Corinthians já se prepara para ser punido por briga no Mané Garrincha

Corinthians já se prepara para ser punido por briga no Mané Garrincha

Vítor Marques - O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - A diretoria do Corinthians já espera que o clube seja punido por causa da briga entre torcedores no estádio Mané Garrincha, em Brasília, em partida contra o Vasco pelo Campeonato Brasileiro. A pena, baseada no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, prevê multa de até R$ 100 mil e perda de até dez jogos de mando de campo. Nesta terça, o clube só se pronunciou oficialmente por meio de nota publicada no site, pedindo “punição exemplar” aos envolvidos na confusão. Dirigentes ouvidos pelo Estado, no entanto, reconheceram que a repercussão do caso e as imagens de tevê pesarão muito para que o STJD puna o clube – que poderia até mesmo jogar com portões fechados, como ocorreu na Libertadores.

O advogado do clube, João Zanforlin, disse que até a noite de terça o Corinthians não havia sido notificado porque o STJD ainda estava formulando a denúncia. Mas sabe que isso é questão de tempo e por isso o clube prepararia sua defesa. Na nota publicada em seu site, o Corinthians se exime da responsabilidade pelos atos de seus torcedores. “O Corinthians deixa claro mais uma vez que não paga, dá ou subsidia ingresso e/ou viagem de qualquer torcedor a jogos do time.”

Mas o clube tem uma relação muito próxima com as organizadas, principalmente a Gaviões da Fiel, a ponto de integrantes da torcida terem acesso livre ao Centro de Treinamento. Na última sexta, por exemplo, líderes da Gaviões puderam conversar e cobrar Emerson Sheik por causa do polêmico selinho. O presidente Mário Gobbi chegou a dedicar conquistas dos títulos Paulista e da Recopa aos presos de Oruro. Na nota, o clube cita a revelação feita pelo Estado de que um dos brigões do Mané Garrincha também esteve preso na Bolívia. "...se faz necessário esclarecer que o mesmo foi libertado na Bolívia porque não havia, naquele triste episódio, provas contra ele. Se agora houver, o Corinthians é favor de que se apure e que se cumpra o que a lei determina."

Alguns dirigentes defendem que se inicie um processo de distanciamento das organizadas, mas admitem que é uma batalha difícil por causa da influência que essas torcidas exercem no clube.

Fonte: Estadão

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