Venda de Casemiro e exigência de R$ 57 milhões trava venda do Paulinho

Venda de Casemiro e exigência de R$ 57 milhões trava venda do Paulinho

A venda de Casemiro incomodou o Corinthians.

O volante não é nem cogitado para a Seleção.

Mesmo assim fechou com o Real Madrid por 6,5 milhões de euros.

Ou seja, cerca de R$ 17,1 milhões.

Paulinho é titular do Brasil.

Mesmo assim empresários afirmaram a Mario Gobbi que a pedida é alta demais.

O Corinthians não o aceita vender por menos de 20 milhões de euros, R$ 57 milhões.

O presidente corintiano já não estava disposto a baixar um centavo da pedida.

Desde o início do ano é este o número.

Agora que não vai abaixar mesmo.

Representantes da Inter de Milão e Mônaco sentiram o golpe.

Assim como o próprio departamento de futebol corintiano.

O clube fechou com Maldonado e com Ibson pensando na saída de Paulinho.

O jogador não está desesperado para sair.

Vem adiando a sua negociação desde o ano passado.

Primeiro queria disputar a chance de ser bicampeão da Libertadores.

Agora não deseja perder a concentração na disputa da Copa das Confederações.

Paulinho tem um trauma.

Aos 17 anos ele quase abandonou o futebol.

Foi colocado por empresários no Vilnius da Lituânia.

O jogador detesta relembrar o que passou.

Sofreu com o racismo.

Pessoas imitavam macacos quando o encontravam.

E lhe atiravam moedas.

Não só nos estádios, mas nas ruas.

A situação absurda o afetou.

Já disse a amigos que poderia passar a vida toda sem voltar a jogar na Europa.

Só que o planejamento corintiano já foi feito.

E nele o clube conta com a negociação de Paulinho.

O volante ganhou mais um tempo com a Copa das Confederações.

Disse que pode sair mais valorizado com a conquista do Brasil.

Só que está enfrentando um problema inesperado.

Felipão é bem diferente de Mano Menezes.

Não o quer mostrando a sua habilidade, o seu poder de armação.

E até a sua presença constante na área adversária.

O quer como na partida diante da França.

Jogando preso entre os zagueiros brasileiros.
Em um espaço delimitado que vai até pouco além do meio de campo.

Ficou nítido em Porto Alegre o quanto o corintiano estava sufocado.

Preso, nervoso, tenso.

Estava jogando como não gosta.

Errou vários passes, precipitou lançamentos.

Não teve paz para sair jogando com a cabeça erguida como gosta.

Sabia que estava perto demais dos zagueiros.

Naquela faixa de campo se perdesse a bola seria quase um suicídio.

A tendência é que Felipão o mantenha jogando assim na Copa das Confederações.

E a competição em vez de valorizá-lo possa fazer exatamente o contrário.

Mostrar para o mundo um jogador que ele não é.

Muito pelo contrário.

Paulinho está encurralado.

Sabe que Felipão detesta dois volantes ofensivos.

E que pensa em manter um fixo.

Luís Gustavo é ameaçado seriamente por Fernando e até David Luiz.

Além da troca óbvia pelo jovem volante do Grêmio há outra possibilidade.

Adiantar o zagueiro do Chelsea e colocar Dante ao lado de Thiago Silva.

Quanto a Paulinho, ele não é dono efetivo da vaga.

Se continuar incomodado, errando passes, travado, tem concorrência qualificada.

Hernanes está impressionando a Comissão Técnica da Seleção.

Além da sua efetividade na marcação pela força ofensiva.

Acertou o travessão que propiciou o gol de Fred contra a Inglaterra.

E marcou contra os franceses, com muita tranquilidade.

O momento de Paulinho não é nada bom.

Os representantes da Inter e do Mônaco continuam as observações.

Vai depender do comportamento do jogador gastar ou não 20 milhões de euros.

A maior preocupação do volante está em continuar como titular do Brasil.

Não com a venda.

Por ele, poderia ficar no Corinthians até após a disputa da Copa do Mundo.

O volante tem contrato até 2015.

Está muito feliz com os R$ 350 mil mensais.

Diante da postura do jogador, dirigentes corintianos miram em Ralf.

Ele é menos radical.

Apesar de também querer ficar no Corinthians.

Empresários querem levá-lo para o Sevilla.

O gerente Edu Gaspar já revelou que o clube estava preparado.

Sonhava em negociar os dois volantes.

Principalmente Paulinho.

Mas tudo está difícil.

A começar pelo radicalismo de Gobbi em relação ao preço.

Não quer um centavo a menos do que 20 milhões de euros.

Ainda mais agora depois da venda de Casemiro.

Pelo trauma de Paulinho em relação à Europa.

E pela maneira que Felipão o está escalando na Seleção.

Tudo está conspirando contra a venda.

Se depender do volante, ele fica mais um ano no Corinthians...

Fonte: Esportes R7

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