Greve na Bolívia e entrevista com advogado brasileiro adiam parecer de promotor sobre destino dos 12

Greve na Bolívia e entrevista com advogado brasileiro adiam parecer de promotor sobre destino dos 12

Uma greve geral em Oruro vem adiando a apresentação do parecer do promotor Alfredo Santos Canavari, da Justiça da Bolívia.Ele está analisando o depoimento do menor H.A.M, de 17 anos, que assumiu ter sido o autor do disparo do foguete sinalizador que atingiu e matou o torcedor boliviano Kevin Espada, durante a partida entre San Jose e Corinthians, disputado na cidade boliviana.
Só a partir da divulgação deste relatório é que os advogados que defendem os 12 torcedores corintianos, presos desde fevereiro na Penitenciária de Oruro, vão definir novas estratégias para conseguirem o "habeas corpus". "Nós só vamos falar do caso depois deste parecer. Agora, qualquer coisa que for dita por prejudicar os torcedores", disse Ricardo Cabral, advogados da Gaviões da Fiel.
Até agora, os 12 de Oruro são mantidos em regime de prisão preventiva. Dois são acusados de terem disparado o sinalizador na direção da torcida local do San José, durante o jogo pela primeira fase da Copa Libertadores da América. Outros dez teriam, de acordo com os policiais de Oruro, atuado como cúmplices. Todos juram inocência. Cinco deles sequer estavam dentro do estádio no momento do disparo.
H.A.M confessou ter disparado o foguete sinalizador que atingiu o olho de Espada, um adolescente boliviano que morreu na hora. Ele já depôs para a Justiça Brasileira e para o próprio Canavari no consulado da Bolívia em São Paulo. Mesmo assim, a decisão de manter os 12 presos em Oruro permanece.
A avaliação dos defensores dos corintianos é de que as iniciativas pela via diplomática tomadas nos últimos 80 dias não foram suficientes para conseguir a liberdade provisória. O governo brasileiro tentou convencer as autoridades bolivianas. Parlamentares estiveram em Oruro. Nada mudou.
A Gaviões da Fiel, uniformizada a qual pertence a maioria dos 12 de Oruro, alugou uma casa em Cochabamba para garantir que os presos têm agora residência fixa e não vão deixar a Bolívia se forem soltos. Mesmo assim, eles continuam presos.
O escritório de advocacia da doutora Martistela Basso, especializado em direito internacional, foi contratado pela Gaviões da Fiel, torcida uniformizada a qual pertencem vários dos torcedores presos. A uniformizada do Corinthians já dispensou os serviços deste escritório.
O motivos: a atuação do advogado Sérgio de Moura Ribeiro Marques que esteve na Bolívia e uma gravação feita por ele das conversas com Jorge Ustarez Beltrán, advogado da família de Kevin Espada, onde ele pedia US$ 220 mil para os pais do jovem morto. Mediante esta quantia, Beltrán garantia, na gravação, o aparecimento de um novo testemunho, de um tio que estava no estádio com Kevin, que tiraria o envolvimento dos 12 no caso.
Além disso, na reportagem, Sérgio Marques revelou trechos do depoimento de H.A.M, que deveria ser sigiloso. O Gaviões pensa até em processar o advogado que já tinha sido retirado do caso antes da publicação da revista.
No domingo, depois da conquista do Campeonato Paulista, o presidente do Corinthians, Mário Gobbi, explicou que o clube oefereceu US$ 200 mil para os pais, que recusaram. "Não houve nem pedido e nem negociação. Esta era uma doação que o Corinthians queria fazer. Como os parentes não aceitaram, a oferta foi retirada", disse Mário Gobbi.
Há cerca de oito dias, uma grave geral paralisou Oruro. É o terceiro movimento grevista em três meses. Os advogados da Gaviões pretendiam ir à cidade boliviana nesta segunda-feira, mas desistiram depois da entrevista de Sérgio Marques. Há o temor de que as gravações tenham gerado irritação nas autoridades bolivianas.

Fonte: Terra Magazine

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