ONG entra com ação coletiva para corintianos poderem ir a jogos da equipe na Libertadores

ONG entra com ação coletiva para corintianos poderem ir a jogos da equipe na Libertadores

O que o Corinthians temia que pudesse acontecer, se concretizou. Na tarde desta quinta-feira, a ONG SOS Consumidor, que atua em defesa dos direitos dos consumidores em São Paulo, entrou com uma ação coletiva na Vara Cível do Foro Central da Comarca da capital paulista, solicitando que todos os torcedores que têm ingresso comprado para os próximos jogos da equipe na Libertadores possam entrar no estádio - seja ele qual for. Marli Aparecida Sampaio, presidente da ONG e uma das advogadas responsáveis pela ação, juntamente com outros seis, protocolou o documento no início da tarde e aguarda a resposta ainda para esta quinta-feira ou, no máximo, para sexta. Marli, que diz não ser torcedora de nenhuma equipe, afirmou que quer garantir que os torcedores, consumidores neste caso, não sejam prejudicados, já que pagaram pelos ingressos.
Para evitar que a Conmebol, face a este caso e às liminares que liberaram que quatro torcedores entrassem no Pacaembu no duelo contra o Millonarios, os advogados não colocaram o Corinthians como parte da peça e pedem que não haja nenhuma punição ao clube paulista - o documento é dedicado à defesa dos torcedores. O clube, aliás, mostra-se preocupado com possíveis retaliações e, já após o duelo contra os colombianos, pedia aos corintianos que evitassem ir à justiça.

“Peço pelo amor de Deus que os corintianos não façam mais isso. A gente não sabe como isso vai ser recebido pela Conmebol, pelo Tribunal. Os torcedores conseguiram uma liminar na Justiça, mas eles lidam com a parte desportiva”, disse Roberto de Andrade, diretor de futebol do Corinthians.

"Nós pedimos auxilio público para que não façam nenhuma punição contra o Corinthians. O Corinthians não é parte na ação civil pública. O negócio é com a Conmebol. Se punirem o Corinthians por conta de decisão judicial, são eles que vão descumprir determinação judicial, e aí podem ser punidos. Nós pedimos que não se transfira qualquer sanção administrativa. Não tem nada a ver com o clube, que fique claro", declarou Marli Aparecida Sampaio.

Na quarta-feira, horas antes da partida do time contra o Millonarios, seis torcedores conseguiram na Justiça Comum, baseados nos direitos do consumidor, de conseguirem acesso ao Pacaembu. O Corinthians, temendo uma retaliação da entidade sul-americana, tentou impedir de todas as maneiras a entrada do grupo, mas não conseguiu convencê-los. No fim, apenas quatro entraram e ficaram nas numeradas do estádio.

A advogada admite que o ocorrido abriu um precedente para a entrada da ação coletiva, e tomou esta medida também para evitar que Poder Judiciário fique abarrotada de ações individuais, como provavelmente ocorreria em breve.

"Nós ingressamos para defender o princípio da igualdade. Portões fechados são portões fechados. Ninguém pode entrar, a não ser os times. E uma série de pessoas, além dos quatro torcedores, entraram no Pacaembu. Se estes podem, os consumidores, que pagaram ingresso, que tem um contrato de compra, também podem. E é por isso que entramos com a ação", completou Marli.

Além da possibilidade de entrar nos estádios no Brasil e também fora, na Libertadores, a ação civil pede, por danos morais, que os corintianos que não entraram no Pacaembu na quarta sejam indenizados com uma quantia de até 100 vezes o valor que foi pago no ingresso.

A reportagem do UOL Esporte procurou o Corinthians, mas os advogados do clube estão reunidos no Parque São Jorge formulando a defesa que irão apresentar à Conmebol e, em um primeiro momento, preferem não se manifestar. O atual campeão da Libertadores foi punido e terá de jogar até o fim da competição com portões fechados devido à morte do boliviano Kevin Espada, durante o duelo contra o San José, em Oruro (BOL), ocorrida após um membro da torcida corintiana disparar um sinalizador naval, que atingiu o olho direito do garoto de 14 anos.

Fonte: Uol

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