FIFA: Brasileirão é Seleção

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FIFA: Brasileirão é Seleção

Sempre foi fácil, ano após ano, encontrar uma grande razão por que o Campeonato Brasileiro é interessante. Afinal, enquanto na maioria das ligas do mundo é seguro apontar favoritos, no máximo quatro ou cinco, no Brasil boa parte dos participantes têm a expectativa, quando não uma sensação de obrigação, de levantar a taça. É assim historicamente: nas 56 edições disputadas desde os torneios embrionários do Brasileirão, iniciados em 1959, foram 17 campeões diferentes. E três deles, Guarani, Palmeiras e Sport sequer estão na Série A deste ano.

Mas isto sempre foi assim. O que a edição de 2013, que começa no próximo sábado, tem de especial em relação aos últimos anos tem a ver não com a mística que acompanha os clubes, mas com os nomes que estarão dentro de campo mesmo: há tempos não havia tantos jogadores de Seleção disputando o Campeonato Brasileiro. E, aqui, 'o termo jogadores de Seleção' não tem a ver com potencial ou histórico, mas com um fato concreto: a convocação de Luiz Felipe Scolari para a Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013. Há tempos a Seleção Brasileira não disputava uma grande competição contando com tantos jogadores que atuam dentro do país.

Na lista de 23 nomes divulgada por Felipão, 11 deles hoje atuam no futebol brasileiro. Como comparação, na última edição da Copa das Confederações, em 2009, eram cinco. Na Copa do Mundo da FIFA África do Sul 2010, Dunga chamou apenas três e, um ano depois, na Copa América, a lista de Mano Menezes tinha seis 'locais'. Para encontrar uma situação parecida, é preciso retornar ao Mundial da Coreia do Sul e do Japão, em 2002, quando foram dez os jogadores de clubes brasileiros convocados por coincidência ou não' Scolari.

'A convocação de 11 jogadores que atuam no Brasil é decorrente da manutenção e contratação de melhores atletas, do pouco número de brasileiros nas principais equipes da Europa e da tentativa de cativar e de criar um forte laço afetivo com a torcida', descreveu o craque Tostão, campeão mundial com a Seleção em 1970, em sua coluna do jornal Folha de S. Paulo do dia 19 de maio.

Duas vias
De fato, boa parte do fenômeno se explica pela posição recente do Brasil no mercado do futebol. Segundo o relatório anual do FIFA Transfer Matching System, em 2012 os jogadores brasileiros lideraram a lista de atletas que mais deixaram seu país, o que é um fluxo tradicional, mas também a contagem de jogadores que mais retornaram à pátria: ao longo do ano, foram 696.

O teor caseiro da equipe de Felipão, então, não diz respeito simplesmente a jogadores que atuam no país, mas de representantes desse fenômeno: o de expatriados que decidem retornar. Dos 11 atletas de clubes brasileiros que vão à Copa das Confederações, apenas quatro nunca jogaram fora do Brasil, Bernard (Atlético Mineiro), Fernando (Grêmio), Leandro Damião (Internacional) e Neymar (Santos), todos com menos de 23 anos. Os outros sete são gente que foi à Europa e voltou em algum momento dentro dos últimos cinco anos: Diego Cavalieri, Fred e Jean (Fluminense), Réver (Atlético Mineiro), Jéferson (Botafogo), Paulinho (Corinthians) e Jadson (São Paulo).

'Meu objetivo ao voltar para o Brasil sempre foi esse. Além de aparecer no São Paulo, ter a chance de retornar para a Seleção', admite Jadson em conversa com o FIFA.com, ao falar sobre sua saída do Shakhtar Donetsk no início de 2012, após sete anos e 12 troféus no clube ucraniano. 'Lá eu consegui vários títulos, mas a visibilidade não era muito boa. Um dos motivos para eu voltar foi para ter esse chamariz. Fiquei muito feliz de o Felipão ter reconhecido meu trabalho. Tentei chamar a atenção dele.'

E isso tudo porque estamos falando só de quem foi para a Seleção. Coloque-se aí na conta (e na lista de atrações do torneio), aqueles que não conseguiram vaga ?' como o badalado trio Diego Tardelli, Jô e Ronaldinho, do Atlético Mineiro; Alexandre Pato (Corinthians), o zagueiro Dedé, do Cruzeiro; o são-paulino Luís Fabiano ?' e os veteranos que retornaram recentemente, casos de Zé Roberto (Grêmio), Alex (Coritiba) e Gilberto Silva (Atlético Mineiro).

'Encontrei um nível melhor do que eu esperava. Quando eu cheguei, escutava falar muito da decadência do nível do futebol brasileiro, mas não é verdade', diz Gilberto Silva ao FIFA.com, sobre sua chegada, em meados de 2011. 'E, na medida em que vai chegando mais gente com experiência internacional ?' como o Diego Forlán (Internacional) e o Seedorf (Botafogo) ?', isso vai dando ainda mais motivação aos clubes daqui e aos jogadores para que se animem a jogar no Brasil', completa o campeão mundial em 2002.

São, então, os brasileiros selecionáveis os que nunca saíram e os que saíram e voltaram e agora, cada vez mais, estrangeiros que chegam, como o uruguaio Nicolás Lodeiro (Botafogo), o peruano Paolo Guerrero (Corinthians), o espanhol Fran Mérida (Atlético Paranaense) e o americano Freddy Adu (Bahia). E todo mundo, para ajudar, partindo como candidato ao título. Dá para dizer que é no mínimo interessante, não?

Fonte: FIFA

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