Libertadores acaba com brasileiros irritados e pedindo mudanças

Libertadores acaba com brasileiros irritados e pedindo mudanças

Amarilla conseguiu fazer o que nenhum time conseguiu: eliminar o Corinthians

Amarilla conseguiu fazer o que nenhum time conseguiu: eliminar o Corinthians

A Libertadores acabará nesta quarta-feira com os clubes brasileiros revoltados com a organização da competição feita pela Conmebol. São alvo de críticas premiações, arbitragem, condições precárias de estádios no exterior e critérios dos tribunais esportivos. É fato que muitos desses itens já geraram reclamações dos dirigentes nacionais anteriormente, mas o nível de irritação desta vez é generalizado e já se houve discurso por mudanças imediatas no torneio.

Até o Atlético-MG, finalista, tem demonstrado nos bastidores estar contrariado com a confederação sul-americana. Seus dirigentes evitam críticas mais abertas antes da decisão, mas a verdade é que nenhum deles confia na Conmebol. O discurso interno é que a confederação tem outros interesses escusos que não o futebol.

São mencionados os erros de arbitragem contra o clube na semifinal da Libertadores, diante do Newells Old Boys, quando houve dois pênaltis não marcados a favor do time brasileiro. Outro item questionado, neste caso publicamente, foi a permissão de que o primeiro jogo da final fosse no Defensores Del Chaco, e o Independência tenha sido proibido. Lembre-se que o presidente do Galo, Alexandre Kalil, já foi visto como forte nos bastidores da Sul-Americana durante essa competição.

Outros clubes eliminados mais cedo também estão irritados. É o caso do Corinthians, também prejudicado pela arbitragem de Carlos Amarilla, no jogo contra o Boca Juniors. Mas a reclamação vai além do juiz.

Dirigentes corintianos consideraram muito baixa a premiação para o campeão da Recopa, que foi de US$ 100 mil, com US$ 200 mil pela participação na competição. Esse montante está abaixo até de uma bilheteria de jogo do Brasileiro da equipe. As cotas da Libertadores também são vistas como bem fracas, com US$ 5 milhões para um campeão, comparadas com o que o mercado brasileiro oferece.

A diretoria do Corintihans estuda conversar com outros clubes brasileiros e sul-americanos para criar um grupo comum, como acontece na Europa, para questionar as decisões da confederação sul-americana. Assim, existiria um fórum de discussão para tentar obter melhorias na competição.

“Um dia nós temos que fazer (um grupo que peça mudanças). Pela maneira como as coisas aconteceram com a gente”, explicou o gerente de futebol do Corinthians, Edu Gaspar. “Já passou da hora. Temos que fazer o quanto antes.”

“Tem que se criar uma estrutura de colegiado em que as decisões sejam tomadas de forma coletiva. Para que os clubes pudessem se posicionar sem ter o temor de haver uma retaliação”, completou o diretor executivo de futebol do Grêmio, Rui Costa.

Fato é que o cenário que sempre se desenhou de confronto entre os clubes brasileiros se intensificou nesta Libertadores. Os diversos problemas enfrentados e a guerra de poder dentro da Conmebol são as explicações para o azedamento das relações.

Fonte: Uol

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