Cria de times pequenos, Paulinho pede atenção máxima contra a Ponte

Cria de times pequenos, Paulinho pede atenção máxima contra a Ponte

Vestir a camisa do Corinthians é o sonho para muito jogador. Paulinho conseguiu realizá-lo, mas não pense que foi fácil e que ele está satisfeito. Contra a Ponte Preta, às 16 horas, o volante corintiano quer continuar construindo sua trajetória no alto e acabar com o sonho dos pontepretanos. O duelo vale uma vaga nas semifinais do Paulistão.

Criado no futsal da Portuguesa, Paulinho largou as quadras pelo desejo de ser jogador profissional. 'Eu nunca quis sair do futsal, pois eu gostava muito. Mas foi uma iniciativa minha com meus pais, pois o campo tinha mais visibilidade, tinha que abrir mão do futsal pelo sonho', disse o camisa 8 em conversa com o MARCA BRASIL, no CT Joaquim Grava.

Da Lusa foi para o PAEC, atualmente Audax. Lá, fez todo o trabalho de base e teve a chance de enfrentar o Corinthians, jogos que fez como se fosse a chance da vida. 'Venci uma e perdi uma. O Corinthians sempre foi muito forte na base. Eu enfrentei Lulinha, Willian, Dentinho', lembrou o volante, que arriscou tudo com uma proposta do futebol lituano. Era o sonho de jogar na Europa.

O destino foi Vilnius, time da capital, mas sem tradição. Foram 38 jogos e cinco gols. 'Eu era jovem, queria conhecer. Arrisquei. Teve seu lado bom e ruim. Era um jogo de muito contato', analisou o volante, que partiu para o futebol polonês em busca de mais visibilidade. No LKS Lods disputou 17 jogos e sofreu com o racismo, o que fez abrir mão do sonho europeu. 'Era um futebol mais técnico, mas eu saía na rua e as pessoas imitavam macaco', ressaltou Paulinho.

Para recomeçar, o volante tentou de novo no PAEC. Disputou a 4ª divisão e a A-3 do Paulista. Se destacou e foi para o Bragantino. 'O Bragantino será sempre lembrado pois foi onde eu dei um passo muito grande para chegar no Corinthians', destacou o jogador.

No Parque São Jorge, Paulinho conheceu Ralf, ganhou o Brasileirão e teve sua primeira chance com a camisa da seleção brasileira. Foi apenas uma vez, mas o suficiente para alimentar um sonho: disputar a Copa do Mundo de 2014. Para isso, a partida deste domingo contra a Ponte Preta faz parte do projeto.

'Para chegar na seleção brasileira tenho que fazer meu trabalho no Corinthians. Tenho que melhorar a cada dia para que aconteçam as convocações naturalmente. Só preciso pensar no Corinthians', concluiu.

Fonte: Marca Brasil

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