Cresce apoio a nova eleição para presidência da CBF

Cresce apoio a nova eleição para presidência da CBF

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Rio de Janeiro, RJ, 14 (AFI) - O movimento dos dirigentes de federações contrários à permanência de José Maria Marin na presidência da CBF está ganhando adeptos. A forma tumultuada como se deu a renúncia de Ricardo Teixeira decepcionou cartolas, que agora começam a demonstrar apoio ao grupo dos chamados 'rebeldes'. Eles defendem a convocação de nova eleição.

Antes da assembleia geral extraordinária convocada por Teixeira, há duas semanas, em que o mandatário comunicou a todos os presidentes de federações que continuaria no cargo, o grupo era composto por sete dirigentes. Imediatamente após a renúncia, o número de integrantes caiu para seis, mas, nos últimos dias, entre seis e oito cartolas de outras federações começaram a dar sinais de aprovação a um novo pleito.

Os dirigentes não gostaram de receber a notícia da renúncia da forma como foi. Num dia, Teixeira disse que ficava; uma semana depois, pediu licença e, três dias após, todos foram pegos de surpresa com a leitura da carta de renúncia por Marin, durante entrevista coletiva. Presidentes de federações e jornalistas tomaram conhecimento juntos, no auditório da CBF.

'Muitos outros presidentes começaram a entender que estávamos certos. Quando estendemos o mandato do Teixeira até 2015, demos o direito a ele, não ao Marin', disse o presidente da federação baiana, Ednaldo Rodrigues, um dos seis que, desde o início dos boatos da saída de Teixeira, defendem eleição em caso de renúncia.

O presidente da federação cearense, Mauro Carmélio, é da - vasta - ala dos que apoiam a permanência de Marin. 'Quando prorrogamos o mandato do Ricardo, fizemos o mesmo com o dos cinco vice-presidentes. A posse de Marin tem legitimidade e sou um legalista, cumpro o estatuto da CBF e da Fifa', disse.

Apesar de favorável à continuidade de Marin, o presidente da federação do Rio Grande do Norte, José Vanildo de Oliveira, defende o diálogo. 'Qualquer entendimento divergente merece ser discutido e avaliado'.

Uma eleição só pode ser realizada depois da convocação de nova assembleia - a próxima, ordinária, está prevista só para abril de 2015. Para convocar a assembleia, é necessária a chancela de seis presidentes.

Fonte: Futebol Interior

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