Mineirinho defende liderança do ranking mundial de surfe no Volcom Fiji Pro

Mineirinho defende liderança do ranking mundial de surfe no Volcom Fiji Pro

BRUNA TONI - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - O surfista Adriano Souza, o Mineirinho, começa a defender a partir desta sábado à tarde a liderança do ranking mundial de surfe no Volcom Fiji Pro. O brasileiro encara na primeira fase seu conterrâneo Alejo Muniz e o australiano Mitchel Coleborn e sabe que não pode bobear. Ele vem de uma vitória em Bells, na Austrália, e um segundo lugar no Rio de Janeiro.

Está embalado e motivado para se manter na ponta, mas sabe que terá a forte concorrência de Kelly Slater, Joel Parkinson, Mick Fanning, Gabriel Medina e John John Florence, que volta nessa etapa após ficar fora das duas anteriores por causa de lesão. O evento em Fiji tem prazo para terminar até o dia 14 e, caso as condições de mar não estejam apropriadas, as baterias podem ser adiadas para o dia seguinte.

Como foi para você o segundo lugar no Billabong Rio Pro, que te deu a liderança do Circuito Mundial de Surfe?
Eu estou me sentindo muito bem, principalmente agora que estou liderando o Circuito. Esse era o meu grande objetivo. Acabei ficando na segunda colocação, não era o que esperava, mas fiquei muito contente com a minha atuação durante o evento inteiro. Estou muito honrado de ter colocado o Brasil dentro de um pódio que sempre é muito difícil, mas ainda tem muita coisa pela frente. São mais sete eventos para, quem sabe, me sagrar campeão mundial.

Você bateu o Kelly Slater de novo e a disputa com o Gabriel Medina na semifinal foi difícil. Em algum momento você achou que não ia dar?
Com os dois eu achei a mesma coisa, mas confiei no meu potencial. Chegar a uma fase decisiva, como as quartas e a semifinal, quando já se tem um grupo seleto dos melhores, é saber que terá uma bateria difícil, que não será uma coisa fácil, que eu ganharia assim sem nenhum esforço... Então coloquei todo o meu melhor naqueles 30 minutos para conseguir a vitória mais suada e sofrida até os 49 do segundo tempo.

Você acha que alguma coisa fez a diferença ali que você pode repetir em Fiji?
Não, na verdade foi acontecendo de forma muito natural, eu estava bastante concentrado. Estava buscando uma final e vencer o evento, mas foi acontecendo, acontecendo... Foi uma inspiração ter vencido o Kelly Slater no Brasil, nunca tinha acontecido isso porque em 2009 eu tinha perdido para ele na final em Santa Catarina, e foi a segunda vez que a gente se enfrentou no Brasil, só que dessa vez eu ganhei.

A torcida ajudou?
Muito, foi um extra, foi um empurrão a mais que eu tive em todos os minutos da bateria.

E agora para Fiji, como foi sua preparação?
Eu estava em Florianópolis, me cuidando depois desse evento no Rio, que eu fiquei praticamente 20 dias concentrado. Aproveitei para cuidar um pouco do corpo pra tentar chegar 100% em Fiji.

Qual etapa você considera que será a mais difícil?
Essa é uma etapa bem difícil para mim. Eu não treino muito em Fiji porque o acesso é complicado. Como a ilha é fechada e só abre quando existe campeonato de surfe, então é uma etapa que eu tenho dificuldade. Mas eu tive bons resultados no passado e uso isso como referência, já que estou em um ritmo bom.

Como o Corinthians está te ajudando nos treinamentos?
O apoio que eu tenho do clube é o de infraestrutura de treinamento. Eu optei por treinar aqui no Brasil, concentrar tudo aqui dentro do clube, que é um lugar onde tem especialistas em atletas, por isso eu optei por ir para lá e tentar pegar um treinamento diferenciado. E está dando resultado já no primeiro ano, né? Então estou contentíssimo. Fiz uma boa preparação pré-circuito este ano e agora quero tentar levar o pessoal daqui do Corinthians comigo para algumas etapas. Vamos ver o que vai acontecer daqui pra frente.

Fonte: Estadão

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