Destaques da várzea ensinam o Corinthians a encarar a grama sintética no México

Destaques da várzea ensinam o Corinthians a encarar a grama sintética no México

O time é o atual campeão mundial de clubes, Corinthians, e a competição é a cultuada Libertadores. Mas é da várzea paulistana que vem importantes ensinamentos para os corintianos superarem a dificuldade de jogar em um campo de grama sintética contra o Tijuana, na partida da próxima quarta-feira, no estádio Caliente, em Tijuana, no México. No futebol profissional, os gramados sintéticos ainda são novidade. Uma realidade bem diferente da encontrada na várzea de São Paulo, na qual os tradicionais terrões vêm dando lugar aos campos com a chamada "grama de mentira". Sendo assim, os varzeanos têm grande bagagem para ajudar os alvinegros, nada acostumados com tal situação.

"Não tem jeito. Os jogadores do Corinthians devem sentir bastante os primeiros 20 minutos de jogo. Quando se muda do campo gramado para a grama a sintética o que mais pesa é o tempo de bola. Eles vão precisar correr mais e calcular a diferença da velocidade da bola, ao dar um passe ou fazer um lançamento", comentou o técnico do Nápoli, da Vila Industrial, Luiz Fernando Lombardi, o Lombardinho.

Para o treinador, que é filho do falecido Lombardi, consagrado como locutor de Sílvio Santos na televisão, o Corinthians precisa ficar atento também ao jogo aéreo do time mexicano. Além da várzea, Lombardinho também tem bastante experiência com grama sintética, pois, em 2011, ele foi treinador do Palestra, de São Bernardo do Campo, clube que manda os seus jogos no Baetão, campo com grama artificial, no ABC paulista.

"Quando o Palestra recebia times que não eram acostumados com a sintética, eu explorava essa jogada, pois os visitantes sentiam dificuldade para achar a bola, principalmente quando ela quicava no solo e ia para uma direção não esperada, por causa do campo. Os mexicanos vão fazer isso contra o Corinthians", disse Lombardinho. "Na minha opinião, os zagueiros corintianos vão sofrer, mas basta ficar bem ligado na movimentação dos atacantes em bola parada. Eu vi a vitória do Tijuana sobre os colombianos (4 a 0 sobre o Millonarios) e eles fizeram gol a partir de bola parada", acrescentou o treinador, famoso por ser linha-dura com seus atletas.

Ao desembarcar com a delegação corintiana, em Tijuana, na última segunda-feira, o técnico Tite demonstrou que está ciente das dificuldades. "Eu tenho a experiência de jogar a minha peladinha em gramado sintético e sei o quanto é diferente. Todo o mundo que bate uma bolinha sabe do que estou falando. A velocidade da bola, o domínio e o passe mudam. Precisaremos nos adaptar rapidamente", explicou o comandante alvinegro, que comandará apenas um treino em solo mexicano, nesta terça-feira.

Um dos principais atacantes da várzea paulistana, Uochiton, do Jardim São Carlos, também acredita em prolemas para o Corinthians. E a dica que ele dá para os homens de frente do Corinthians, Alexandre Pato e Paolo Guerrero, é que eles tenham uma atenção a mais na hora de dominar a bola.

"Eles são craques, mas vale ficar ligado quando for matar a bola. Às vezes, ela quica e você não consegue dominar direito. Eles também precisam de uma chuteira para society, nada de futebol de campo. Vai ser muito estranho ver o Corinthians jogando num campo que não parece profissional", falou o artilheiro da Copa Kaiser de 2011, pelo Sedex, e campeão da edição do ano passado, pelo Ajax, da Vila Rica. "Mas na hora de chutar para o gol é tudo igual. Só precisa acertar bem a bola e ela vai para a rede, sem morrinho para atrapalhar", acrescentou o valorizado atleta da várzea.

Para Uochiton, os campeões mundiais têm de comemorar o fato de a partida ser disputada num campo de grama sintética e não nos terrões, como ainda acontece na enorme maioria dos campos de várzea. "Aí, eles iriam sofrer de verdade. Além de driblar os mexicanos, eles teriam que driblar burracos, pedra, barro e outras coisas", disse o camisa 10.

Meio-campista do Ajax, atual campeão da Copa Kaiser, Ramires não escondeu a alegria ao poder falar algo que ajude o seu time de coração a voltar do México com um bom resultado. "Eu sou corintiano e estou muito feliz por ter a chance de dar dicas para os corintianos. O negócio é ficar esperto com a velocidade da bola e não se matar de correr no começo do jogo, senão falta fôlego", afirmou o atleta, que se chama Josimar, mas recebeu o apelido de Ramires por ser parecido com o volante brasileiro do Chelsea, da Inglaterra.

De acordo com o meia, os seus companheiros de posição do time defensor título da Libertadores terão que pensar bem antes de jogadas pelas linhas de fundo. "Essas bolas de fundo, que os meias estão acostumados, fica mais difícil de fazer na grama sintética. Quando alguém avança em profundidade, o meia tem que calcular bem a força para enfiar a bola. Na grama, ela chega certo, mas na sintética, às vezes, a bola dispara e sai com tudo pela linha de fundo. Não há quem chegue", completou Ramires.

Fonte: uol

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