Agora sensação, Everton Ribeiro teve de superar rejeições de Mano e Tite

Agora sensação, Everton Ribeiro teve de superar rejeições de Mano e Tite

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Everton nunca fez um gol pelo Corinthians no profissional

Everton nunca fez um gol pelo Corinthians no profissional

O golaço diante do Flamengo na última quarta-feira levou a atenção que faltava para o futebol bonito e eficiente de Everton Ribeiro (89) desde o começo da temporada passada. Pelo Coritiba em 2012 e pelo Cruzeiro neste ano, Everton conseguiu superar a falta de confiança em seu futebol no início de carreira. Filho das categorias de base do Corinthians, sofreu com as rejeições de Mano Menezes e Tite, especialmente por questões físicas.

Bastante franzino, o meia é um caso típico de jogador que demora a se desenvolver a ponto de suportar a competição mais dura do futebol profissional. O Corinthians não teve paciência e não percebeu que tinha um jogador especial a partir de suas categorias de base. Entre 2007 e 2008, Everton atuou em 18 jogos, mas nunca com sequência ou em uma posição específica. Acabou emprestado para o São Caetano e a partir dali, no meio-campo definitivamente, se encontrou.

Em janeiro de 2011, Everton Ribeiro voltou de empréstimo, mas seu contrato estava nos últimos meses. Para aproveitá-lo, o clube cobrava maior participação nos direitos econômicos em um novo vínculo, e não houve acordo. Tite, então no comando, concordou que o melhor caminho para Everton era distante do Parque São Jorge, ainda que o setor de criação fosse carente naquele momento. O Coritiba pagou R$ 1,5 milhão para contratá-lo definitivamente, aposta que se mostraria acertada. O Corinthians ficou com Morais.

Além das questões físicas que colocavam dúvidas sobre seu futebol, Everton Ribeiro também foi fruto do período negro da formação das categorias de base do Corinthians na primeira década deste século. Ele pertencia a uma badalada geração que ainda tinha Lulinha (90) e Dentinho (89), mas nunca se soube se jogaria na lateral ou meio-campo. Na época, os juniores corintianos atuavam em sistema de três zagueiros. Everton, que era ala, não tinha porte físico para o meio nem maturidade tática para a lateral.

Sem qualquer vínculo contratual com o Corinthians, o jogador mostrou bom futebol pelo Coritiba em 2011, mas chegou ao alto nível atual na temporada passada. Foi o principal artilheiro do Brasil entre todos os meio-campistas da Série A com 18 gols. Para contratá-lo, o Cruzeiro precisou vencer batalha com o Santos e não se arrependeu dos R$ 4 milhões investidos.

Marcelo Oliveira, responsável pela indicação, é o treinador que melhor compreendeu suas virtudes, antes no Paraná e agora em Minas Gerais. Everton Ribeiro, canhoto, abre da direita para o centro com inteligência para alimentar as jogadas verticais de Ricardo Goulart (91), pelo centro, ou de Mayke (92) pela direita. Tem uma bola parada venenosa, além de uma finalização forte e precisa. É hoje o principal jogador do vice-líder do Campeonato Brasileiro. Marcou 10 gols nesta temporada.

Fonte: Terra

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