Sem Renato Augusto, Corinthians "regride" a desempenho de 2012

Sem Renato Augusto, Corinthians "regride" a desempenho de 2012

Sem Renato Augusto, Corinthians "regride" a desempenho de 2012

Sem Renato Augusto, Corinthians "regride" a desempenho de 2012

Gustavo Franceschini
Do UOL, em São Paulo

Quando ouviu, no último domingo, novas críticas às atuações do Corinthians, Tite relembrou que no ano passado, nesse mesmo ponto da temporada, a equipe também não rendia tão bem. Só que se a formação atual pode se escorar no desempenho mediano que tinha a esta altura no último ano, também pode se ressentir de já ter apresentado, em 2013, mais futebol do que aquele visto contra Boca Juniors e São Paulo.

Os números comprovam as duas teses. No duelo diante dos argentinos, na semana passada, os atuais campeões mundiais deram 13 dribles, acertaram 191 passes, fizeram 80 desarmes e perderam 45 bolas ao longo do jogo, que terminou 1 a 0 para o Boca e deixou o Corinthians em situação delicada nas oitavas da Libertadores.

Há exatamente um ano, a situação não era tão diferente. Àquela altura, os comandados de Tite ainda se recuperavam de uma eliminação inesperada no Paulista, diante da Ponte Preta, e empataram por 0 a 0 com o frágil Emelec, fora de casa.

Naquela partida, o Corinthians teve a expulsão de Jorge Henrique e sofreu bastante com a pressão dos equatorianos, que chegaram a acertar uma bola na trave. De acordo com o Datafolha, Paulinho e companhia deram dez dribles, acertaram 147 passes, fizeram 84 desarmes e perderam 44 bolas, números bem próximos aos do confronto com o Boca.

As duas 'versões' do Corinthians ainda têm outras coisas em comum. A principal delas é a dependência de Emerson. Contra o Emelec, em 2012, e o Boca, semana passada, o Sheik recebeu mais de 30 bolas no jogo e foi o mais acionado da equipe, bem à frente do segundo colocado do quesito.

'Vocês fizeram a comparação com o melhor Corinthians, o que é justo, mas eu também cobro crescimento. Eu acho que essa colocação seria no estágio que estávamos com o Emelec. Talvez um pouco abaixo, principalmente no processo de criação, em função das mexidas, em função de ter saído jogadores como Renato e Douglas. Isso retirou um pouco da transição no último terço do gramado', avaliou o técnico Tite.

Dali em diante, o Corinthians engrenou, cresceu diante de Vasco, Santos e Boca e conquistou a Libertadores. Para Tite, é possível que isso volte a acontecer agora.

Só que o Corinthians de hoje parece uma versão piorada do time que já entrou em campo nesta mesma temporada. No meio da primeira fase da Libertadores, a equipe encontrou sua melhor forma diante de Millonarios (2 a 0 no Pacaembu), Santos (0 a 0 no Morumbi) e Tijuana (3 a 0 no Pacaembu).

A diferença, como explicou Tite, é a presença de mais armadores que possam dividir a responsabilidade com Danilo. Hoje, a função é de Romarinho, que tem mais características de um atacante. De novo, os números mostram como o Corinthians rendeu mais enquanto teve Renato Augusto em campo.

 Contra o Millonarios, por exemplo, foram 330 passes certos, 42% a mais que diante do Boca. O número de dribles também sobe para 21, o de desarmes para 116 e o de bolas perdidas cai para 30. As estatísticas do jogo contra o Tijuana são parecidas, e ajudam a comprovar a tese.

'O que eu trago desse comparativo é quando tu tens um jogador da criação, da transição, que fica um pouquinho à frente dos dois volantes, um pouquinho atrás do atacante, tu consegue ter equipe mais criativa. Isso se traduz em armadores, construtores, em nomes. À medida que a gente perdeu Douglas e Renato, a gente perdeu isso', disse Tite que, na verdade, nunca chegou a dar uma sequência grande para Douglas neste ano.

Por mais que o técnico evite personalizar a questão, é de Renato Augusto que o time sente mais falta. Com ele em campo, o Corinthians divide mais as responsabilidades, e Guerrero, Danilo e Paulinho são mais acionados.

O camisa 8, por exemplo, chuta quatro vezes mais a gol quando está ao lado de Renato Augusto, e dá quase o dobro de passes. O problema é que essa reunião não deve acontecer tão cedo. O meia, ex-Bayer Leverkusen, está de molho desde 24 de março, quando teve uma lesão muscular na coxa direita de grau 2.

A princípio, ele ficaria até seis semanas afastado. Na última terça, no entanto, o médico Guilherme Runco disse que espera que Renato retorne apenas por volta do próximo dia 24, quando completaria dois meses no departamento médico, ou oito semanas. Desse modo, ele perderia não só o jogo de volta contra o Boca, como também as duas finais do Paulista contra o Santos e até a primeira partida de uma eventual disputa de quartas da Libertadores.

Foto: UOL

Fonte: Terceiro Tempo

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