Provocadores, Jorge Henrique e Valdivia se reencontram no clássico

Provocadores, Jorge Henrique e Valdivia se reencontram no clássico

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No último encontro não faltaram confusões e, no final, quem sorriu foi o corintiano.

O empate por 0 a 0 na última rodada do Brasileiro do ano passado deu o título ao Corinthians. Mas antes da festa teve início uma confusão protagonizada por dois jogadores que adoram provocar o adversário: Valdivia e Jorge Henrique.

Os dois voltam a estar frente a frente amanhã, e o encontro não deve ser dos mais amigáveis. No máximo devem trocar cumprimentos no início do jogo, como manda o protocolo. Mas quando o árbitro Marcelo Rogério apitar o início da partida a vontade em superar o rival será maior do que qualquer coisa.

No Brasileiro do ano passado a tensão já era grande, porque o Corinthians poderia conquistar o título em cima do rival. Até que Valdivia deu uma entrada dura em Jorge Henrique, que esboçava alguns lances de efeito para irritar o adversário. A partir daí, o corintiano passou a tomar conta do jogo e até o chute no vácuo, lance que o chileno costuma fazer, ele imitou.

Foi o suficiente para João Vitor lhe dar um pontapé, o que deu início a uma grande confusão.
No final do jogo, corintianos diziam que os palmeirenses reclamaram da jogada porque não sabiam perder. Os alviverdes retrucavam e punham a culpa pela confusão em Jorge Henrique.

Corinthians e Palmeiras fazem um clássico onde confusão se tornou algo habitual. Em muitos encontros o placar ficou em segundo plano, tamanha a encrenca no campo. Por exemplo, é impossível esquecer as embaixadinhas de Edílson em 1999, quando o atacante estava no Corinthians.

Um mês antes, o Timão havia sido eliminado pelo Palmeiras, nos pênaltis, na semifinal da Libertadores, e a rivalidade estava no auge. Por volta dos 30 minutos do segundo tempo, com o Corinthians garantindo o título paulista, Edílson começou a fazer embaixadinhas no meio do campo, o que provocou briga generalizada, que antecipou o encerramento do jogo. O placar: 2 a 2.

Papas na língua
Se depender do discurso dos jogadores, o torcedor pode ficar tranquilo que a disputa será só na bola. De ambos os lados sobram as frases politicamente corretas.

Chicão, por exemplo, enche a bola de Barcos. “Vou analisar bem o que ele faz”, disse o corintiano. O palmeirense devolveu a cordialidade. “A defesa do Corinthians é muito sólida e o Chicão é um grande jogador. Será uma partida bem equilibrada.”

O jogo não vale muita coisa além da liderança, que no momento representa pouco. Mas o sabor de vencer este clássico vale mais do que os três pontos.

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Fonte: Estadão

Enviado por: Genilson de Guarulhos

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