coisa que faz muito dentro de campo? Sente-se um técnico do time quando a bola começa a rolar?

Chicão: Sinto que eu posso ajudar muito na tática dentro de campo. Faço isso porque o zagueiro tem uma visão privilegiada dentro de campo. Jogamos de frente para o pessoal e a gente consegue ver como o time está se portando. Sempre peço para os volantes ou os meias pegarem mais, quando sinto que falta marcação. E passo para o treinador também o que eu estou vendo para ele sentir o clima e o que está acontecendo no jogo. Isso pode ser muito importante em jogos como a Libertadores. Quero ajudar sempre dentro e fora de campo. E estar sempre aprendendo.

MARCA BRASIL: Então, o ‘técnico’ Chicão promete ao torcedor vibração dentro de campo na Libertadores, o que o Tite tem exigido ao time no Campeonato Paulista?

Chicão: Prometo. Tenho certeza de que esse time vai se dedicar ao máximo nessa Libertadores e, pela minha experiência, vai muito longe na competição. O elenco só faz história se tiver muita vontade. E isso nosso grupo tem muito, porque tem sempre a vontade de estar ganhando qualquer jogo. Imagina então uma disputa como a Libertadores. Faremos uma grande estreia e um grande torneio.

Reportagem de André Pires e Felipe Piccoli

Fonte: Marca Brasil

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