FIFA: Seleção se despede de dois campeões de 58

FIFA: Seleção se despede de dois campeões de 58

FIFA: Seleção se despede de dois campeões de 58

FIFA: Seleção se despede de dois campeões de 58

O fim de semana foi de luto para o futebol brasileiro, com a morte de dois heróis da sua primeira conquista de uma Copa do Mundo da FIFA, na Suécia 1958: o goleiro Gylmar dos Santos Neves e o lateral Nílton De Sordi.

Um grande goleiro
Goleiro da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo da FIFA de 1958 e 1962, Gylmar dos Santos Neves, ou simplesmente Gilmar, como foi chamado durante toda a carreira, acabou internado na sexta-feira após sofrer um infarto e morreu neste domingo. O ídolo de Corinthians e Santos ficou sob os cuidados da equipe de médicos do Hospital Sírio-Libanês, localizado na região central de São Paulo.

Gilmar estava com a saúde fragilizada desde que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) no ano de 2000. Desde então, o ex-jogador tinha 40% do corpo paralisado e utilizava cadeira de rodas. Ele completou 83 anos na última quinta-feira.

Nascido na cidade de Santos, Gylmar começou a carreira aos 15, quando ingressou no juvenil do Hespanha, clube de origem espanhola que ficou conhecido como Jabaquara, justamente por estar localizado no bairro de igual nome, em Santos. Foi efetivado como titular quatro anos depois - recém-saído do Exército como 'Cabo Neves' - e considerado revelação logo no seu primeiro Campeonato Paulista.

Porém, demorou a chamar a atenção dos grandes clubes. Quis o destino que fosse parar num deles como contrapeso, algo natural nas transferências daquela época. Em 1951, dirigentes do Corinthians chegaram ao modesto campo do 'Jabuca' atrás de um reforço para o meio-campo. O alvo era o volante Ciciá, um negrinho esperto e altamente técnico. 

O Jabaquara só aceitou negociar sua estrela se entrasse na negociação também o jovem Gilmar. O Timão, mesmo já bem servido no gol - tinha ninguém menos que o goleiro reserva da seleção brasileira, Cabeção - topou. Assim, em maio daquele ano, Gilmar desembarcava no Parque São Jorge, onde disputaria 395 partidas e conquistaria os títulos do Campeonato Paulista de 1951, 1952 e 1954 (IV Centenário) e do Torneio Rio-São Paulo, também em 1954.

Já em 1962, foi contratado pelo Santos conheceu sua melhor fase. Fez parte do time épico que ganhou quase de tudo na década de 60, desde Campeonatos Paulistas até Mundiais Interclubes. Excursionou por todo o mundo e demonstrou toda a sua categoria. Na Vila Belmiro fez história ao faturar a Copa Libertadores da América e o Mundial de Clubes em 1962 e 1963.

O primeiro contato de Gilmar com a camisa amarela foi em março de 1953, em Lima, no Peru, quando substituiu Castilho, do Fluminense. O Brasil venceu por 8 a 1 e, dali, por diante, o goleiro foi figura constante nas convocações. Defendeu a seleção em três Copas do Mundo (58, 62 e 66), totalizando103 jogos ao longo de 16 anos.

Sua despedida foi numa vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, em 1969. Já seu jogo inesquecível, segundo ele mesmo, foi a final da Copa da Suécia: 5 a 2 sobre os donos da casa e show de bola do então menino Pelé. Gilmar, inclusive, chorou no terceiro gol brasileiro, marcado justamente pelo camisa dez. 'O povo sueco gostava muito de nós e aplaudiu a conquista. Até fizemos o rei sorrir'.

Em seu currículo, também listou as taças do Paulistão (62, 64, 65, 67 e 68), do Rio-SP (63, 64 e 66), da Taça Brasil (62, 63, 64 e 65) e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (68). As duas últimas foram unificadas como títulos do Campeonato Brasileiro recentemente. O goleiro permaneceu na Vila Belmiro até o final da década, quando, beirando os 40 anos, decidiu pendurar as chuteiras.

Ele e Djalma
Pelo menos uma grande conquista Gilmar dividiu com De Sordi, que foi seu companheiro no time titular da Seleção campeã mundial na Suécia durante quase toda a campanha. O lateral direito faleceu neste domingo, aos 82, em Bandeirantes, interior do Paraná, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. O ex-jogador do São Paulo, que atuou no clube do Morumbi nas décadas de 50 e 60, sofria de Mal de Parkinson.

Revelado pelo XV de Piracicaba, De Sordi se destacou no interior e logo foi contratado pelo São Paulo em 1952. Campeão paulista em 1953 e 1957, o lateral defendeu a equipe do Morumbi em 536 partidas, até 16 de julho de 1965. Apesar de nunca ter marcado um gol com a camisa tricolor, se tornou um dos ídolos da história do clube.

Na Copa do Mundo de 1958, De Sordi foi titular de todos os jogos da Seleção Brasileira até a decisão, quando foi barrado pelo departamento médico. Na ocasião, o legendário Djalma Santos assumiu o posto na lateral direita e se tornou o melhor jogador do Mundial com apenas uma exibição: a vitória por 5 a 2 sobre os donos da casa. Djalma também faleceu neste ano.

Apesar da baixa estatura, o lateral são-paulino se destacava pelo poder de marcação na defesa. Já no fim da carreia, jogou também no União Bandeirante-PR, onde se aposentou em 1966. No mesmo ano, foi chamado para ser técnico da equipe paranaense.

Fonte: FIFA

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